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domingo, 22 de novembro de 2015

O (D)eus de todos NÓS

Eu tenho amigos que acreditam em Deus, em Allah, em Jeová, na Mãe Natureza, em bruxas e magia, assim como tenho amigos que acreditam em Buda, numa vida mais paz e amor ou que preferem não acreditar em absolutamente nada disso e são conhecidos como ateus. Eu também tenho amigos que não faço ideia se acreditam em Deus, em Lady Gaga ou na igreja do santo espaguete. Também tenho amigos que não faço ideia se o Deus que acrediam é o mesmo Deus que eu acredito, porque andei observando nessa minha vida inteira que cada um interpreta o que Ele (ou qualquer um dEles) "falou" do jeito
(   ) que quer
(   ) que aprendeu
(   ) que foi imposto
(   ) que foi induzido
(   ) que estudou
(   ) insira aqui outra hipóteses. São incontáveis!
Então, antes de chamar todo mundo de terrorista, pregar o ódio e tocar o terror pela boca ao invés do orifício baixo, preste bem atenção no que você chama de religião (qual é a tua mesmo???). Olhe bem ao redor e pense no que sua religião diz e no que o seu colega de "catequese" faz e analise "pregação X vivência".
Certamente quem tiver boa vontade vai perceber que existe gente idiota (quero ser simpática) em todas as religiões, que acreditam em qualquer ou em nenhum deus, e que circulam nos mesmos lugares que todos nós.
Não precisa se converter ou acreditar no mesmo, mas ler um pouco sobre ou até mesmo perguntar "e aí, qual é a do que tu acredita?" vão fazer um bem enorme e ampliar algo que fica dentro da caixa mágica chamada "cérebro".
Faça sua parte como ser humano e espalhe amor.

Beijos de luz & purpurina
Eu







domingo, 26 de abril de 2015

(des)Organizar

As vezes a gente precisa organizar fotos, lembranças, papéis, coisas. E pra conseguir fazer isso precisa mexer em coisas doloridas, esquecidas, remexer feridas.
Não é fácil, mas é necessário. E eu acho que vou adiar mais uma vez.

Marina

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Morte morrida ou de morte matada?

Morreu de morte morrida ou de morte matada?
As vezes a gente precisa matar e as vezes precisa deixar morrer. Não dá pra viver carregando ossinhos por aí, lado a lado, pesando na alma. Fantasmas se acorrentam na gente, fazem peso. Sabem nosso telefone, e-mail quando precisam de algo. Sinal de fumaça? "Oi. Tudo bem? Tchau" é para poucos. E fortes.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

REtrospectando

ADORO quando as pessoas se acham no direito de ditar como você deve se sentir, criticando alegrias ou dores, impondo sua ideia sobre como agir ou sentir diante de algo que toca você. ADORO quando as pessoas sabem mais sobre a sua vida do que você mesmo e querem te forçar (e não, elas não chamam, nem concordar com a palavra "forçar") a seguir a corrente, sendo mais uma cabeça na multidão que rema pro mesmo lugar (?), então você precisar fazer o que elas acham que é correto, por inúmeros motivos, inclusive idade. ADORO quando as pessoas querem se impor na vida das outras, porque tá na hora de não estar mais sozinho, porque você precisa corresponder expectativas, precisa ser o que alguém (sem sã consciência) imaginou que você é obrigado a ser ou fazer. ADORO essa gente toda que vê um cubo de gelo e pensa que enxergou o iceberg inteiro e que tem fórmulas mágicas pra tua vida (e não usa na própria). ADORO essa gente que ultrapassa os limites de quem você é pra provar que a fórmula que apresenta é a solução perfeita, que o Messias está ali. ADORO essa falta de respeito mascarada, essa forma de diminuir o outro, suas histórias, seus chinelos, sua estrada, pra apresentar um milagre que não é.
Cada dor e cada amor só quem sente sabe seu tamanho, seu cheiro, sua cor. E não é dever de nenhuma outra pessoa julgar ou diminuir.



Só estou refletindo sobre algo que li num post de uma pessoa que falava que não queria retrospectiva de 2014 (meu caso também), porque foi um ano de ganhos, mas de perdas. E alguém tentava enfiar goela abaixo que não, essa pessoa não poderia pensar assim. Não é o primeiro caso que vejo com amigos, já aconteceu (e vive acontecendo) comigo e com certeza com você também, sobre tudo, sobre qualquer coisa, desde uma perde até um ganho, como também para comprar um CD, um pão. Não, não é fazer pensar, falo especificamente de quem tenta enfiar goela abaixo o que pensa, seus princípios e opiniões acerca de qualquer coisa ou de SE impor onde não se é chamado (on ou off).

