sexta-feira, 27 de maio de 2016

A cultura do "O"

Vou falar, porque sim. Não quer ler? Sai daqui.
Estupro está em voga. A cultura do estupro está em voga.
A RBS acabou de noticiar um pai abusador (a menina de 7 anos foi comprovado, agora a comprovação das menores de 4 e 2, se não me engano), onde a família era apontada há anos como péssima cuidadora das crianças. A bomba #2: há anos as autoridades sabiam dos maus tratos ou da falta deles.
Todo mundo tem uma pessoa que adora, familiar, amigo, que é um baita de um merda, um bosta, cheio de comentários idiotas e aprovações idiotas sobre (tudo e sobre) as mulheres. Que mantêm uma pose linda pra sociedade e fala asneira quando mulher passa ou sobre a namorada gorda do amigo ou que sai em busca de "aventura" com a namorada em casa, que grita pela janela do carro, que faz fiufiu, que discretamente tenta passar a mão em alguém (conhecida ou desconhecida). Todo mundo tem uma pessoa querida dessas e que faz essas merdas.
O bom desse bafafá todo é que quanto mais se fala, quanto mais se grita, mais gente descobre que não é normal, não é aceitável e não é bonito, nem bom esse tipo de coisa. Que ninguém precisa aceitar e baixar a cabeça e mais, que já é hora de parar de "ensinar", de transmitir essa ideia de que todo mundo é obrigado a gostar de cantada, de abuso, de dominação.
E se repete o assunto, e se repetem as postagens, e que se repitam eternamente até chegar a quem precisa ouvir, a quem precisa aprender que pode gritar, pode berrar, pode espernear e pode não se acostumar com abuso. Abuso sexual, abuso psicológico, cantada, passassão de mão. O corpo é teu, é teu direito não querer, não gostar! De amigo, de parente, de namorado, de superior. E inclusive pode se tocar também que não está sozinha, que tu não é a única a sentir medo, a cruzar a rua, a calcular todo e qualquer movimento.
TodAs deveriam poder caminhar normalmente por aí, se preocupando só com o destino e direção, como todOs fazem. Pipoca por toda timeline lembretes de que o maior medo do homem preso é o abuso. Pois é, esse é o medo de todas, todos os dias, em qualquer hora e lugar.
Então, tá na hora de abrir a boca e falar pro amigo bosta baixar a bolinha, diminuir o tom e calar a boca. Ninguém precisa viver sufocado, muito menos ouvindo ou propagando essas merdas que estamos cansadas de achar que são normais e direito dos outrOs. Não vai surtar efeito? Pega teu rumo, amiga, gente assim a gente precisa ficar é longe.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Tem gente que a gente adoooooorrrraaaaaaaaa, mas que não adora a gente tanto assim. Tem gente que a gente conversaria horas e horas e horas, ou só uns minutinhos mesmo, porque a gente gosta, porque bater-papo é bom, porque a pessoa tem coisas a ensinar, porque tem experiências diferentes, ideias diferentes (ou iguais), porque é uma aventura em forma de gente.
Mas aí a gente para e lembra que a sintonia talvez não seja tanta assim. Que nem se importe tanto assim. Que não adora a gente tanto assim. Que o "astral" não bate tanto assim. E daí, já viu, fim. Ué, né.

 Então, eu foi me retraindo, voltando para o meu lugar. Acompanhando de longe. Assistindo de longe, porque é lindo ver, mesmo que sem tanta reciprocidade, essa gente tão espetaculosa que passa pelo caminho da gente. <3 br="">

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Destralhando

Momento profético: tava lá vendo um programa aleatório sobre acumuladores, e a acumuladora colecionava CDs e revistas "para lembrar" de determinadas coisas. Então o "cara lá" disse pra ela que ela não guardava para lembrar, mas guardava porque achava que precisava daquelas coisas para não esquecer. E mandou colocar tudo no lixo.

Realmente, destralhar coisas, mensagens, antiguidades, inclusive pessoas, é preciso.

"Cada coisa em seu lugar" - Clean House - Medel Family (Ttemporada 8, episódio 20 ou 04)


É assim que vou deletar uma pasta cheia de mensagens da época em que eu dançava.

E pessoas também.

Provavelmente.

:)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

(I)mbigo

Estava eu pensando hoje a tarde no quanto as vezes a gente se doa, se empresta, se empenha, vive algo pelos outros. Não pra algo de volta, mas pra fazer o bem, por que sim, por que gosta, pra ajudar, por que se importa, pra fazer algo, sei lá.
E no quanto é mais fácil, mais simples, prático e menos "incomodativo" simplesmente não se importar. Seguira a corrente e deixar que o mundo se exploda sozinho e as coisas se encaixem sozinhas e tudo vá para seu desordenado lugar.
Em como é prático seguir a maré do comodismo e fazer o essencial limitado ao tamanho do nosso alcance do nosso braço. Ou do umbigo. Né.
A gente toma no asterisco várias vezes, quase sempre, se enrola e segue tomando bem lá. Enquanto que "a vida mansa" segue daquele jeito que a gente sabe: glórias, pódio, mérito, palmas, amém.
Talvez o mundo precise de mais gente que fique quieto, abaixe a cabeça e siga andando pra frente. Sem enxergar nada além do "imbigo".
Talvez o mundo precise de um consenso, de mais amor, de mais gente ofertando a camiseta e dando o braço pelo outro.
Talvez tudo.
Talvez.
A gente segue tomando no buraco da agulha. E deseja, muitas e muitas vezes, ser do tipo B, que não se importa com nada além da facilidade, do fingir, do caminho mais fácil. Porque, né, a gente só toma no buraco da agulha e eles seguem lá, lindos, maravilhosos e com a mesma preocupação: nenhuma. Nenhuma que não envolva o seu umbigo.

