quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Lá e de volta outra vez...

Grrrrrrrrrrrrrrrrr.........
Que inferno astral que vivo!
Por vontade própria mandaria meio mundo tomar água do rio Tietê (ou do Buratti mesmo), pular da ponte do Rio das Antas, ir catar coquinho na esquina e por aí vai... Tudo em linguagem bem lindinha pra não ser "assustadora" demais.


Tenho saudade dos tempos em que a Megara vivia mais por aqui, e ela papeava diariamente sobre o Frodo, o Legolas e toda aquela turma, - Gollum, Gollum!
As vezes fico lembrando das longas aventuras dela Ciméria a fora, cuidando do seu lindo castelinho, alimentando o bando de tigrinhos brancos que seu adoravel maridinho trouxe de uma das longas batalhas...
Ela andava de saia, capa e espada. Herdara Katana de Círdan seu pai, bem como destreza e agilidade. Da mãe, Välie Ëste, vieram o senso aguçado, a doçura, e toda a habilidade com ervas, sentimentos e clarividência... Meio elfo que é meio elfo sempre preserva os seus.
Mas mais do que um RPG totalmente modificado por natureza, a saudade vem e toca fundo lembrando das noitadas viradas em companhia de Konan, Uglúk, Fox, Faramir, Heruost, Elgnib, Dirhil, Tisf, Lórien, Deza, Sujo, Ka Bral, Gabil Nala, pmk (assim mesmo), e demais, mas demais mesmo seres indestrutíveis e inesquecíveis...
Boas lembranças de noites viradas tchacolando e planejando amizades eternas, encontros, reencontros e toda forma de se manter contato.

A internet abre portas e quem tem juízo as usa para conhecer o mundo. Expandir o mundo e nunca mais voltar ao "seu estado original".

Mudam-se capas, espadas, escudos.
Alguns heróis caem por terra. Alguns vilões perdem máscaras. E alguns corações duros começam a amolecer...

Bons tempos aqueles...

Grandes amigos virtuais, que não importa o tempo, nem a distância, estão presentes nos e-mails, fotos, recordações para uma vida inteira...

E a senhora Megara se recolhe. Novamente guarda sua espada e volta o rosto ao jardim...
Onde estarão todos aqueles rostos que o tempo não apaga?

Não sei, talvez em alguma página esquecida, não publicada, enterrada e perpetuada pelo eterno mestre...
Que talvez, no final de todas as contas, esqueceu de nos escrever...

Beijos, com todo carinho
Megara Fëanturi-Angrembor

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O bebê

Estava eu vindo trabalhar de baixo de um sol forte e um calor digno de sombra, água fresca e praia, totalmente perdida em mais um de meus mil pensamentos por segundo ou tentando encontrar o sentido da vida, ou tentando imaginar um futuro brilhante para mim mesma...
Enfim...

Estava eu no meu caminho, trajeto Único de sempre, quando vejo uma mãe empurrando um carrinho com um bebê e do lado seguindo uma menininha de boneca na mão. Aquele tipo de menininha que ainda conserva traços de infância, roupa de criança, cara de criança e, provavelmente, sonhos de criança.
Notei que a mãe vinha numa marcha com a guriazinha ao lado (de dentro da rua, por que gente pequena não deve andar do lado de fora) acompanhando firme, e mais ainda, notei um fone de MP "qualquer número" no ouvido esquerdo...

Nos milésimos de segundo pensei eu cá com os botões que não tenho se eu também sairia com meus filhos e um fone de ouvido com música no talo... Acho que mãe deveria "prestar atenção aos mínimos detalhes" de um filho... Sei lá... Tomara que um dia eu saiba responder isso, ou descobrir o por quê...

Mas o que me prendeu não foi isso.
Reparei que a menininha segurava de um jeito tão lindo uma bonequinha de chuquinhas loiras e amarradores coloridos e "pele" branquinha. Um bebê comum e normal.
A pequena mãezinha era um garota bonitinha de pele morena.

Não pensei em adoção, miscigenção. Tão pocuo em roubo, seqüestro ou sei lá que atrocidade mais os maus pensamentos encontram.

Apenas vi uma menininha com sua filhinha.

Uma garotinha que não liga se a boneca é branca, preta, azul ou rosa. É apenas um bebêzinho que vai precisar de papinha, fraldas e banhinho.

A Lu, minha priminha loirinha de olho claro, um dia chegou em casa agarrada numa boneca bebê negra, a Pretinha. Sei lá na casa de quem tinha ido, apenas viu a boneca e quase morreu chorando quando disseram pra largar a Pretinha...
O resultado é que até hoje a tal nenê está lá, bonitona e faceira em cima da cama dela.

Quando a gente é apenas uma menininha não se importa com casca, apenas vê o que sente.

Beijão e "répi niu îr!!!!",
Nina

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Minha escrita portuguesa...