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Vazio

Hoje acordei. Mas eu acordei e a primeira coisa que eu senti, foi algo estranho, mas eu senti um vazio. Não era grande, não era profundo, era, talvez, aterrador, porque era um vazio vazio. Bem assim. Vazio.
Um buraco, sem explicação, como se faltasse algo, uma coisa que não se sabe explicar, onde fica, o que é. Senti um vazio. Esse vazio todo dá medo, angústia, deixa a gente perdido e desnorteado. É só um vazio abismal, bruto, cru.
Mais tarde, quando fiquei brava, ou seria furiosa, ou seria puta da cara, ou seria indignada, ou seria furiosa, nem sei! Sei que mais tarde fiquei num misto de descontentamento, frustração e braveza, eu senti bem aquele lugar, bem ali no meio do corpo, me veio a sensação de eu era uma melancia explodindo, de dentro pra fora, para todos os lados, em zilhões de pedacinhozinhos.
Que raiva que dá!
A vida, nem vida! Pobrezinha, quem atropela a gente são as pessoas, nem sempre a pobre vida. As pessoas atropelam as outras, abusam, sobem, pisoteiam. Colocam um sorriso no rosto e deu, cabou. O outro vai reagir? Não, né! E que fase paz e amor... Esse mundo cansa, as pessoas cansam a gente, a boa vontade da gente, o amor da gente, a "beleza" da gente, a paciência da gente. A gente pisa na gente, porque está tudo bem.
É um vazio abrupto, solto, contido, misturado, bagunçado, mas presente. Ele é inteiro. Ele é pesado e continua ali no meio do corpo, ali, bem na divisão das costelas, sabe. É como se uma pedra estivesse se alastrando pelo corpo, pela alma, espírito, e solidificando tudo. Pesando tudo.
Nem sei como cheguei até aqui. Só disso, que hoje eu acordei e senti um vazio. Vamos ver como faremos para conviver com o máximo de paz...
Não gosto dele. Mas agora ele é meu.
Esse vazio é meu. É presente. (vazio presente, parece tão estranho isso...)
É vazio.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Pra Caro

A vida é bonita, a vida é legal, é pra ser vivida, mas a vida também é uma naba. Uma safada, desgraçada e desinibida.
Nem venha de graça, todo mundo um dia xinga pra valer a dona vida e quer manda-la a madre superiora que a pariu.

Não questiono mais há bastante tempo as escolhas que ela faz, as peças que prega e as brincadeiras de mau gosto que vez ou outra atira na cara da gente...

Hoje são 6 anos que eu voltei do Rodeio de Nova Prata com o cabelo duro de gel e laquê, cheia de grampo enfiado no crânio, cansada, podre de cansada. Até hoje não lembro o resultado daquele rodeio, mas lembro eternamente de tudo que aquela época me roubou.
Lembro da pressa, da correria, lembro do cansaço, da falta de tempo, das três, quatro palavras trocadas no portão, da foto em família perdida, do susto gigantesco. Do assombro, da tristeza, do baque. Da bosta da vida se manifestando.

Toda vez que eu olho pro carro do meu pai a dona vida joga na minha cara, me belisca, me cutuca: aquele raspão na porta do Dodge é pra eu nunca esquecer.
A gente corre, corre, corre, acha que algumas coisas são tudo na nossa vida, fazem todo sentido, e um dia a gente percebe que não é bem assim... Que não deveria ser assim, e uma coisa não pode roubar espaço da outra, vida da outra... E aí a gente se dá conta que quando mais precisa, ninguém se importa. O mundo rui por dentro e isso é uma coisa só da nossa vida. NOSSA, possessivo, não de posse possuída, mas no sentido de nossa, a gente tem que cuidar, porque ela é única, é blábláblá, e porque nada vai passar duas vezes. Nenhuma chance.

Vida, sua bandida... Tá levando gente boa demais pro outro lado da força... Eu te diria que preferia que o céu secasse, ficasse mais seco que o sertão, vazio, sozinho, árido e triste. Preferia que ficasse vaziozinho, pobre, feio, mas que tu parasse de fazer isso. É um saco falar pra criança sobre a não-vida, e ter a vida jogada na cara (de novo!) por esses anjinhos que a gente chama de criança... E que quando a gente chega pra falar, sempre nos sacodem com umas perguntas... Com umas verdades sobre a vida... Eu não te questiono, vida, mas adoraria te mandar ir se foder. De verdade. Vá pregar peças pra tua mãe...
Que coisa.
Mas eu não te questiono, sei que teus propósitos são bem maiores. Eu não sei quais são, mas tem que ter, né? Porque se não, qual o sentido de tamanha peça filha de uma puta, mal pregada?

