domingo, 6 de junho de 2010

.:O peão de uma prenda ruim:.

Daqui pra frente provavelmente o assunto mais abordado será a preparação para a Macro... Regional do ENART...
Um pouco menos de 90 dias até lá...
Pensei em criar um blog só pra isso, mas não... Deixe que "as eus" manifestem-se sobre a loucura destes 90 dias.
Veremos quem aguentará e sobreviverá...


Em algum lugar destes muitos textos que escrevi aqui, ou dos muitos que não foram publicados, eu devo ter mencionado algo relacionado a como é difícil ser a prenda ruim de um peão bom.
É cobrança que não acaba mais e de todos os lados, principalmente do lado "da frente", que é aonde meu peão geralmente está: enlaçado comigo, ou seja, na minha frente.
Quando eu penso que lá se vão muitos dias sem uma única discussão ou briga, lá vem minha intolerância, minhas "mágoas retidas" e minha fúria explodindo pra cima dele. ele não é santo. Eu sou menos ainda. Só que as vezes eu não consigo ignorar ou fingir que não ouvi, e as vezes, nem precisa de algo efetivo, meu "bom" humor expande e eu literalemnte solto os cachorros pra cima dele, desafogando meus ressentimentos antigos e eternamente enjaulados neste meu coraçãozinho de pedra sabão.

Ele já foi MUITO, mas"muito" escrito com letras garrafais, chato, estupidinho, sei lá qual o termo que ia usar, comigo, agora, creio que a convivência e a paciência tomaram um pouco de lugar nessa nossa relação. E que fique esclarecido: relação prenda & peão.
Ele era um tanto intolerante quando eu era mais ameba do que sou hoje. Acreditem AMEBA de AMEBONA. Foi o pobre quem teve que encarar a pior das prendas, a pior dançarina de todos os tempos e martelar MUITO pra ter algum resultadinho básico.
Eu digo com letras super garrafais que não seria nada sem ele, sem a ajuda deste chato, insuportável que dança comigo há quase 4 anos, quase 4 trabalhos, quase 4 pilchas. A chatice dele é que me fez melhorar e eu tenho total consciência disso e vivo de falar isso pra ele, mas as vezes, os ressentimentos engavetados falam muito mais alto, especialmente agora que vejo indícios daquele peão que de repente viu em sua frente a pior das dançarinas, uma desengonçada e toda errada dançarina. Dançarina nada, projeto mal feito de dançarina!

É um tanto assustador voltar a me deparar com aqueles sentimentos recolhidos que eu via nele logo no início de dupla. Ver de novo resquícios de desapontamento, de que eu atrapalho o bom andamento do seu progresso, de que esse estorvo é demais.
Era "fueda" dançar com alguém que nitidamente preferia estar dançando com outra pessoa, que escondia não escondendo sua decepção de par, que sabia ser infinitamente melhor do que o fardo que tinha que carregar.

Levou praticamente um ano para eu me tornar prenda do meu peão.
Agora volto a ver o objetivo dele sendo barrado por mim. Leio isso nas entrelinhas de algumas palavras que me diz.
Meu peão sabe que é bom, e sem querer, sempre me faz lembrar o quanto eu não sou.
Agora me dei conta de outra fase que voltou: eu não conseguir ser o que a imaginação dele gostaria. Eu não ser suficiente. É um pesadelo recordar disso.

Sou explosiva? Estridente? Brigona? Exagerada? Ah, eu sou. E por isso sou sempre a peça ruim da história, que não entende nada nem ninguém.
E o outro lado?
Sempre me esforcei para enxergar além da matéria, para ver além das circunstâncias. Para entender as palavras que não são ditas.

Cometi um grande crime no ano passado quando disse não ao pedido de dança de um amigo, pois devia "o respeito" ao meu peão primeiramente. Para depois eu ficar sentada vendo todos dançando belso e felizes e a prenda aqui com seu peão invisível, a quem também muito devo...

