sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Duendes: o nocaute

Dessa vez me derrubaram...
E derrubaram feio...


Sabe quanto tudo parece estar sob controle, tranqüilo, feliz, de bem... E de repente você - nem vê de onde - sente um baque surdo e uma força muito maior te puxando, te levando embora da realizade... E te derruba com tudo no chão?
Sem perguntar, sem explicar, sem se importar se você quer, se vai gostar ou não...?

Fui atingida em cheio...

... Por cinco criaturinhas que não chegam a ter um metro de altura, que ao me verem desprevenida, aproveitaram e atacaram sem dó nem piedade, me levando ao chão em milésimos de segundos, e só "parando" quando tinham me dominado completamente e me viam presa por um amontoado de perninhas e bracinhos me colando ao chão...

Foi só o tempo de colocar a quase menorzinha delas para o lado.

Meus pequenos me derrubaram, pularam em cima de mim e quase fizeram águinha nas fraldas de tanto rir daquela situação... E riam alto, e felizes, e cantavam, e diziam que a profe não ia sair! "Segura! Segura!"
E foi um tal de prende aqui, pisa na saia ali, gruda a mão no chão, puxa de um lado, tenta salvar a profe do outro. E juro, palavra que nunca pensei que um bando de criancinhas fosse tão forte para conseguirem me fazer ficar ali no chão parada, em baixo de fraldas.

Ah... Como sou fraca...

Fiquei ali, estirada. Rindo... Gargalhando junto com eles. Que só faziam mais era abrir os bocões em sorrisos enormes, gigantescos, fortes...
E essa galerinha foi tão forte que eu nem consegui me levantar... Verdade! Não conseguia me mexer!?

Voltei pra realidade de onde nunca deveríamos ter saído.
Eles me devolveram algo que esqueci...

Fui literalmente nocauteada.
Eu sou tão feliz... E nem sabia!


O meu maior sorriso pra você, que teve coragem de ler mais este pedacinho... E toda aquela coisa feliz que minhas crianças me mostraram!

Beijos,
Nina, a "Pofe"

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A inconstante transparência do (se) ser...

"Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém"
Biquíni Cavadão

Como é ruim ser Zé Ninguém, não ser visto, não ser enxergado, sentido, notado, percebido... Não existir.

Você tem todos os braços e abraços do mundo. É todo ouvidos, ombros, mãos, sofá, coração. Mas quando o dia não está lá muito bom, sua cara não é lá a melhor, e o dia é o seu dia de ganhar mimos e atenção...
E nada.
Nada acontece, nada vê, nada surpreeende.
Você não existe.

É o vidro incolor que protege do frio, a transparência da água que deixa ver os peixes, é o vento que refresca o calor, é o ar que se respira... E nunca se vê.
É tudo aquilo que se necessita, que se é necessário para viver e viver confortavelmente "vivo" pela vida, e exatamento como o vidro, a água, o vento e o ar você é transparente...!

Não se cobra nada que se distribua com amor e dedicação. Mas... Custa ser visível só um pouquinho?

As pessoas têm mania de pensar que os super heróis não são de carne e osso. Tem mania de transformar um ser humano bem normal e totalmente mortal em um ser inatingível, aciam de tudo e de todos, acima das calamidades, das inconstâncias, das incertezas.
A gente idolatra, transforma pessoas em mártires, em ídolos, em exemplos, em tudo de bo me mais um pouco.

Mas será que eles não sentem também?
Será que não têm o direito de chorar, de querer colo, abraço, beijo, carinho, uma mão pra dizer que tudo vai passar?

Não.
Amigos são sempre super-amigos!
Imagina... Vão eles chorar?
Conhece o Homem de Aço? É... Pois é, seu amigo é um deles!

E só te resta, se esconder, sentar e chorar.

Beijão,
Nina

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ex-pressa-R-se

Como é difícil a gente falar algo que tem vontade, não?

Tudo se estrutura na cabeça, tudo se arquiteta e na hora H, nada sai como o previsto. Talvez isto tudo aconteça por que há coisas que não precisam de explicação, não precisam de resumos ou de uma forma milimetricamente exata e perfeita para serem ditas.
Ou melhor, não precisam se ditas, devem ser demonstradas, transpiradas, inspiradas, aspiradas a cada instante, sem precisar de conctores, verbos, advérbios e dicionários que as externem e as expliquem.

Então você abre fogo com sua metralhadora bucal e quando tudo termina a sensação é de que não saiu nada do que queria dizer... E aí? O que fazer?