Desculpa, mas eu não quero questionar, só quero falar o que as vezes a gente tem vontade de te dizer. Principalmente nessas horas. Nessas horas que a gente pensa mais na gente do que nos outros e se pergunta quem é que vai contar histórias de quando eu era pequena?

Querida, eu gosto de você, então me deixa dizer isso. Não me leve a mal. Me deixa falar um pouco... E pensa... É melhor que toda essas tristezas tenham sentido algum dia...

A minha prima se foi cedo. Cê deve saber. E quando gente jovem, querida e bonita se vai, muita besteira roda por aí. Que digam, que pensem, que falem... Viver foi o maior presente! E viveu. E é isso que importa.

Sempre que vejo as crianças com crianças menores, penso que elas sempre acham que os pitocos são os seus bonecos... E são. Nós somos os bonecos dos nossos primos mais velhos.

Acho que é só isso. Por enquanto.
Não estou braba (com b mesmo) com a vida. Só coloquei pra fora. E queria que ela fosse se foder mesmo. ProntoP
assou.

É isso.

Um beijo pra Caro.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Pelo bem... de alguém - eu sei

Passei muito tempo me deixando de lado pelo "bem" dos outros, cedendo, passando a minha vez por compaixão, por que o outro estava em momento ingrato, por que achava que eu não tinha o direito ou eu não merecia...
Não vou mais deixar o que eu quero de lado por conta dos outros. Tratar com respeito quem não teve por mim. Ninguém cumpriu com sua palavra, nem pensou em mim quando optou por fazer o que fez. Agora é minha vez. Não vou pensar no "outro", vou fazer o que é melhor pra mim.

Concluí, enfim, isso.
É profundamente triste quando pessoas e "amigos" acabam valendo-se do bom coração, ou da nossa fraqueza, ou da nossa incapacidade de dizer não e de nosso corações de manteiga para chegarem a algum lugar, para conseguirem o que almejam. Elas não se importam como você está ou fica, elas somente precisam, querem algo. O importante não é o "tu", é o "eu" da história.

Já me puni muito por pensar em reagir, em responder, em dizer "não" ou "não, não é isso que quero e não é melhor fazer o que você quer"... Por que pensava eu que isso seria um "atentado", uma falta de educação para com o outro, ou que o outro tem razão (sempre), ou que deveria ceder por ser teimosa, ser mais nova, mais alta, mais velha, e por aí vai.

Não, não era um jogo entre mim e Deus, ou entre eu e o mundo. Era muitas vezes um jogo do "que quero, ela faz". E "ela fazia", e aceitava, e achava que sim, os outros tinham razão.

Não. Não tinham.
Não há mais necessidade, precisão, de dizer sim, nem pensar, nem repensar, muito menos sacrificar a minha paz interior por uns "outros" que jamais se importaram comigo. Que jamais pensaram no meu bem ou simplesmente no que eu queria. Eu também quero, e quero muito, e quero pouco, e quero mais tarde e quero ontem e agora! Eu também quero, também nasci com essa "permissão" divina do "querer" e do "poder".

Acabou o medievalismo. Agora não mais torturas, sacrifícios, nem imposições (a base de manipulação dos sentimentos alheios). Nunca acreditei nisso, caí na armadilha, mas acordei. Abri o livro de História e percebi em que séculos estamos. Não serei punida, nem mais me punirei. Eu posso também querer e decidir sozinha.
Eu posso. E eu sei.

Marina

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Pote de Geleia


As pessoas julgam. Sem dó nem piedade. As pessoas rotulam. Te marcam, te apontam.
Não importa se você é ou não aquilo, não importa o que pensa a respeito, quem realmente é.

Ninguém pergunta o que você quer... Por que você é só mais um rótulo, um produto embalado e rotulado. Aceite.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Nota mental

Nota mental: não posso ser sincera.
Também não posso dizer tudo o que penso.
Também não posso falar certas verdades.
Nem certas verdades para certas pessoas.
Não posso mandar à rapariga que o deu à luz.
Não posso socar algumas pessoas.
Não posso socar algumas pessoas que deveriam saber certas verdades.
Nem posso dizer que eu as mandaria viajar para o orifício de duas letras do extremo sul do corpo.
Nem posso falar muito palavrão.
Nem o nome de quem eu socaria.
Nem pra quem eu diria certas verdades.
Ou mandaria catar coquinho e esquecer da minha reles existência.