Dá raiva não poder guardar uma mágoa em meio a tanta gratidão.
Não sou perfeita e sei bem que deve ser um pesadelo ter que aguentar meu jeito e meu gênio, mas não tenho mesmo direito a guardar um pouquinho de rancor de uma das  pessoas que eu mais adoro no mundo e que só enxerga o que eu tenho de defeito? Que não se toca que eu prezo doze mil coisas complexas e acabo esquecendo de uminha simples? Só eu sei que me permiti, de uns tempos para cá, ser ruim, ser ruim mesmo, e ser grosseira, por que nunca tive esse direito, por que eu sei que isso não é o certo e que eu devo ser semrpe certinha, ou 8, ou 80. E me permiti "colocar meus podres" para fora e dizer coisas mal educadas do tipo "eu só danço por determinada coisa e NINGUÉM MAIS".

Dói botar pra froa verdades que não são nem tão verdades assim, são mais desabafos de angústias que corroem aqui dentro e que não são enxergadas, por que durante 150% do tempo eu tenho o compromisso comigo mesma de ser uma pessoa o mais correta e justa possível.
Não estou dizendo que eu sou incorreta e injusta, mas estou dizendo que cansa ser sempre assim e receber quatro patas nas costa o tempo todo. Que cansa me preocupar, e não "ser" preocupada. Que cansa ter que tentar explicar todas as vezes que eu sou assim e não assado e que eu também preciso de ajuda para aguentar a maré.

EU ODEIO com todas as minhas forças ficar de mal com o meu peão. E sei que isso estraga toda a minha semana, mas eu cansei e eu canso de tentar ser a prenda perfeita, não mais a que dança maravilhosamente bem, mas a prenda que compensa com qualquer outra coisa a falta de boa dança que ela tem.
Eu não preciso só de ajuda pra dançar, pra trabalhar essa habilidade que eu não tenho. Preciso de uma mão invisível de vez em quando.

O meu peão sabe que pode dançar bem com qualquer prenda.
Eu sei que eu não.

Aí, acontece de eu largar a maior das maiores patadas da década, ir tentar me explicar e levar outra patada (pra variar). Aí eu fico ruim desse jeito, com raiva dele e de mim mesma. Ai que ódioooooooooooo!!!!!!!!!!

Vocês não entendem patavinas disso tudo e vão julgar como todo mundo julga: bulhufas pra vocês!

O meu peão é uma das pessoas que eu mais adoro sinceramente em todo o planeta Terra, é uma pessoa extremamente chata e sabe ser insuportável como ninguém. Me ensinou a dançar, entendeu muitos dos meus estresses, esteve por perto em alguns dos piores momentos que passei no CTG. Sempre foi o meu primeiro pensamento quando eu queria desistir de tudo. Não conheço outra pessoa que eu tenha tanta afinidade pra dançar danças tradicionais; posso não conseguir dançar meia vaneira com ele, mas sou capaz de aprender a Mazurca (que nunca vi) e dançar perfeitamente.
Nossos gênios e santos vivem se soqueando, eu fecho muito a boca pra não brigar; engulo sapos, caras feias, algumas palavras que machucam fundo.
Não sou uma santa, mas não sou completamente ruim também.

Devo tanto ao meu peão, que acredito não existirem vidas suficientes para pagar.
Acho que é como se ele fosse o irmão mais velho que não tenho. Só que eu esqueço que só eu sei disso.

Fico extremamente chateada por brigar com ele e acabar despachando pra fora as vontades de soqueá-lo que me dá. Acho que não existe carinho e gratidão que resistam à tristezas e à volta das angústias e desprezos passados. Só que o pobre não tem culpa.
Ou tem?

Não sei.
Eu sei que cansei de negligenciar a mim mesma, pedir desculpas quando alguém me dá um esbarrão de quebrar meu braço, cansei de pedir desculpas quando alguém pisa no meu pé, de correr atrás de gente que nem me enxerga, de falar com quem não ouve.

Devo estar cansada de mim mesma.


Sei lá.
Eu morro de medo de não dançar mais com ele, acho que se tentarem fazer isso de novo (quase, quase nos separaram ano passado) eu morro chorando outra vez, e outra vez não abro a boca pra reclamar. Eu adoro o meu peão, e essa genialidade toda que cerca nossa "pareja" é que fazem a gente se entender tão bem pra dançar. E acho que só pra isso, por que de resto... É peleia braba!