Tranqüilo. Lingüiça. Idéia. Cinqüenta. Lêem. Delinqüente. Contra-regra. Consequënte. Inconseqüente. Crêem. Microondas. Assembléia. Lingüista. Feiúra. Lingüística. Enjôo. Anti-religioso. Seqüência. Pára. Pólo. Pêra. Vêem. Vôo. Heróica. Jibóia. Baiúca. Apazigúe. Bóia. Asteróide. Européia. Jóia. Apóio. Coréia. Magôo. Paranóia. Platéia. Estréia. Bocaiúva. Prevêem. Dêem. Fenômeno. Tênis. Caratê. Eloquënte. Sagüi. Auto-estrada.


Sentirei saudade de saber escrever...

Beijos
e
até a escrita que vem...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ano

Este ano sonhei com um amor.
Ganhei o "meu" amor.
Perdi o "meu" amor.
Fiquei gripada, com tosse, dor no joelho, gripada, tornozelo inchado, com dor no estômago, com alergia.
Partiu uma prima.
Perdi um grande amigo.
Pior de tudo, pensei que tinha um grande amigo.
Fui deixada de lado.
Fui abandonada aos 15 segundos do último tempo.
Fiquei triste.
Fiquei tristíssima.
Chorei.
Quase coloquei a alma pra fora de tanto chorar.
Errei bastante, tropecei mais um tanto. Esfolei mãos, cara e joelhos.
Não passei pra onde pensava que passaria.
Não fui a todos os lugares que eu queria.
Me senti sozinha inúmeras, infinitas vezes.
Não quis mais continuar.

De todas as tristezas, de toda a desgraça, de todas as lágrimas. Para cada momento escuro, para cada instante de solidão.
Nem todo momento existe alguém ao teu lado, mas em todos eles alguém, com certeza, segura a tua mão.

Fiquei sozinha, quis desistir, afundar o barco e me esconder na minha praia, mas a lembrança de cada alma amiga por perto me salvou de todos estes naufrágios deste ano, por que a cada milésimo de segundo em que eu pensava estar sozinha, havia um amigo na lonjura do perto, destas que nem a razão, mas só o coração entende, me empurrava pra frente mostrando que o calor de um abraço perdura por todo o sempre.

Me curei das feridas e dos fortes tombos que levei.
E levo, na minha malinha lilás cheia de frufrus e figurinhas, para o ano que vem todas estas pessoinhas divinas que têm, acima de tudo, o poder de curar toda a dor.

Ou a maioria de todas elas.

Smack!
Eu,
seja lá, qual de todas, neste momento for...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ahm... Eu... Queria dizer...

Não tenho nada para dizer.
Bem simples assim.

Estou numa correria desatada com prova (professora Bin Laden que me aguarde), CTG, eventos, compromissos, final de ano, projetos, idéias, pessoas, saudades, quereres, amores, afetos, carinho...
Nessa época dá uma saudadinha de tudo... E dá uma vontade de sair abraçando todo mundo e agradecendo por mais um ano, por mais um dia...
Dá vontade de sair abraçando só pra dizer "que bom que temos mais hoje"...

Coisa estranha, não-estranha de final de ano.
É a síndrome de Papai Noel...

A idade chegando, a canseira dominando, novos rumos assomando, ventos mais frescos batendo, ideías mudando, propostas aparecendo... Medos, esperanças, ilusões.
Tudo-ao-mesmo-tempo-de-uma-vez-só.

E sem querer a gente acaba descobrindo coisas da gente mesmo. Que seriam verdadeiramente incríveis e belas se não se tratassem da gente... E batesse aquele sentimento de "será verdade???"
Acho que é por que as vezes faz falta ouvir um carinho ou uma palavra de atenção ou de "admiração" da parte de alguém que nos conheça de verdade...
Mas mesmo assim, méritos indiscutíveis para quem tem a sensibilidade de enxergar, de ver sem pretensão, de acarinhar sem propósito, de elogiar sem esperar nada mais...

Isso assusta, por que é tão estranho ouvir alguém falando algo que talvez você nem tenha notado...
A gente tem o costume de só se apegar no ruim, de não valorizar o bom... De passar por cima e não ver. De não dizer...
E não diz...

E quando não há mais tempo, parece que tudo sai assim no mais. Facinho, facinho.

E quando alguém bate no teu ombro e diz algo bom de você, o pensamento não cala e você fica sem entender... É tão estranho ouvir algum elogio, algo bonito...

Acontece que a gente se atropela tanto que parece que é melhor nem dizer...

Beijos,
Fadinha Lilás

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Abraço

Não tenho mais a menor dúvida: abraço bom, é abraço descomprometido, de braços bem abertos, sorriso largo, que tem o poder de sacudir tudo, vindo de qualquer lado, de qualquer forma, mas que venha de verdade.