Isso tudo não significa que eu vá mentir.
Significa, como dizem por aí, com adaptações minhas, que eu estou me superando e sendo polida e educada em prol do bem da humanidade. E meu.
Que cansei de correr atrás de gente que não dá a mínima pra mim e que adora viver num faz-de-conta mais "violento" que o meu.

A gente precisa ser maduro, crescido, inteligente, educado e honesto o suficiente pra conseguir seguir a lista de "não possos" acima. Por que é necessário uma força brutal pra se controlar, pra crescer e ser verdadeiro consigo mesmo...
Não, não estou ficando louca. E não é falsidade não fazer essas coisas. É crescimento. Existem coisas que não precisam e não devem ser ditas. É só respeitar, o espaço e as "verdades" de cada um.

Mas que dá vontade de largar uns "pórqui" e sair metralhando coisas... AHHHHHHHHH dá...

Porém, as vezes é preciso parar de bater em ponta de faca... E deixar a vida seguir seu curso.

Fui-me.
Por que eu estou insuportavelmente cansada e com sono e com vontade de falar verdades que não posso nem escrever!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

proTOColo fantasma

Oi! Boa noite!
Não posso dizer que aqui quem fala é a Marina, por que eu nem mesma sei quanto dela (eu) mesma está no comando. Ou quanto quem assume é o TOC ou a ansiedade.
Antes que alguém pergunte sobre diagnóstico, eles variaram entre TOC e transtorno de ansiedade. E sim, eu preciso ver disso com urgência. Ou pensa que é fácil "aceitar" que alguém mande em mim, e pior, que eu nem veja essa coisa que "me possui"?
Esse protocolo fantasma não tem graça, por que nem Tom Cruise tem. Esse "Alien o 8º passageiro" não tem graça nenhuma. Mentirinha, tem, só que até chegar na graça... O caminho é longo e tortuoso.

É um saco ter uma coisa, uma "pseudo-eu que não é eu" comandando o navio, esse furacão de 1,80m que fica literalmente desgovernado quando o passageiro invisível resolve aparecer. Com muito tempo e experiência dá pra saber quando ele está por aí, mas nem sempre é assim... As vezes, quando se vê, o estrago já foi feito. E há pouco descobri que existem estragos feitos por isso que não há como reverter.

Ah, é desculpa! Ah, é culpa! Ah, não sei o quê.
Aham, vai lá e convive 35 horas por dia com esse monstrinho que tenta te esganar até mesmo pra escolher que meia você vai usar.
Neguei, briguei e é CLARO que passei muito tempo (e as vezes faço isso) achando que isso "são coisas da minha cabeça", "invenção de quem não tem o que fazer"... Aham... Senta lá, Cláudia, e espera passar. Controla o impulso de lavar as mãos, ou o de lavar o rosto quando alguém respira perto e o ar toca seu rosto. Controla o pavor que bate quando você prendeu a toalha de banho com um prendedor de cor diferente. Controla você o desespero pra resolver qualquer coisa que você julga mal entendido.

Tudo é bem normal pra quem funciona sem um outro passageiro que não foi convidado para ser nenhuma das outras eus.
O TOC é uma mão que te segura, que aprisiona tua cabeça, ações e pensamentos. A ansiedade é um inimigo que fica gritando na tua orelha o tempo inteiro que você vai perder, que tá errado, que tá certo, que é esquerda, não! direita, e assim por diante.Tudoaomesmotempojuntoereunido. Não dá nem pra respirar!

Dá pra tentar controlar sozinho.
Mas nem sempre, hein! Tudo tem um limite e conhecimento de causa auxilia (e muito) no controle desse nojentinho. Dá pra diferenciar (as vezes) o que é uma "crise" ou algo normal. E dá pra rir disso. Vamos combinar, se eu não rir, de certo vou deixar que riam sozinhos disso?

O TOC é um filho desprovido de genitora que não seja meretriz. A ansiedade é uma irmã teúda e manteúda da mesma infame família.
Ou tu te entrega por fantasma vir te carregar, ou estapeia ele, e emprega todas as forças restantes no combate.

Aí, tu vê que ferrou tudo. Foram lidar com a pessoa errada, por que eu sou brasileira, e não desisto nunca! hehehe
Bom, acho, receio que, a ansiedade deu uma baixada... Nem tanto, por isso que vou correr pra minha cama e dormir, por que pelo menos dormindo essa porcaria para de infernizar e gritar no meu ouvido.