Que droga...
Como é ruim brigar com uma pessoa que a gente considera tanto...

Acho que o que me entristece mais ainda hoje é que ouvi dele algo que ele nunca ouviu de mim.
Tudo bem. Ele pode ficar P* comigo por achar que minha ira é maior que o meu carinho, mas pelo menos eu nunca o "mandei embora então" em todas as vezes que ele disse que esse nosso grupo não era mais tão suficiente para os sonhos (gana) dele...


Tudo bem... Deixa pra lá.

Ele continua sendo o meu querido peão.

O peão de uma prenda ruim.

Beijos,
Nina

terça-feira, 1 de junho de 2010

Os nós nossos de cada dia

Que estresse de vida...

Descobri que eu ODEIO FAZER TRABALHO DA FACULDADE EM GRUPO, que o CTG SÓ ME ESTRESSA, que o meu trabalho não é lá tão gratificante assim, que é bem cansativo não saber ao certo o que se vai fazer, que é bem complicado pré-selecionas as cadeiras da faculdade.
Fiz "a grande descoberta" de que o CTG toma conta de TODA A MINHA VIDA, e que não é tão gratificante assim... Que eu tenho pouco tempo de ler muitos livros e ver filmes, que eu passo muito tempo trabalhando, que eu não consigo manter meu armário com a mínima organização, e que devo ter MESMO transtorno de ansiedade.
Aí, percebi que o TOC volta e eu não me dou conta, que eu perco a inspiração que me aparece de repente, e que faltam quase 3 anos para eu me formar (uma vida!!!!!!!!!!!) e que duvido que eu esteja preparada pra dar aulas de português. E NEM QUERO! Quero trabalhar com espanhol, com pesquisas de linguística, textos, fala... Acco que as vezes eu preferia ter anscido com uma predestinação, com futuro traçado: vai fazer isso, não vai fazer aquilo, vai casar, não vai estudar, vai morrer com a barriga colada no fogão.

AHAM...
Me engana que eu gosto...

Teríamos uma guerra nuclear armada, a batalha do fim do mundo refeita, mais uam Anita rpa ser esquecida pela história.
Pensa só, eu, euzinha, de colher de pau na mão soqueando o primeiro bocaberta que falasse comigo usando verbos no imperativo... Ah tá...

Acho que eu não tenho jeito e não tenho remédio.
E estou bem cansada da inutilidade das coisas que me rodeiam.

Nem sei mais como é a vida sem um estressezinho básico pra "animar" a vida...

Bom, bom, me vou lá, por que hoje ainda tem um arranca rabo dos infernos pra presenciar.

Ah, sei lá o que eu quero...

Beijos,
Marina

terça-feira, 11 de maio de 2010

A luz que tu tem

Vou falar do Nenhum de Nós de novo?
Eu vou!

Estou meio chateada com a maldade humana. Complicado.
..
Acho que tenho que buscar e tirar do armário capa e espada e ir pra guerra.
Calçar minhas botas de couro, embainhar Catana de onde nunca deveria ter saído, e me aventurar por aí, mundo a fora, rumo ao desconhecido ou rumo ao mais profundo de mim.
Minha capa nunca foi pesada e sempre foi uma alegria não me utilizar de máscaras.

Estou muito cansada.

Nessas horas é que eu tenho que me lembrar que eu moro em uma pontinha muito pequenininha do infinito universo, e que pra cada ser mesquinho, há no mínimo dois que valem a pena "viver um dia".

Quando digo que preciso me exorcizar e que isto acontece nos shows do Nenhum, soa pra lá de engraçado, mas não existe algo mais verdadeiro do que isto. Hoje, por exemplo, estava tudo bem, tudo legal, tudo ótimo, aí aconteceu algo pra lá de decepcionante (se esta for a palavra certa...)... Sabe aquele choro contido? Não saiu, ficou preso. Quando eu vi o Thedy, lá longe, eu comecei a chorar... Juntou a tristeza com "aquele troço" que a presença do Thedy tráz...
Só não chorei mais, por que vi meia dúzia me olhando... Sem contar a cara da minha mãe... Bom, mas ela sabia o que estava acontecendo.

