Azeda, brava, briguenta, nervosa... Doce, meiga, amiga, amorosa... Todas as eus e nenhuma de nós...
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Por onde andei?
Por onde eu ando?
É morte, é guerra, é fome, é gente passando necessidade de todo o tipo, sendo assaltada, esfaqueada, esquartejada (não, decididamente com o mundo que temos hoje não estou sendo trágica), queimada, apedrejada. Professor apanhando de aluno, aluno mandando em professor, crianças andando quilômetros a pé, cruzando rio, andando em mato pra chegar à escola e tentar estudar...
AONDE É QUE EU ANDEI????
É tristeza, é sofrimento, é animal pagando o pato, é floresta sendo carbonizada, é bicho sendo maltratado, contrabandeado, machucado, envenenado...
Tem criança morrendo de fome e frio na esquina ao lado!
Aí tem terremoto, maremoto, vulcão cuspindo lava...
Gente do céu... Jesus, me acuda! Aonde é que eu me enfiei durante tudo isso???
Então, você chega para trabalhar e encontra tua amiga - aquela amiga de longa data, que tem há tantos anos, que até a infância parece que passaram juntas - estoa com a cara amassada, olho cheio de água, vermelho, triste, num mundo descolorido...
A casa está caíndo, os rumos são incertos, as dores são enormes, a incerteza é companhia, o medo ergue sua voz para a chamada...
AONDE É QUE EU ANDEI??????????
Uma palavra, duas palavras... A cara, a expressão resume o best seller...
- Nós VAMOS conversar. Pode ser sexta?
- Aham.
- Beleza!
Beleza, o fim de semana é meu, é teu, é de vida.
AONDE eu passei tanto tempo escondida?
Num ensaio do CTG...
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Corra atrás dos seus enquanto eles ainda estão aqui!
Beijos e troque seu chocolate, por entregar um chocolate a alguém que precisa mais do que você, aí sim será uma Feliz Páscoa,
Nina Marina
terça-feira, 31 de março de 2009
Aqui, ali e lá
Eu sinto cada vez mais saudade de dançar em um grupo que simplesmente gosta de dançar. Que não tem aquela sede de "sangue" (sangue traduzido como vitória pra ter o caráter forte que eu gostaria que você entendesse), aquele negócio de TENHO QUE ganhar curte o que custar, TENHO QUE GANHAR.
Bah, eu não vi nossas últimas planilhas - ainda -, e não gostei nem um pouco da porcaria da minha saia de armação ter grudado na sola da sapatilha e ter trancado meu pé, fazendo com que eu não conseguisse dar o passo que deveria dar no tempo certo da música.
Claro que ganhar é bom, mas eu estou AMANDO testar dançar "novas", danças que ficam presas aos ensaios, aos ensaios e aos ensaios e estresses gerados por todos estes ensaios.
É bom saber da nossa reação frente a uma dança nova, a um novo desafio.
MAS eu adorei saber que quem ficou em primeiro foi um grupo de gente nova, que tem garra e busca melhorar.
Gente que, creio eu, tem gana de melhorar para crescer e não simplesmente de ganahr para pisar em cima dos outros e assim fazer uma ascenção mais rápida, e cá entre nós, muito mais dolorosa, por que é FALSA. Todo aquele que para subir precisar usar de meios ilícitos, ou que fizer de outros suas alavancas, ou que precisar agredir, ferir e mentir para conseguir algo nunca sentirá o sabor de uma vitória justa e MERECIDA.
Nós, dançamos para conseguir algo.
Nós dançamos para chegar lá.
Nós estamos nos empenhando em merecer chegar lá.
Lá, no sábado da Macro de Marau.
Lá, no domingo da Macro de Marau.
Lá, no sábado de Santa Cruz do Sul.
Lá, no domingo de Santa Cruz do Sul.
Mas que saudade de só dançar...
Beijos,
Nina
quinta-feira, 12 de março de 2009
D(esc)anç(s)ar
Será que eu sei dançar?
Tenho medo de pisar no palco e parar de vez.