Pelo amor de Deus, próximo filme aceito Tom Cruise, mas não esse fantasma.

*Aham, já estou eu pensando em deletar o meus escrito, e ao mesmo tempo pensando em não fazer isso, por que o que escrevo, tá escrito.*

Tchau! Boa noite!
Meu nome é Marina e só quero dormir em paz...


sábado, 24 de dezembro de 2011

Sobre medo e coragem

Eu não tenho medo de ti.
Eu tenho é que me cuidar, me proteger, andar na sombra, não pegar sol, me manter de boquinha fechada, atrás da linha de risco. Tenho que fazer o que ninguém mais pode, o que ninguém faz, fez ou vai fazer. Tenho que cuidar de mim mesma. Me manter a certa distância, de coleta a prova de bala e proteção extremamente fechada.
Não tenho medo. Ou acho...
Só não quero mais do mesmo, mesmas novelas, mesmos coisas, mesmo tudo que eu já vi, mas acho que nem nada novo quero. Não quero nada além de ficar aqui quietinha no meu canto.
Não é medo. É outra coisa. De repente exatamente daquelas que a gente sabe, mas não nomina pra não virar real, ou pra que ninguém descubra. Pra que a gente se amorteça.
Enfim, tá aí.
Tenho que cuidar de mim, por que o Chapolim não vai aparecer pra empenhar a "astucia" dele comigo.

Boa noite.

Beijos,
Eu

domingo, 11 de setembro de 2011

orgulho & vergonha


As vezes a gente precisa admitir que sente vergonha de certa coisas... E "assumir" que orgulho se transformou em vergonha... E isso, também significa crescimento.
Obrigada, meu Deus por abrir meus olhos!

Vai passando o tempo, algumas coisas que antes eram exatamente exatas parecem não ser mais... Você descobre que a "matemática" pode ser ambígua e falha. Falha não, mutável.
"Quando começamos a nos questionar, a vida se transforma." Martha Medeiros
E digo mais, nós nos transformamos. A transformação vem para lidarmos com novas perguntas e com novas respostas, afinal, é também um exercício de flexibilidade remirar coisas antigas e aplicar novos filtros de visão. Rever fatos, histórias, coisas com outros olhos demanda muita coragem e força.
Remexer no "irremexível" não é trabalho simples. Nem fácil.
(mas) É necessário.

Necessário pra se seguir em frente, pra se tomar determinadas decisões, pra dar novos rumos e ares pra vida. Acredito que novas visões sobre determinados assuntos e, as vezes, pessoas, é indispensável para uma boa manutenção.
Nada como analisar, ver e viver fatos para descobrir isso, e ir maturando, deixar de molho, na adega, pra amadurecer com o tempo. E aos poucos a ficha vai caindo e o quebra-cabeças vai fazendo sentido.
Alguns dizem - acusam - que é loucura, insanidade, crise. Outros dizem que faz parte da evolução. Que quando a poeira baixa, a gente enxerga melhor.

Independente, acredito que a vida é uma constante crescente, e tudo acontece da forma e na hora exatos de serem. E ultimamente (metáfora pra muitoooooooo tempo) venho analisando algumas coisas e situações e acho uma lástima a forma como pessoas se corrompem e corrompem coisas que antes eram tão grandes e fortes e verdadeiras. Como sentimentos e pseudo-valores se vendem e são vendidos em troca de coisas mundanamente passageiras.

A linha entre orgulho e vergonha é tênue...
E atingiu o seu limite.
É uma pena. Mas como dizem, "grandes eram os sonhos, e as pessoas pequenas demais para torná-los reais". OU para serem reais.

Obrigada meu Deus por, mesmo que com dor no coração, ter me concedido o poder de pensar e mudar de opinião...

Beijos,
Marina

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

E vai já vai tarde

Preciso dizer que espero o fim de agosto.
Pelo amor de Deus, eita mezinho "maiomeno"... Já vai tarde! Mas antes tarde do que nunca!

Tchau, agosto!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Luna, Luninha do meu coração

A Luna é um cachorrinho legal. 
Talvez o mais legal do mundo. Tudo bem que volta e meia ela surta e a bolinha passa a ser seu filhote, e que fique doente ou arrume um machucado durante 360 dias do ano... Nós a amamos desse jeitinho mesmo.