Como ela disse, deve ser a tal luz que ela sempre diz que ele tem, que me faz chorar, me emociona, tranca minha voz e arrepia a minha alma.
Eu me pélo (leia certo) de medo dele, mas esse medo é proporcional ao carinho e admiração que tenho por ele. Acho que nem é medo, é aquele poder, aquela energia que algumas pessoas tem... E que as vezes assusta.

Ganhar um sorriso, uma abraço, o respeito de alguém, não tem preço.
Quando o Thedy saiu de onde estava e veio falar comigo e minha mãe, me disse oi e chegou como se me conhecesse há anos, como se efetivamente lembrasse de mim.

Acho que nem meus amigos muitas vezes me recebem desse jeito, com uma simplicidade e simpatia que vem do fundo da alma. Nem eles me recebem desse jeito que lembra verdadeiramente uma roda de mate, onde a pessoa te diria "ei, puxa o banco e senta!".
O Thedy, o Nenhum, não faz ideia do que fazem por mim.

E mais ainda, o Thedy não faz ideia do que fez por mim hoje.
Eu sei que não sei conversar como uma pessoa consciente na presença dele, por que eu fico em pânico, pra não falar besteira, pra não ser idiota, acabo só falando meleca...

Acho que no fundo, bem no fundinho nem dá pra dizer que nos desconhecemos, por que quem escreve o que ele escreve, me conhece melhor (sem nunca ter me visto) do que eu mesma imagino.
E chego à conclusão de que isso é sim aquilo que minha mãe sempre me disse e falou pra ele hoje "uma luz" que nem todo mundo tem.

Posso contar aos netos que nem sei se terei que o Veco me deu um beijo babado na bochecha depois de me avacalhar; que o Sady me deu um abraço de urso, do tamanho do mundo e colocou minha faixa de 1ª Prenda; posso contar que conversei com o Carlos e ouvi coisas interessantíssima, e que o fiz bater uma foto segurando uma xícara de chá; posso contar que o João conversou comigo sobre CTG, sobre cultura, sobre esse mundo das vaidades das entidades...

Hoje eu tenho uma história pra contar do vocalista do Nenhum de Nós. E olha que pensei que nunca teria.

Beijos,
Eu

sexta-feira, 30 de abril de 2010

.:Meias pra que te quero:.

Post inútil de mulherzinha: chegou ao Brasil uma novidade em depilação, a cera australiana, que acaba com pelos pequenininhos ainda. A cera é colorida, perfumada e (me parece) tem uma para cada parte específica do corpo. 
Média de valores? Tipo uns R$90,00 pra perna inteira...

Que maravilha! Obviamente estou falando da primeira parte do texto, por que da segunda, referente ao monetário do luxo... TIPO BEM ASSIM... Acho que por enquanto é melhor continuar melada de açúcar cozido, na cor caramelo, com cheiro de açúcar queimado mesmo que não tem galho. E ainda economizo uns R$80,00 para gastar com meu maior luxo na vida: meias coloridas.

Infelizmente não ando compulsiva, consegui me controlar e não comprar uma meia arrastão e uma fio 80 cheia de quadriculadinhos "de inverno" (não queira entender...) pra completar minha coleção. 
Coleção... Neste momento você deve pensar que tenho um armário e meio de meias. Nem tenho. INFELIZMENTE. Mas um dia terei. Mas o fato é que minhas três meias "tunadas" são meu xodó, fazendo frente às duas 3/4 listradinhas que também comprei...
Só não comprei mais de bichinhos por que fechei os olhos e por que encontrar meias, que não custem o valor de uma calça jeans, e que sirvam em pés 40, aqui em Bentocity... É sonho.

Enfim, minha paixão por meias é mais ou menos igual ao meu "medo" de galinhas... Não me pergunte de onde vem.