Complicado expressar, mas tão complicado quanto falar, ou tentar falar. Por exemplo, eu me defendo um pouco melhor ao escrever... Mas não garanto que é tão sempre assim que as letrinhas formam um amontoado com sentido e vida próprios que se jogam ao vento para se fazer chegar a ouvidos atentos - ou desatentos... Vai saber.

Expressar. Expressar-se. Expressão.

Não é lá muito fácil se fazer entender, muito menos fazer sair o que a gente gostaria que saísse.

Nada é fácil.
E se fosse simples assim, não teria graça nenhuma tentar dizer...

Bejón,
Marina

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Abra a boca

Passei meio domingo brincando de filosofar com dois peões da gestão regional. Muito legal.
Hoje, lembrei de um e-mail de um amigo que tem mil coisas na cabeça, a gente filosofa há anos, ele, pra variar, diz que não entende as mulheres, e ele me perguntou uma coisa que acho que vou responder hoje... Ou nem vou, por que a resposta pra pergunta sempre será sem pé, muito menos sem cabeça... Por que cada verdade é uma verdade e cada resposta... Bom, aí depende... Cada ser é um ser... E cada instante, é o momento certo de mudar.

"Ah, e porque diabos não falam pro cara que estão afim dele!?"

Você é você. Ponto. De repente, não mais que de repente descobre que está afim, gostando, ou "estranhando", alguém. Ponto. De repente, não mais que de repente, você encontra esta pessoa no meio do caminho e...
Agora visualize a cena:
- Oi!
- Oi!
- Mas tenho que te faalr uma coisa...
- O quê? Diga!
- Olha, sabe que eu estou afim de você!
Ponto.

Aposto que seu cérebro já se encarregou de montar a história na sua própria cabeça. E de arrumar um final pra ela. Arrisco dizer que se você está nas nuvens, a conclusão será com a frase "Nossa... Eu sempre quis dizer a mesma coisa..." e um smack apaixonado, e se você está num nevoeiro dos infernos a próxima etapa será "Ahn? Quê? Bebeste????" seguido de questionamentos sobre sua sanidade mental, gagueira, suor, palidez...

De qualquer forma, creio que uma "notícia" dessas gere mil conflitos, perguntas e respostas, mas só existem duas possibilidades ou vai, ou racha...

Mas por que é tão difícil tomar coragem e falar?
Não sei. E eu não sei mesmo.
Bom, na verdade, talvez saiba...

Emfim, deve ser aquele negócio enraizado na mulher, aquilo que as mulheres eram uma vez: escravinhas, donas de casa, "sim, senhor"... Aquele troço que todo mundo conhece, sabe e que ainda bem, não existe tanto assim mais.
Eram os meninos que tinham que chegar nas meninas. E a gente, no fundo, no fundo, ainda pensa assim... Como se eles tivessem o primeiro poder de decisão, e nós o último - sim (te quero) ou não (não quero ou não quero mais).

Concordo plenamente que a gente deve sim toamr a iniciativa e chutar o balde pra não ficar na dúvida, mas tem aquela parte que morre de medo da resposta e da reação.
Acho que todo mundo já tentou fazer isso... Alguns se traumatizaram, outros sairam faceiros da vida. O que assusta, talvez nã oseja a resposta, muito menso a verdade em si, mas o depois... E depois? O que vem depois? Como será depois?
Ai... Dá um medo...

Ainda mais se você já fez isso e levou um tufo do cão.
Bom, então, na próxima vez, você vai com calma, usa toda a calma do mundo, fica tranquïla, quieta, espera ter certeza, brinca de detetive e quando acontece... Tarde demais... Zaz! Alguém faz o serviço melhor do que você e sai com o teu trófeu na mão. Ao perdedor, não as batatas, mas fica chupando pirulito pra ver se adoça a vida.
E ainda, perde tudo o que tinha, mais o que não tinha e consegue a façanha de perder mais um pouco.
Aí, você fica com cara de tacho, pensando mil e uma coisas...

"Por que que tu não disse antes?" "Ué, por que eu tinha medo, vai que tu sumia de medo?" "Capaz... Eu não sou assim." "Ah, mas vai que você deixasse de falar comigo?" "Eu? Por isso? Nunca!"
Nariz de palhaço pra você!

Ou as pessoas mudam rápido demais. Ou elas montam personagens e brincam de Lego. Ou elas realmente se apavoram (conhece aquela máxima que diz que não se deve jamais sentar na primeira fila do balé?)...
O certo é que não há como prever uma reação.

As vezes esperar é o certo, as vezes não esperar é o certo. As vezes tudo junto é certo também.
Bom, a verdade é melhor do que a mentira sempre. E tirar a pulga atrás da orelha dá um alívio... Sempre.
Ou nem...
Ou aumenta a coceira mesmo e nem anti-pulga resolve.

