quarta-feira, 15 de abril de 2009

Mon A vidA

Você pode ir 364, dos 365 dias do ano. Mas sempre será lembrado pelo 01 dia que não foi.
Não importa a causa. Você não foi.

A minha cachorra, Mona, precisa de mim. A minha faculdade e a minha futura profissão precisam de mim. Meus pais e até minha irmã (aaaaaaaaaleluia) precisam de mim. Eu preciso trabalhar (e em dois lugares) para ter dinheiro. Ter dinheiro e ir pra faculdade, pagar o bus pra lá, pagar roupa, remédio, plano de saúde; pagar telefone, médico, pilcha, viagens com o CTG. Meus amigos (VEJA BEM - como diz meu peão -, AMIGOS) precisam de mim - os amigos de interesse também. Minha família precisa de mim. A minha priminha, minha afilhada, meus sobrinhos postiços, meus aluninhos (pouco bom descobrir que um deles disse "não, eu quero a profe grande!"), a minha outra cachorra, a cachorra do meu cunhado, as da minha priminha... Também precisam de mim. A invernada precisa (????) de mim, o CTG precisa (???) mim, o movimento precisa (ah, isso eu acho que sim) de mim, as vezes até o meu peão (!!!!!!) precisa de mim (hihihi somos um par, kit promoção: compre um, leve dois)! Meus trabalhos precisam de mim, o meu terceiro trabalho (CTG) precisa de mim. E, inclusive, as pessoas precisam pensar muitas e muitas coisas de mim!?

Pois é...

A minha vida
também
precisa de
mim
.

.......................................
Minha Mona tem quatro patas, um focinho fofo, duas orelhas que se empinam pra me ouvir (pra pedir comida também). Ela tem quase 13 anos, está ficando de sobrancelhas brancas. E ela sim, também, precisa muito de mim.

Quando ela era bebê, logo no inverno frio quando a "peguei", ela dormia na cama comigo. Quando ela achava que era hora de eu acordar e queria ir no "banheiro", descia toda a cama e mordia, com aqueles dentinhos finos, afiados, o meu dedão do pé.
Ela não fala da forma igual a minha, mexendo palato, glote, epiglote, produzindo sílabas consistentes... {Segundo uma grande professora que tive os animais apenas comunicam-se para pedir comida. Eis a única coisa que eu faço questão de borrar da minha aprendizagem com ela} E não precisa. Ela tem olhos que falam mais do que mil palavras.

Onde quero chegar?Pois bem, quando todas as luzes se apagam, e todos os meus amigos de CTG se somem, e todos os meus amigos somem e eu me sinto mais sozinha do que o habitual, ela sempre me espera na porta, na caminha, aonde for... Sempre de orelhas altas, pescoço espichado e uma barrigona gorda e monoteta virada pra cima pra eu carinhar.

Ela nem se importa - ou finge que - com meus estresses e gritos sem razão.
Ela vem e me recebe de "patas" abertas, pronta pra me encher de "bejurelha" e fazer "ruguinha" quando eu encher demais o saco dela.
Todos vão e ela vem.

Essa é a minha Mona.
Essa é minha vida também.

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Beijos,
E força pra não "desistir" cedo demais...
Marina

*A Nina*



quarta-feira, 8 de abril de 2009

Por onde andei?

E numa bela manhã, despenca a ficha: por onde andei???

Por onde eu ando?

É morte, é guerra, é fome, é gente passando necessidade de todo o tipo, sendo assaltada, esfaqueada, esquartejada (não, decididamente com o mundo que temos hoje não estou sendo trágica), queimada, apedrejada. Professor apanhando de aluno, aluno mandando em professor, crianças andando quilômetros a pé, cruzando rio, andando em mato pra chegar à escola e tentar estudar...

AONDE É QUE EU ANDEI????

É tristeza, é sofrimento, é animal pagando o pato, é floresta sendo carbonizada, é bicho sendo maltratado, contrabandeado, machucado, envenenado...

Tem criança morrendo de fome e frio na esquina ao lado!

Aí tem terremoto, maremoto, vulcão cuspindo lava...

Gente do céu... Jesus, me acuda! Aonde é que eu me enfiei durante tudo isso???