Num mundo de tanta mentira e falsidade, há ainda quem ouse me questionar e perguntar por que tanto zelo "com um cachorro". Ela não é um cachorro, ela é a Luna, o bichinho que eu trouxe pra casa e dei o primeiro banho, que limpei machucados, que levo pra passear, que comeu meias, meu edredom e minhas pastas de escolas... Ela é minha companhia tanto quanto a Mona, e corre pra porta me receber, não importa a hora que eu chegue.

Ela é quem manda no sofá da minha casa e dá rabadas na cara da Mona e nas pernas de todo mundo.

E ainda há quem ouse dizer "Ame gente, não um cachorro. Ame a mim, não ela"... hahaha Quando lembro disso, só posso rir...
Ela tem quatro patas e não fala como nós, mas não tem o cinismo, a arrogância, a maldade que os humanos têm. E jamais diria isso pra mim se se deparasse com algum namorado meu. E mais, ela jamais diria que o amor não vale a pena.
Ela é um cachorro, mas mais racional e sincera em seus afetos e amores que muitos humanos "inteligentes". Não troco a amor e o afeto dela pelo de ninguém no mundo. Ainda mais pelo "amor" de alguém que
"Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"



Amo muito a minha "pórquis canis"!

Beijos,
Marina

domingo, 7 de agosto de 2011

Doida x Santa

"Estou no começo do meu desespero e e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
"

Conheci este trecho de "a Serenata", de Adélia Prado, por conta da Martha Medeiros, minha diva.


Estou numa fase (longa e constante) de mudanças, de todos os tipos, gêneros e graus. De resgate de muita coisa, de retorno a coisas boas que ficaram pra trás, por descuido ou por que fui obrigada a tal; resgatando muita coisa de mim que deixei esquecida no caminho enquanto saia loucamente correndo atrás do bonde - leia-se CTG também - e corria junto pra não perder nada.
Muitas, muitas coisas aconteceram.


Então o resgate de certas ideias e ideais foram necessários. NECESSÁRIOS MESMO, para que eu não caísse na total loucura e me tornasse efetivamente alguém que não sou (ou era).
Passei por diversas fases...
Sou muito insegura pra relacionamentos, sofri "assédio moral" por muitos anos, e me livrar das sensações e marcas produzidas por tal é algo difícil, por que surgindo algo que se assemelhe, a agonia e a angústia voltam com tudo. Não sei se já contei a alguém sobre a época em que não me reconhecia mais sem maquiagem. Nunca usei, nunca fui de usar; usar mesmo, só pra apresentação com o CTG.
Olhava minhas fotos e achava que só era bonita se estivesse impecavelmente maquiada. Fora aquilo, não servia pra nada.
Consegui tirar isso da cabeça, por que nunca na minha vida dei valor pra rótulo, nem reboco. O que somos e o que valemos está dentro e abaixo da pele.


Parei de dançar.
A história é longa, longa, longuíssima. Mas uma das questões que mais me acometia o pensamento era "quem sou?", "quem é essa pessoa que estou 'me tornando' e não sou?"... Percebi que estava deixando de ser a Marina, pra ser alguém que eu nem sei quem era, suspeito "levemente" que aquilo era um esboço do que os "outros" fazem com a gente...


Me dei conta que não precisava mais provar nada pra ninguém.
Que não precisava provar pra ninguém que eu sabia dançar. Que não precisava provar pra ninguém que eu aprendi muito e sei me defender se questionada sobre pilchas, costumes, um pouco de história, regulamentos... Não precisava provar pra ninguém que eu era capaz de enfrentar meus medos, dificuldade e limitações, e dançar! Dançar lindamente, do meu jeito, não como o robô que sempre insistiram para que eu fosse. Não precisava provar pra ninguém nada, muito menos pra mim mesma.


Nossa.
Chegar a esta conclusão final foi o máximo da liberdade que acho que já experimentei em toda a minha vida!


Tenho muitos conceitos "em mim", sobre certo e errado, como por exemplo, pra mim não existe meio certo ou meio errado, ou é certo ou é errado. Podemos COM CERTEZA ABSOLUTA argumentar sobre isso (um assunto qualquer), mas a conclusão final será "certo" ou "errado", jamais meio termo. Posso mudar de opinião, claro, mas não aceitar uma meia verdade ou uma meia mentira.


Sempre me puni por sofrer por coisas pequenas, por exemplo, prova, nota, falsidade, uma tristeza incontrolável, um amor furado (coisa mais do que recorrente na minha vida... vejamos meu último desastre... acho que esse bateu o record de burrice... enfim...). Me puni por que perder alguém definitivamente, como a morte, doença, desastres são infinitamente piores e motivos reais pra se sofrer, né?