Dá medo danado de revelar sim o que a gente sente.
Especialmente se está afim de alguém, principalmente se entram no jogo mil e uma coisas.
Medo. Pânico. Pavor. Ojeriza. Sim, aquela palavra que começa com "C" e termina com "aço" também. Dá um medo de perder tanta coisa...

Enfim, é um trocinho bem complicado. As vezes traumatizante. E no final das contas a gente tem que é seguir o coração. Sempre.
Por que na hora que for, as coisas vão dar certo.
Abra a boca!

Bom, tia Meg se "arrepende" de ter esperado demais sim...
E as vezes, tia Meg preferia mesmo era ter perdido só algo, pra não perder tudo...

Bejón,
Megara

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Minhas mãos estão cansadas... Ou nem???

Hoje li uma frase (que não vou postar aqui) que falou fundo... Me fez pensar em várias coisas.
E hoje, a pergunta que mais grita na orelha (há um bom tempo, na verdade) tem muita "compatibilidade de gênios" com uma música do Nenhum de Nós que diz assim
"... Minhas mãos estão cansadas/Não tenho mais onde me agarrar/Eu não vou mais me (lhe, te...) segurar/Vou deixar que você se vá..."
No encarte do Acústico 2 você poderá ver que os guris dizem que tanto faz "me, te, lhe" segurar.

Até que ponto é desistência, até que ponto é descanso, até que ponto a gente se permite retroceder um pouco pra conseguir respirar e seguir em frente?
Até que ponto a gente deve seguir, insistir, tentar e continuar?
Até que ponto?
Qual é o ponto onde devemos parar, pensar e tentar descobrir se devemos continuar segurando com força, ou largar tudo de vez?

Desistir é uma palavrinha bem complicada, cheia de ângulos e olhos. Persistir, insistir requerem muita força, coragem, fé e uma pitada de amor próprio, muitas vezes.
Quando nos damos conta que respirar é difícil, que ouvir é algo penoso, que ver é depreciativo, que há algo estranho no ar, é preciso parar e respirar muito mais do que parar e pensar. Pensar exige um esforço grande, contínuo, exige físico, emocional, psicológico. E de tanto pensar a cabeça pode entrar em curto circuito, então é bem neste ponto que respirar faz a diferença...

Se eu prosseguir, perco tudo...
Seu eu parar por aqui... Posso perder mais ainda...
Ai meu Deus!? O que eu faço? O que é correto fazer: ter esperança e lutar, ou lutar e morrer?

Ir pra frente exige escolha, voltar para trás também. Ficar parado... Também!!!! Tudo será decisão, tudo implicará em ganhar e perder. Tudo implicará em ganahr-se e muito, em perder-se...
Mas será que as vezes não é necessário perder-se um pouco pra se ganhar (ou ganhar-se)?

Quando minhas mãos estão cansadas e não tenho mais onde me agarrar tudo dói, a cabeça gira, o coração aperta, fico sufocada e com a alma na mão... Como sou parte bobona, eu choro, fico triste, calada, quietinha... E não sei pra onde correr.
Minhas mãos estão cansadas.
Não sei se devo me agarrar ou deixar-me morrer...

Quando eu penso que não há mais por que lutar... Eu penso melhor e vejo que há sim por que lutar.
Sim... Pode ser uma grande besteira conseguir encontrar razões para lutar, não desistir, acreditar... Mas, como diz a propaganda: sou brasileiro e não desisto nunca!

Ei, tudo o que realemnte vale a pena, não pode fenecer.

Bom findi,
Beijos,

Bicho da Goiaba

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada, seja lá onde ela for.
Vou-me embora pra Pasárgada na vã ilusão de esquecer...

Adoraria estar indo embora e nunca mais voltar. Esquecer de tudo o que detesto, mas esquecer principalmente da maioria das coisas que eu gosto.
Quem me dera poder arrumar todas as minhas trouxinhas e comprar uma passagem, comprar passagem não, pegar minha vassourinha encantada e rumar pra Pasárgada, não pra ser amiga do rei, mas pra viver lá calma e furtivamente, pra re-escrever toda a minha história e desta vez, com caneta dourada com pinguinhos de lilás...