Agora eu sou uma pessoa chique: tenho uma meia-calça preta com flores, uma preta com uns desenhos esquisitos e uma marrom (que é reversível) com flores também!
E acho que confesso pra mim mesma que sei que não caí de boca nas outras (xadrezes, riscadas, arrastão, com bolinhas, poas...) por que eu ainda não tenho ideia de que roupa usarei para mostrá-las. Eu não uso saia. Quer dizer... Uso... Comecei a usar neste verão. Mas não sei usar saia, nem vestido no inverno. Sei lá, não fui "treinada" para ser mulher, me vestir linda e maravilhosa.
Aliás, já falei que eu não sei ser bonitinha, né.

Pois então...
Mas eu consegui me controlar por que fechei mesmo os olhos e lembrei que 30 pila numa meia, ou gastar mais 20 e poucos, era soda. E vida de estudante é um treco inexplicável. A menos que você tenha pai rico ou tenha ganho na loteria, OU tenha conseguido o ENEM, sua vida seja menos problemática financeiramente.

Ah, mas eu mereço me dar ao luxo as vezes.

E meias, são meu luxo colorido, desenhado, bordado, indefinido. Mesmo que eu nem saiba como vou usar ou quando. Elas estão aí, e fico mais tranquila sabendo disso. ; )

Ei, só pra acrescentar... Que roubo uma saia que mal tapa o espírito natalino custar pra cima de 150... Credo!

Até parece que chiqueza vem de fora... Psss... ; )

Beijos,
Marina

domingo, 11 de abril de 2010

.:Desconexo:.

Cad'um, cad'um...

Eu xingo, eu tenho vontade de estrangular, eu me ofendo, e fico muitooooooo brava, muito chateada, mutíssimo magoada, fico puta da vida, com vontade de garfear todo mundo, de chamar de todos os nomes feios possíveis e impossíveis do mundo. Por que eu tenho esse direito de botar pra fora tudo o que está aqui dentro, e que todas as pessoas "normais" botam pra dentro, escondem de baixo de 300 chaves.

Trabalhar com muitas cabeças diferentes não é nem um pouco fácil.


Mas não adianta.
Coloca o grupo em roda, conversa, discute, fala umas verdades com uma risada na cara e aí está. 6 horas passaram como 3.

Não, não dá vontade de olhar na cara de muitas pessoas. Não dá vontade de conversar. Dá mais vontade de atirar uma  cadeira em cima da criatura. Mas fazer o quê, meu Deus?
Pra conquistar algo bom, eu tenho que passar por algo ruim... E neste caso, é o enfrentamento com as coisas mais detestáveis da face da Terra (maiúscula, por que falo do planeta), e as pessoas que nem semrpe me agradam.

Mas há tempos eu não me sentia assim. Sem memória, apenas me divertindo, todo o tempo, principalmente quando algo sério precisava ser abordado... MÁGICA & MISTERIOSAMENTE na minha mente surgiam  piadas - as mais sem graças da face da Terra -, e não tinha como aguentar... Passei mais de meia tarde assim, tendo gracejos surgindo na cabeça pra entrecortar qualquer fala ou ideia.
Pensa só, eu, euzinha, acrescentar um 30º artigo na "carta magna" do MTG???
Pois então, hoje foi O dia...

E não, não vou comentar o que seria este 30º artigo... hihihihihi

Acho que odeio o meu CTG na mesmo proporção que o amo, não digo com isso que amo paredes e estruturas, piso, assoalho, tetos. Amo pessoas e possibilidades que um movimento antigo criou. Amo as oportunidades que se abriram num mundo desconhecido. Amo o contato com essa gente que eu odeio e que sou obrigada a conviver. Amo estar em cima de um palco e ver gente se levantando pra aplaudir, e gente aplaudindo com gosto.

Amo quando alguém sai correndo atrás da gente e diz que aquilo foi a coisa mais linda que já viu na vida, embora saibamos que aquela tenha sido a PIOR apresentação de nossas vidas. E não é pai, nem mãe babando a gente, são DESCONHECIDOS. Desconhecidos que se ligam numa corrente invisível e forte, que se conectam com o melhor de nós e que, podem não entender do que o manual exige da dança, mas entendem de sentimentos, de coração de gente, de espírito e talvez, de um pouco de resquício de amor.

"Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana." Carl Gustav Jung

 Eu amo conflitos. Eu amo superação.


Acho que sem superação, não sei ir pra frente.
Penei tipo bicho pra chegar aonde estou, pra poder dançar e pra poder olhar nos olhos dos meus companheiros de dança, sem vergonha nenhuma do meu jeito de dançar.
Penei comigo mesma principalmente e mato um leão por ensaio pra continuar dançando. E mais dois pra acabar com os dilemas que enfrento todos os dias por pensar demais numa invernada que talvez nem mereça metade do que tem.


Mas são dias como hoje que me fazem lembrar do por quê dançar, de continuar ali, sofrendo literalmente na pele as preocupações e desgostos disso tudo.
 
Eu não aprendi a desistir.

Se me disserem que é o fim, estarei lá eu, colada com Bonder naquilo que chamam de esperança, por que posso ir pro brejo, mas vou de cabeça erguida e narigão empinado, pois somente acreditarei no fim quando chegar LÁ e me deparar com o trem da luz no fim do tunel.

Eu não servia pra dançar e cheguei a final do ENART.
Não é agora que deixarei que me convençam do contrário, embora nem eu acredite numa vitória ("Não tenho nenhuma coragem, mas procedo como se a tivesse, o que talvez venha dar ao mesmo." Flaubert). Sou teimosa, como diz meu peão. E teimarei até depois do fim.

Por que "não podêmo se entregá pros homê de jeito nenhum!"
  ''Não importa quanto vai durar - é infinito agora." Caio Fernando Abreu
"Inspiração vem dos outros. Motivação vem de dentro de nós." Anônimo

"Seja a mudança que você quer ver no mundo." Dalai Lama

"Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.” Saint-Exupéry

"Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia seus olhos de sua meta". Henry Ford
"Não há nada em uma lagarta que diga que ela se tornará uma borboleta." RICHARD FULLER
"Pouco importam as notas na música, o que conta são as sensações produzidas por elas." Leonid Pervomaisky

"Talvez as melhores amizades sejam aquelas em que haja muita discussão, muita disputa e mesmo assim muito afeto." George Eliot

"Quando eu disse ao caroço da laranja que dentro dele dormia um laranjal inteirinho, ele me olhou estupidamente incrédulo." Hermógenes
QUANTO MAIS VOCÊ SUAR PRATICANDO, MENOS VOCÊ IRÁ SANGRAR EM BATALHA. Lobo da Coragem
"Nunca é tarde demais para ser aquilo que sempre se desejou ser." George Eliot


 "Sorte é o que acontece quando a preparação encontra a oportunidade." (Elmer Letterman)
  
 Falei muita besteira desconexa por hoje.
Mas não apagarei meia linha.

Beijos, vou dormir, pois 6 horas de ensaio matam o vivente.
Marina

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O dia de todos os bobos

Alguém sabe me dizer o que é hipocrisia?

Estavamos na Semana Santa, com a velha história de que não se come carne vermelha... Mas carne de peixe pode. Bom, o "mérito" não é este. O fato é que todo mundo mobiliza o planeta pra não comer carne, não fazer barulho, não isso e não aquilo, mas, cá entre nós, você negaria carne para um faminto??? Cá entre nós, mais ainda, é pecado comer carne, mas não é passar o ano inteiro fazendo futricagem na vida dos outros...???

Aí, me deparo com uma frase "não quero receber estas bobagens" e me pergunto... O que significa bobagens?

Será que foi pro que eu decidi desejar "FELIZ NATAL" para todos os meus "amigos" e amigos e conhecidos neste dia 09 de abril?
O mundo anda tão cheio de caos, as vidas andam tão pesados, os relacionamentos andam tão fúteis e falsos que quem aguenta tanta seriedade? Respondo: eu não!
Então, FELIZ NATAL pra você também, por que como dizia o Chacrinha "Eu vim pra confundir, não pra explicar". Engula sua ânsia de sobriedade e caretice e chatice e tenha um Feliz Natal em abril, onde se comemora o dia dos bobos e se celebrará a morte de centenas de cariocas, num ano que estreou com catástrofes naturais e absurdos televisivos (pra variar...).