Mas assim, PÓRCO DUM PÓRCO DUM PÓRCO, não posso sofrer?
Eu respeito as dores reais e mais fortes, eu respeito essas tristezas infindáveis e trágicas, eu as reconheço, sei que são maiores, são piores, são horrendas... Mas não posso mais não me permitir sentir tristeza, dor, essa vontade de desaparecer de tanta tristeza.


Estou me dando conta que posso fazer e não mais somente "saber" que temos o livre arbítrio de decidir ser simpático ou bravo, educado ou grosso. Que posso sem ser punida.
Posso ser curta e grossa, posso ser mal educada e estúpida, posso ser exatamente conforme meu humor ou minha vontade. Que não preciso mais levar patada e ficar quieta pois tenho que ser simpática e educada e uma guria legal.


Palavrão: Vai tomar no fiofó!


Por favor!
Por que tenho que sempre ser eu a pessoa educada e simpática e preocupada, e levar na cabeça sempre?
Estou cansada.
Não, nunca fui uma ilusão, não estou dizendo que fui falsa, estou dizendo que finalmente me dei o direito de ser malvada também se eu quiser.


É um desespero, como disse Adélia Prado, ficar nessa linha entre a doida e a santa. Por que ambas são mal vistas e ambas são bem vistas. E de qualquer forma, você se ferra.
Ser "doida" ou ser "santa" nunca é suficiente ou é correto.
Sempre vai ter alguém pra olhar com olhos diferentes sob o mesmo aspecto e ditar:
- Tu é doida!
- Tu é santa!


Vão se phoder, que todos ganhamos mais.
E se não aceitar alguém como eu, com defeitos e qualidades, phoda-se mais ainda! E olhe pro próprio umbigo antes de me classificar como se eu fosse, como se tivesse que ser igual a um modelo padrão da sociedade.


Puta merda, que raiva!


Beijos

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A pausa do ódio...

Existem pessoas que têm o "dom" de estragar o teu dia.
Hoje meu pai e um bocó aí conseguiram.

Agora, eu só preciso dizer que estou muito, muito, muito... Não sei o termo... Sei o que sinto.

Só precisava dizer isso, mesmo que pra ninguém.
Estou tão "sem ação" que nem as palavras adequadas se juntam para expressar essa "tristeza que vem de dentro".
Acho que não posso dizer que é decepção "com o outro", mas sim comigo mesma. Por cair de novo no papinho furado de comercial de lavadora de roupas, perfeita, prática, útil, onde o interior é a Brastemp da vez. Não dá pra não ter vontade de esbofetear a minah própria cara e me pergutnar "como é que tu foi cair nessa??????" Anta do céu! Mas é uma anta!

Tudo que vem fácil realmente é de se desconfiar. Eu desconfiei, fiquei de antenas ligadas, mas precisa ficar me atacando? Ficar posando de bom moço pra que eu veja? Meu Deus! Quanto sacrilégio! Quanta bravata!

O que dói mesmo e não saber o que foi que fiz pra merecer isso tudo... Ser ignorada dessa forma por alguém que se diz "Dom Juan de Marco" na Terra.

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Bom, algo bom, muito bom no meu dia...
Tem um passarinho que pousa aqui na nossa porta que não tem uma patinha. Volta e meia acompanho ele apanhando dos bocós dos outros, por que como ele tem uma patinah a menos, seu equilíbrio é afetado, iamgina pra comer e se defender então...

Agora vi ele apanhando pra carregar uma noz.

Quer saber?
Quando ele voou, desistindo, fui lá e quebrei uma noz. Voltei, e ele voltou também . ; )

Bom, agora volto ao trabalho. Ainda mareada por essa coisa triste que aquele bocó me provoca. Mas pelo menos consegui dar uma "curva" nisso, com o passarinho, meu vizinho de porta.

Essa tristeza não tem fim...

Beijos e obrigada a todos que andam lendo meus posts...
Não escrevo pra alguém, escrevo pra tirar essas coisas dedentro de mim...

Mas obrigada, de coração!






segunda-feira, 9 de maio de 2011

.:Mona:.

Minha Mona está bem!
Vai tirar os pontos amanhã e vai ser feliz para sempre!
Quando, há 14 anos e meio atrás, eu bati o pé e disse que queria um cachorro, sabia que era "pra vida toda". Então, nunca deixarei faltar nada para minha bebê, e jamais a deixarei sofrer.