Aí, no fim do dia você se depara com alguém que perdeu alguém muito recentemente, que em questão de 20 dias ficou doente, descobriu doença e morreu.
Aí a gente para e reflete mais um pouco, nessa merda de vida, e vê que realmente ela é aquele espaço entre um abrir e fechar de olhos.

O que vale a pena?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Pra Ita

Toda vez que alguém morre, recebemos um convite para (re)pensar a vida. Foi mais ou menos isso que o prof. Edgar falou hoje.
Toda vez que acompanhamos a partida de alguém (importante pra gente, pra alguém, do passado, do presente, do futuro) um filme passa pela cabeça da gente, sobre nós mesmos, sobre nós e os outros, sobre quem perdemos, sobre quem deixamos ou mandamos partir, sobre nossas próprias saídas, caminhos... E a gente relembra de tanta coisa da pessoa que se vai...
Não importa a idade, acompanhar uma partida é um convite à reflexão, é o lembrete dolorido e dado na cara de que agora, só memória... E saudade.
Hoje nos despedimos de uma pessoa querida, amiga da família, que nos viu crescer, que "me perdeu" no zoo cheio de gente, bateu minha cabeça no teto do carro e que eu sempre gostei da risada e da voz. Sempre. A gente acaba lembrando desses detalhes.
Pessoas que são como eu, e sentem meio que muito, meio que exageradamente tudo, entendem a singeleza, a sutileza desses momentos de recolhimento, de dor, de sentir o que o outro sente e querer virar meio que uma esponja e não deixar que a dor doa sozinha, nem sozinha, só não deixar que a dor doa no outro. 
É triste acompanhar a tristeza dos nossos amigos de infância, do marido, da família, dos amigos... E é tão triste acompanhar a tristeza da mãe da gente, chorando de cantinho, segurando lágrima no olho e lembrando a gente da importância da amizade, ainda mais uma de bem mais de 30 anos.
É essa raridade, essa beleza e esse sorriso largão e gostoso que a gente precisa na vida. De amizades assim, queridas, longas, divertidas... E toda força desse mundo pra aceitar que a alma é imortal e que quando o grande teatro termina, a gente volta pra casa.

Um abraço do tamanho do mundo pro "Dilo", pro Meme e pro Willian

domingo, 22 de novembro de 2015

O (D)eus de todos NÓS

Eu tenho amigos que acreditam em Deus, em Allah, em Jeová, na Mãe Natureza, em bruxas e magia, assim como tenho amigos que acreditam em Buda, numa vida mais paz e amor ou que preferem não acreditar em absolutamente nada disso e são conhecidos como ateus. Eu também tenho amigos que não faço ideia se acreditam em Deus, em Lady Gaga ou na igreja do santo espaguete. Também tenho amigos que não faço ideia se o Deus que acrediam é o mesmo Deus que eu acredito, porque andei observando nessa minha vida inteira que cada um interpreta o que Ele (ou qualquer um dEles) "falou" do jeito
(   ) que quer
(   ) que aprendeu
(   ) que foi imposto
(   ) que foi induzido
(   ) que estudou
(   ) insira aqui outra hipóteses. São incontáveis!
Então, antes de chamar todo mundo de terrorista, pregar o ódio e tocar o terror pela boca ao invés do orifício baixo, preste bem atenção no que você chama de religião (qual é a tua mesmo???). Olhe bem ao redor e pense no que sua religião diz e no que o seu colega de "catequese" faz e analise "pregação X vivência".
Certamente quem tiver boa vontade vai perceber que existe gente idiota (quero ser simpática) em todas as religiões, que acreditam em qualquer ou em nenhum deus, e que circulam nos mesmos lugares que todos nós.
Não precisa se converter ou acreditar no mesmo, mas ler um pouco sobre ou até mesmo perguntar "e aí, qual é a do que tu acredita?" vão fazer um bem enorme e ampliar algo que fica dentro da caixa mágica chamada "cérebro".
Faça sua parte como ser humano e espalhe amor.

Beijos de luz & purpurina
Eu







segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cecilia

O que é o amor? Bom, ele tem doze mil formas, treze mil maneiras e sempre uma nova aparecerá. Sempre procuro prestar atenção nas emoções e nas razões humanas...
Sabia que era grande, mas não fazia ideia do quão enorme e indizível é esse novo amor. Nesse momento, ando experienciando uma forma nova, linda, cheirosa e maravilhosa que se chama Cecilia.
Sou tia e sou dinda, com certidão de nascimento e tudo agora!