Não querer receber bobagens deste tipo e manter-se distante e quieto ao esculacho, ao escárnio, ao "faz nada", a malhação de Judas... Pode.
Sair da normalidade, ou seja, do que "sábios" consideram normal, não pode.
Ficar trancafiado num mundinho de ideias e ideais vazios pode e é lindo.

Malhar o outro sempre faz bem. Enxergar seu umbigo, não é legal.

Julgar o outro, viver a vida de outro, enfiar palavras na boca de outro, espiar o outro. Tudo pode!
Dar-se o luxo de sair da monotonia e criar o desaniversário de Alice, o Natal em abril, a Páscoa em julho, o dia nos namorados em setembro... Ué, há um Carnaval de inverno, não?

Eu teria vergonha de me censurar de sair do comum.
Teria vergonha de ser sempre a cara dos outros. Um modelo padrão da ABNT...

Deixa-me como sou. Brasil, ame-o ou deixe-o. Faço minhas as tuas palavras.

No fim das somas, o dia dos bobos dura 365 dias, exceto em anos bissextos.

Beijos, bom findi!
Marina

terça-feira, 6 de abril de 2010

Emoção.Emoción

Existem momentos na vida que palavras, letras, sons, desenhos, dança, NADA, absolutamente NADA conseguem explicar, conseguem encontrar uma forma de expressão fiel ou verdadeira...
Sentir ultrapassa todos os limites e todas as ideias, e todas as palavras e todas as formas de expressão.

Não é fácil tentar expressar o quão toca sou por algumas palavras, por algumas pessoas. Não preciso de grandes presentes, fogos de artifício ou qualquer coisa caríssima. A surpresa, a emoção, aquele instante mágico dizem e fazem tudo, se encarregam do fator decisivo e causam um impacto tão forte quanto um tsunami.

Na maioria das vezes, a gente nem espera mesmo, e se espera, muitas vezes o ato é maior do que a previsão.
E você acaba assim, de olhos arregalados, boca aberta e as vezes, com o coração pesado, não de tristeza, mas de uam vontade súbita e aguda de chorar... Como se lágrimas pudessem cuspir "pra fora" tudo que a emoção nunca conseguirá exprimir, nem mostrar.
Aí, um muito obrigada se torna uma coisinha tão ridícula e insignificante... Não tem palavra que expresse a gratidão de um momento assim.

Já assistiu "Elizabethtown"?
Acho que o mais perto que consigo chegar de descrever um momento desses é pelo ato representado no filme, quando a Kirsten Dunst munida de muita "ousadia" se vira, prepara a câmera fotográfica imaginária e dispara um poderoso "CLICK".

Mais do que retratado, o momento fica preservado na nossa memória, no fundo do coração. E talvez isso seja tudo de mais maravilhoso na vida... No mundo... No mundo que criamos só pra nós...

O que me emocionou?
Talvez o sonho de ontem, onde um amigo que não vejo há anos e vi somente uma vez na vida, veio me visitar e ganhei um grande abraço, digno de meu Mestre Ka Bral.
Aí, fui pra faculdade e encontrei um amigo querido, e tive um abração de verdade.
E hoje...
Abri o Twitter e li o blog do Thedy... Meu Deus...
Quando é que o Nenhum não vai me emocionar?

O Nenhum está preparando o novo CD, um "novo livro" sobre as histórias de todos nós...

E acho que nunca, em toda a minha vida, vou conseguir traduzir a emoção que essas 5 criaturas produzem em mim... 
Estou com água salgada nos olhos e uma vontade de mover um mundo... Um mundo de sons e cores, e muita emoção.

Ai que saudade de me encontrar...!!!
E isso acontece em todo show, onde deixo de ser eu e sou somente eu. Com mim e sem mim.

Obrigada, Thedy!
Obrigada Nenhum!


Beijos,
simplesmente eu!