Queria ir pra Pasárgada, descansar a cabeça e matar um bando de coisa dentro de mim.
Queria ir para lá e andar de pé no chão, sentir as pedrinhas embaixo dos meus pés, correr na terra seca, subir em árvore, brincar de esconde-esconde, roubar doze mil florzinhas dos jardins!!!
Brincar com as minhas bonecas que estão - coitadinhas - cheirando o mofo e o aroma abafado do sótão da minha casa. Pegar minha casinha de pônei, levar para um lugar qualquer e brincar tudo de novo! Pegar a baciazinha, fingir que é o rio mais bonito do mundo e colocar meus pôneis lá dentro... E que quando os tirasse de lá, não tivesse que me preocupar com os cabelos enozados que só nós, meninas, sabemos como ficam depois de se dar banho em cabelo de boneca.

Quero de volta todas as roupinhas das minhas Barbies! E fazer sua casinha com todos os potes e caixinhas que sobram em casa.

Em Pasárgada, seria somente eu. Sem estresse, sem atropelamentos, sem desespero, sem medo, sem agonia, sem insegurança, sem peso na alma e no coração.
Ia correr no vento, pisar na terra, me encher de "miqüim" na grama, fazer meus deliciosos bolos de terra e esquecer de tudo que não quero lembrar.

Minha anestesia não chega... Todos os ventos em que meto a cara não levam meus pensamentos...

Estou cansada da vida. Estou cansada de mim.
AH, tá, nem é tanto assim...!!! ; )

Vou-me embora pra Pasárgada, e parto hoje.
Como chegarei lá, não sei... Mas o primeiro passo é bem agora...

Beijos,
Princesa do Figo Bichado

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A Arte de DesAfiar(Se)

Lá ia eu bem bela dizer: adeus agosto, mês do desgosto...
Que besta... É setembro que vai embora!

Eu estou pesada. Mil obrigações e deveres, doze mil vontades, treze mil prós, vinte e cinco mil contras. Uma tonelada e meia de livros pra ler, outra que eu gostaria de ler sem obrigatoriedade, coisas por fazer, mudanças que talvez cheguem, novidades, enfrentamentos, confrontamentos.
Um saco de viver.
Um tédio de ler.

Mas observe bem o post anterior e reflita sobre a pergunta.
Sem graça, né, receber uma pergunta sem maiores explicações, motivações ou acompanhamentos... Uma hora dessas eu explico o por que da pergunta, detalhando tudo e tals (estou com preguicite aguda também e fome, o que me retarda mais os pensamentos).

Se você pensar nela superficialmente, não vai achar graça nenhuma nela, nem pensar direito vai conseguir, mas se tentar virar um filósofo de pouco mais que meia tigela, vai entender o que quero tentar dizer.

Adivinhe quem me deu um soco no estômago finalizando um texto com ele? Dona Martha Medeiros.
Será que a gente quer passar toda a vida senatda em frente a um computador com pilhas e pilhas de papéis ao redor? Será que quer continuar com o cabelo castanho e pele branquinha pro resto da vida? Será que quer usar sempre calça comprida pra esconder cicatrizes? Quer continuar seguindo no mesmo passo toda a caminhada? Quer ser sempre educada e não ousar falar palavrões?
Manter aparências, se vestir de acordo, trocar de telefone como troca de meia, não ofender, não criticar, manter-se sempre na sombra e fora da linha pro trem não pegar?
Será que vale realmente a pena viver de acordo com pessoas que muitas vezes não existem só pra não contrariar?

Se puder, assista "Antes de Partir", com o Morgan Freeman e o Jack Nicholson. O Deus e o quase Diabo (leia-se Deus mesmo em "O Todo Poderoso" e o canibal Hannibal Lecter) juntos.

Será que é tão válido assim viver para as convenções da sociedade, para as regras sociais de certo e errado, se colocar em segundo plano só pra ver alguém melhor?
Quanto vale deixar de si mesmo para ver um outro final?

Humm... Que coisa não?
Será que se alguém chegasse pra gente agora mesmo e dissesse "Você só tem "este" tempo de vida" faríamos algo diferente? Mudaríamos o rumo de alguma coisa e trancaríamso todos os nossos medos num armário pra começara a ser feliz perto do fim?

Será que a inquietação que tantas e tantas vezes nos persegue não seria um martelinho xarope que tenta desesperadamente nos apontar o caminho certo?
Não que eu acredite tanto assim que existe um caminho bem certo, mas acredito que todos os caminhos levam a algum lugar...
E mesmo as preces que fazemos a um Deus que parece surdo são ouvidas...
Os surdos somos nós que não sabemos ouvir o que as mensagens realmente querem dizer...

E tu, conseguiu pensar no que TE faz feliz?

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Muito cuidado quando eu disser que não sei o que falar... hahaha
Eu geralmente acabo falando pelos cotovelos...

Beijos,
Eu