Se existe algo que eu espero e espero muito, é toda santa oportunidade de ver o show da minha banda preferida. Ah, eu espero, e como espero faceira e ansiosa por esse momento chegar. Por poder ouvir ali, de pertinho as músicas que gosto, pular pra extravasar tudo o que me prende ao chão.

Depois vem o camarim, fila pra autógrafo, pose pra foto, papo legal, conversa divertida, enfim, a troca de idéias que te prova que aquilo que você ouve existe, faz parte de um mundo real, não foram meras palavras largadas sobre um papel e mais tarde musicadas pra ganhar um dindin extra e estourar nas paradas mundiais.

Eu gosto disso.

Gosto de gente de verdade, de música de verdade, cultura de verdade, letra de verdade, carinho de verdade...
É muito legal você poder dizer pro cara que simplesmente ADORA tudo o que ele escreve, tudo o que canta, tudo o que toca, por que isso tudo toca fundo na alma, e vira, mexe e remexe e explora a tua própria vida numa música real, escrita por alguém que não faz idéia que você existe, que não dá a mínima se vai "comprar" ou não a idéia posta no ar. Um alguém que uma hora destas vai aparecer num show, ouvir, pular, dançar e cantar, e depois vai se encher de mais alegria pra pedir dois minutos de atenção.
Tri bom abraçar essa gente que se gosta tanto...!
Você percebe que existe abraço real, abraço simpático, abraço de obrigação. Mas como fã é fã, e dor todo mundo sente igual, as vezes é melhor não sentir, nem pensar, pra não esmorecer. Que abraço bom!!!!!!!!!

Apesar de, sobre e a respeito de tudo aprendi algo importantíssimo.
Abraço bom, mas bom mesmo, é aquele que vem dos dois lados. Te aperta, te emociona, alegra e deixa uma sensação completamente feliz.
Não troco abraço nenhum por um abraço emocionado e verdadeiro de um amigo. De alguém que chega lá do fundão correndo, de braços estendidos, com um sorisso estampado na cara. Daqueles que te grudam, apertam, que, que... Que são de verdade.
Que deixam a sensação de dever cumprido, daquela coisa que não se sabe explicar, mas sabemos que é a substância essencial que preenche toda e qualquer relação. Que deixam uma nuvem de bem estar e felicidade que tocam bem fundo na alma do cidadão, que emocionam, que são.

Abraço bom é abraço que vem sem perguntar por quem.
Dado de graça, pra dividir, pra enlaçar, pra somar, ou seja, no final das contas, abraço bom é abraço que vem pra seguir o real significado da palavra. É a união de dois mundo, num mundo só.

É vai de duas mãos e aperto de quatro braços, num Laço só.

Um beijão e um quebra costela bem cinchado,

Nina

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Duendes: o nocaute

Dessa vez me derrubaram...
E derrubaram feio...


Sabe quanto tudo parece estar sob controle, tranqüilo, feliz, de bem... E de repente você - nem vê de onde - sente um baque surdo e uma força muito maior te puxando, te levando embora da realizade... E te derruba com tudo no chão?
Sem perguntar, sem explicar, sem se importar se você quer, se vai gostar ou não...?

Fui atingida em cheio...

... Por cinco criaturinhas que não chegam a ter um metro de altura, que ao me verem desprevenida, aproveitaram e atacaram sem dó nem piedade, me levando ao chão em milésimos de segundos, e só "parando" quando tinham me dominado completamente e me viam presa por um amontoado de perninhas e bracinhos me colando ao chão...

Foi só o tempo de colocar a quase menorzinha delas para o lado.

Meus pequenos me derrubaram, pularam em cima de mim e quase fizeram águinha nas fraldas de tanto rir daquela situação... E riam alto, e felizes, e cantavam, e diziam que a profe não ia sair! "Segura! Segura!"
E foi um tal de prende aqui, pisa na saia ali, gruda a mão no chão, puxa de um lado, tenta salvar a profe do outro. E juro, palavra que nunca pensei que um bando de criancinhas fosse tão forte para conseguirem me fazer ficar ali no chão parada, em baixo de fraldas.

Ah... Como sou fraca...

Fiquei ali, estirada. Rindo... Gargalhando junto com eles. Que só faziam mais era abrir os bocões em sorrisos enormes, gigantescos, fortes...
E essa galerinha foi tão forte que eu nem consegui me levantar... Verdade! Não conseguia me mexer!?

Voltei pra realidade de onde nunca deveríamos ter saído.
Eles me devolveram algo que esqueci...

Fui literalmente nocauteada.
Eu sou tão feliz... E nem sabia!


O meu maior sorriso pra você, que teve coragem de ler mais este pedacinho... E toda aquela coisa feliz que minhas crianças me mostraram!

Beijos,
Nina, a "Pofe"