Dizem que ninguém deve permanecer ali simplesmente para "não largar o osso"... Mas quem é que o está segurando? Como se distingue o mito da realidade, o sonho da verdade, ou o medo da mobilidade?
Não sei se minha teimosia deve permanecer. Se a busca pelo ideal deve continuar.
Se tudo é ilusão, se tudo somente faz parte de um mundo que construí apenas para mostrar ao mundo que um manco pode andar, um cego pode enxergar, um mudo pode falar, uma anta pode dançar...
Persistência...
Insistência...
Amor...
Paixão...
Uma dança pinta de verde, amarelo e vermelho. Alardeada pelo medo, presa pelo pavor.
O espírito esta inquieto, o coração mudo, bate pesado, sem fazer nenhum som.
E o medo sobe, me aperta a garganta, amarra minhas pernas e leva e tráz toda a dor.
Eu gosto de dançar.
Eu quero dançar.
Mas será que dá pra continuar?
Não sei bem se nasci pra esse mundo. Pra mim, dança é mais espírito do que corpo, é mais expressão do que técnica, é mais esperança do que medo, é mais liberdade do que prisão.
A dança ultimamente me aperta o coração.
Ai que saudade de só dançar...
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Tchaaau,
Alguém...
quinta-feira, 5 de março de 2009
...Essencialidade...
... O essencial é invisível aos olhos... Antoine de Saint Exupéry
Ainda me pego surpresa quando, depois de muito e muito tempo mesmo, recebo um depoimento no Orkut que de certa forma exalta algo que alguém enxergou em mim há anos atrás e que enxerga ainda tanto tempo, tantas chuvas, ventos, distâncias depois...
Não sei descrever o que senti ao ler aquilo, por que ainda me deixa muda. Me emudece o fato de alguém falar tão bonito e tão delicadamente com palavras simples, em uma única frase, e ser extremamente tocante e avassalador no que diz.
Meu amigo, creio eu, só disse algo que perdura em nossa amizade. Algo que fica apesar de tantas águas rolantes em nossas vidas, algo que nem eu imaginei um dia "ser".
Ele trouxe um silêncio inquisidor e bom, mexeu com as vozes caladas dentro de mim... De certa forma me despertou do sono eterno em que vivo e me fez ver que ainda existem pessoas que enxergam além...
Todos os dias convivemos de perto e de bem perto com várias pessoas (conhecidas, desconhecidas, secretas, abertas, obscuras, claras, transparentes...), elas passam rápido, vagarosamente, discreta ou estrondosamente... As vezes somos nós que nem reparamos os outros em nosso caminho... Noutras ocasiões, passamos muito tempo tentando mostrar, aparecer, demonstrar... Nem sempre conseguimos, as vezes as coisas não saem como o esperado, somos impulsivos, desatinados, despercebidos... Ou os outros o são...
E a gente nem se dá conta de quem passa, de quem tenta, de quem passou...
Não percebemos o essencial abaixo da correria, da distância, dos acontecimentos, das brigas, dos desencontros, das conquistas, dos apoios, dos descompromissos, dos afetos, dos atos, dos corações...
Mas um dia,
um dia,
acabamos nos dando conta de quem verdadeiramente fica.
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Beijos,
Megara, Nina e Marina
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
E(u)scritora
Tenho pensado, pensado e pensado (pra varias, pensado muito) no motivo pelo qual eu ultimamente venho encontrando cada vez mais dificuldade em escrever qualquer coisa sobre qualquer assunto...
Não que eu tenha uma resposta exata e pronta na ponta da língua e dos dedos, mas percebo que tudo tem a ver com o meu pavor crescente de não ser compreendida e ter que tentar explicar tudinho nos mínimos detalhes.
Assim, eu subtraio-me.
Eu deixo de abduzir-me pelo meu próprio mundo, pelos meus próprios olhos e fico tentando explicar o que não precisa ser dito, o que justamente tem mais graça e acaba fazendo todo o sentido.