Então, você chega para trabalhar e encontra tua amiga - aquela amiga de longa data, que tem há tantos anos, que até a infância parece que passaram juntas - estoa com a cara amassada, olho cheio de água, vermelho, triste, num mundo descolorido...
A casa está caíndo, os rumos são incertos, as dores são enormes, a incerteza é companhia, o medo ergue sua voz para a chamada...

AONDE É QUE EU ANDEI??????????

Uma palavra, duas palavras... A cara, a expressão resume o best seller...
- Nós VAMOS conversar. Pode ser sexta?
- Aham.
- Beleza!
Beleza, o fim de semana é meu, é teu, é de vida.

AONDE eu passei tanto tempo escondida?
Num ensaio do CTG...

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Corra atrás dos seus enquanto eles ainda estão aqui!

Beijos e troque seu chocolate, por entregar um chocolate a alguém que precisa mais do que você, aí sim será uma Feliz Páscoa,

Nina Marina

terça-feira, 31 de março de 2009

Aqui, ali e lá

A dança me tira o sono e me tira do sério...

Eu sinto cada vez mais saudade de dançar em um grupo que simplesmente gosta de dançar. Que não tem aquela sede de "sangue" (sangue traduzido como vitória pra ter o caráter forte que eu gostaria que você entendesse), aquele negócio de TENHO QUE ganhar curte o que custar, TENHO QUE GANHAR.

Bah, eu não vi nossas últimas planilhas - ainda -, e não gostei nem um pouco da porcaria da minha saia de armação ter grudado na sola da sapatilha e ter trancado meu pé, fazendo com que eu não conseguisse dar o passo que deveria dar no tempo certo da música.
Claro que ganhar é bom, mas eu estou AMANDO testar dançar "novas", danças que ficam presas aos ensaios, aos ensaios e aos ensaios e estresses gerados por todos estes ensaios.
É bom saber da nossa reação frente a uma dança nova, a um novo desafio.

MAS eu adorei saber que quem ficou em primeiro foi um grupo de gente nova, que tem garra e busca melhorar.
Gente que, creio eu, tem gana de melhorar para crescer e não simplesmente de ganahr para pisar em cima dos outros e assim fazer uma ascenção mais rápida, e cá entre nós, muito mais dolorosa, por que é FALSA. Todo aquele que para subir precisar usar de meios ilícitos, ou que fizer de outros suas alavancas, ou que precisar agredir, ferir e mentir para conseguir algo nunca sentirá o sabor de uma vitória justa e MERECIDA.

Nós, dançamos para conseguir algo.
Nós dançamos para chegar lá.
Nós estamos nos empenhando em merecer chegar lá.

Lá, no sábado da Macro de Marau.
Lá, no domingo da Macro de Marau.
Lá, no sábado de Santa Cruz do Sul.
Lá, no domingo de Santa Cruz do Sul.

Mas que saudade de só dançar...

Beijos,
Nina

quinta-feira, 12 de março de 2009

D(esc)anç(s)ar

Será que eu sei dançar?

Tenho medo de pisar no palco e parar de vez.
Dizem que ninguém deve permanecer ali simplesmente para "não largar o osso"... Mas quem é que o está segurando? Como se distingue o mito da realidade, o sonho da verdade, ou o medo da mobilidade?

Não sei se minha teimosia deve permanecer. Se a busca pelo ideal deve continuar.
Se tudo é ilusão, se tudo somente faz parte de um mundo que construí apenas para mostrar ao mundo que um manco pode andar, um cego pode enxergar, um mudo pode falar, uma anta pode dançar...

Persistência...
Insistência...
Amor...
Paixão...

Uma dança pinta de verde, amarelo e vermelho. Alardeada pelo medo, presa pelo pavor.
O espírito esta inquieto, o coração mudo, bate pesado, sem fazer nenhum som.
E o medo sobe, me aperta a garganta, amarra minhas pernas e leva e tráz toda a dor.

Eu gosto de dançar.
Eu quero dançar.
Mas será que dá pra continuar?

Não sei bem se nasci pra esse mundo. Pra mim, dança é mais espírito do que corpo, é mais expressão do que técnica, é mais esperança do que medo, é mais liberdade do que prisão.