É ela quem me recebe quando chego em casa, cansada, brava, feliz... E agradeço a Deus sempre por tê-la colocado em minha vida.
Ela é vira-lata e jamais me envergonhei disso.

Mona, mami te ama!


terça-feira, 29 de março de 2011

Complexamente perfeito

Complexamente perfeitinho... Querido do meu coração, lindo, fofo, meigo, forte, um bruto. Ceguinho... Tapado... Inexplicável... Deus grego... Um príncipe, o príncipe da minha vida. O sonho que pulou pra realidade. A reunião de todos os sonhos, de todos os desejos, de todos os quereres, de tudo que nem se sabia que se queria.
Exatamente assim...
Doce... Docinho, docinho... Educado, polido, de coração bom, nobre, generoso... Repara no não-visto. Fala sempre outra coisa. Sempre surpreende... Sempre surpreende falando outra coisa, que nem se imagina, que nem se sonha ele já tinha visto...
Junção do príncipe encantado com o desencantado. Imperfeitamente perfeito... Um sonho de consumo. O consumo do meu sonho... O sonho do meu consumo... A realidade dos meus desejos... A palavra certa no momento exato...

Comcertezamente o senhor de qualquer outro coração.
Nunca do meu...

Nina


segunda-feira, 7 de março de 2011

Lá... E de volta... Outra vez...

Tem uma criatura aí que bagunçou a minha vida.
Tudo estava um caos por si só, um estresse danado, uma verdadeira zona, sem entendimento, só desordem mesmo, e aí chega essa criatura e põe "fogo no cabaré". Pra melhorar ou piorar de vez? Quem sabe? Por ora fico com a linha ocupada, pensante, extremamente pensante e viajante.
Tudo era pior do que o caos, e eu não tinha a mínima compreensão de mim e aí, do nada, me aparece uma criatura que traz consigo tantos e tantos valores e sentidos perdidos. Que tráz recordações adormecidas, lembranças de um futuro que nunca existiu e de um passado muito forte e presente, ideias de quem sou, quem fui, quem seria ou talvez serei. Lembranças de momentos em que achava que sabia quem era e a que vinha e que não teria lá grandes dúvidas sobre caminho.

Essa criatura redespertou ideias e sentimentos esquecidos e escondidos. Coisas simples, como lembrar quem quem se acha que realmente se é, o que é que verdadeiramente se gosta, como fazer coisas simples, como ser uma pessoa simples, como ser "sua própria raiz" sendo moderno, atual.
Essa criatura me fez enxergar meu próprio passado e buscar sonhos e ideias que ficaram lá, mas láaaaaa atrás.
Simples prazeres, simples risadas, aquelas gostosas, abertas, sem medo, sem motivo, vindas do dedinho do pé. Fez lembrar de passeios de braços dados, de grude de braços no frio, de parcerias de bagunça, de camuflagem de sandices, de amizades infinitas... Que ficaram tão lá atrás...

Não sei se eu queria essa criatura tão perto... Colocando ordem na desordem, e instaurando um caos adormecido, guardado, escondido, soterrado em algum lugar de mim.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Fim, fim, fim OU O que não tem início, nem meio ou fim

Correria. Assim poderia ser descrito o ofício daquela noite. Nada mau para fechar um dia de igual expressão: correria.

Era entrega um prato ali, prepara outro aqui, corta mais pepino, estão pedindo queijo, querem copa, rápido com o salame, busca mais galeto, limpa a bandeja de batata. Com licensa, por ali, por aqui, pra lá, rápido! E num repente a paisagem mudou... Aquele querido, o monumento secreto, o sonho dos nossos consumos, a alegria de nossos olhos, o bonitinho de nossos corações adentrou no ambiente, oferecendo seus serviços, sua ajuda, e exaltando secretamente nossa paz de espírito.

Ah se ele me concedesse uma dança, uma mísera dança, uma dancinha se quer...

No meio da correria, repentinamente o mundo para... Como as cenas lentas de Matrix... Daqueles repentes que mal se acredita, mal se sonha, mal se vive... Ele, aquele símobolo dos sonhos inatingíveis interrompe a louca movimentação, naquelas cenas de cinema, e na voz mais doce e suave do Universo "profere":
- Nina... ... ... ... Quando começar o baile...........
Meio milésimo de segundo: não se pdoe acreditar! Não se pode crer, ver, estar! Não acredito! O coração galopeia... Ele vai...
- Podemos tirar os buffets.. ... ...?
- Sim. Quando começar o baile.

E acabou-se mais uma história... Que nunca começou.