A escrita, que era o lugar ideal para minhas fugas, conflitos e ideias, torna-se uma prisão dolorosa que busca relatar o máximo de coisas possíveis, deixando de lado todo o "tcharam" que a conversa entre pensamentos gerada em mim mesma tem.
Quando me pergunto os motivos de tantas explicações, não encontro nenhum...
Ou encontro...
Talvez o medo de cair, se me suprimir, de ser trocada, abandonada, iludida, - tudo de novo - por quem menso pode me abandonar em todo e qualquer momento, de lucidez ou loucura: eu mesma.
"Quando o coração descansa a sorte vem".
Preciso descansar o coração...
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Beijos,
Eu
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Não sei se sei
Shhh...
Eu não sei o que se passa dentro de mim mesma...
Ou mais assustadoramente, posso saber e isso é apavorante também.
Shhh...
Silêncio, não quero ouvir nada agora. Preciso ficar sozinha com o monte de pensamentos que tenho e não tenho, que se chocam, encontram e desencontram, fazendo uma balbúrdia absurda dentro de minha cabeça.
Os gritos se chocam contras os espíritos e palavras e poetas mortos que ali pairam. Que correm e se debruçam sobre a minha angustiante solidão...
As palavras revoam todos os pensamentos. As ideias batem umas contra as outras, deixando um vento bem amargo de confusão.
Não sei o que pensar, não se sei, mas lá no fundo, talvez, bem sei...
Não quero mais voltar, não sei se quero ir.
E todos gritam palavras que também não sei quanto mais preciso e quero ouvir.
Não sei se sei, mas sei que sei... E continuo não sabendo.
É cansativo viver brigando com si mesmo...
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Um beijo,
Nina
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Lá e de volta outra vez...
Que inferno astral que vivo!
Por vontade própria mandaria meio mundo tomar água do rio Tietê (ou do Buratti mesmo), pular da ponte do Rio das Antas, ir catar coquinho na esquina e por aí vai... Tudo em linguagem bem lindinha pra não ser "assustadora" demais.
Tenho saudade dos tempos em que a Megara vivia mais por aqui, e ela papeava diariamente sobre o Frodo, o Legolas e toda aquela turma, - Gollum, Gollum!
As vezes fico lembrando das longas aventuras dela Ciméria a fora, cuidando do seu lindo castelinho, alimentando o bando de tigrinhos brancos que seu adoravel maridinho trouxe de uma das longas batalhas...
Ela andava de saia, capa e espada. Herdara Katana de Círdan seu pai, bem como destreza e agilidade. Da mãe, Välie Ëste, vieram o senso aguçado, a doçura, e toda a habilidade com ervas, sentimentos e clarividência... Meio elfo que é meio elfo sempre preserva os seus.
Mas mais do que um RPG totalmente modificado por natureza, a saudade vem e toca fundo lembrando das noitadas viradas em companhia de Konan, Uglúk, Fox, Faramir, Heruost, Elgnib, Dirhil, Tisf, Lórien, Deza, Sujo, Ka Bral, Gabil Nala, pmk (assim mesmo), e demais, mas demais mesmo seres indestrutíveis e inesquecíveis...
Boas lembranças de noites viradas tchacolando e planejando amizades eternas, encontros, reencontros e toda forma de se manter contato.
A internet abre portas e quem tem juízo as usa para conhecer o mundo. Expandir o mundo e nunca mais voltar ao "seu estado original".
Mudam-se capas, espadas, escudos.
Alguns heróis caem por terra. Alguns vilões perdem máscaras. E alguns corações duros começam a amolecer...
Bons tempos aqueles...
Grandes amigos virtuais, que não importa o tempo, nem a distância, estão presentes nos e-mails, fotos, recordações para uma vida inteira...
E a senhora Megara se recolhe. Novamente guarda sua espada e volta o rosto ao jardim...
Onde estarão todos aqueles rostos que o tempo não apaga?
Não sei, talvez em alguma página esquecida, não publicada, enterrada e perpetuada pelo eterno mestre...
Que talvez, no final de todas as contas, esqueceu de nos escrever...
Beijos, com todo carinho
Megara Fëanturi-Angrembor