A dança ultimamente me aperta o coração.

Ai que saudade de só dançar...

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Tchaaau,
Alguém...

quinta-feira, 5 de março de 2009

...Essencialidade...

... O essencial é invisível aos olhos... Antoine de Saint Exupéry

Ainda me pego surpresa quando, depois de muito e muito tempo mesmo, recebo um depoimento no Orkut que de certa forma exalta algo que alguém enxergou em mim há anos atrás e que enxerga ainda tanto tempo, tantas chuvas, ventos, distâncias depois...
Não sei descrever o que senti ao ler aquilo, por que ainda me deixa muda. Me emudece o fato de alguém falar tão bonito e tão delicadamente com palavras simples, em uma única frase, e ser extremamente tocante e avassalador no que diz.
Meu amigo, creio eu, só disse algo que perdura em nossa amizade. Algo que fica apesar de tantas águas rolantes em nossas vidas, algo que nem eu imaginei um dia "ser".

Ele trouxe um silêncio inquisidor e bom, mexeu com as vozes caladas dentro de mim... De certa forma me despertou do sono eterno em que vivo e me fez ver que ainda existem pessoas que enxergam além...

Todos os dias convivemos de perto e de bem perto com várias pessoas (conhecidas, desconhecidas, secretas, abertas, obscuras, claras, transparentes...), elas passam rápido, vagarosamente, discreta ou estrondosamente... As vezes somos nós que nem reparamos os outros em nosso caminho... Noutras ocasiões, passamos muito tempo tentando mostrar, aparecer, demonstrar... Nem sempre conseguimos, as vezes as coisas não saem como o esperado, somos impulsivos, desatinados, despercebidos... Ou os outros o são...

E a gente nem se dá conta de quem passa, de quem tenta, de quem passou...

Não percebemos o essencial abaixo da correria, da distância, dos acontecimentos, das brigas, dos desencontros, das conquistas, dos apoios, dos descompromissos, dos afetos, dos atos, dos corações...

Mas um dia,
um dia,
acabamos nos dando conta de quem verdadeiramente fica.

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Beijos,
Megara, Nina e Marina

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

E(u)scritora

Tenho pensado, pensado e pensado (pra varias, pensado muito) no motivo pelo qual eu ultimamente venho encontrando cada vez mais dificuldade em escrever qualquer coisa sobre qualquer assunto...

Não que eu tenha uma resposta exata e pronta na ponta da língua e dos dedos, mas percebo que tudo tem a ver com o meu pavor crescente de não ser compreendida e ter que tentar explicar tudinho nos mínimos detalhes.

Assim, eu subtraio-me.
Eu deixo de abduzir-me pelo meu próprio mundo, pelos meus próprios olhos e fico tentando explicar o que não precisa ser dito, o que justamente tem mais graça e acaba fazendo todo o sentido.

A escrita, que era o lugar ideal para minhas fugas, conflitos e ideias, torna-se uma prisão dolorosa que busca relatar o máximo de coisas possíveis, deixando de lado todo o "tcharam" que a conversa entre pensamentos gerada em mim mesma tem.

Quando me pergunto os motivos de tantas explicações, não encontro nenhum...
Ou encontro...
Talvez o medo de cair, se me suprimir, de ser trocada, abandonada, iludida, - tudo de novo - por quem menso pode me abandonar em todo e qualquer momento, de lucidez ou loucura: eu mesma.

"Quando o coração descansa a sorte vem".

Preciso descansar o coração...

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Beijos,
Eu

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Não sei se sei

Shhh...

Eu não sei o que se passa dentro de mim mesma...
Ou mais assustadoramente, posso saber e isso é apavorante também.
Shhh...

Silêncio, não quero ouvir nada agora. Preciso ficar sozinha com o monte de pensamentos que tenho e não tenho, que se chocam, encontram e desencontram, fazendo uma balbúrdia absurda dentro de minha cabeça.

Os gritos se chocam contras os espíritos e palavras e poetas mortos que ali pairam. Que correm e se debruçam sobre a minha angustiante solidão...

As palavras revoam todos os pensamentos. As ideias batem umas contra as outras, deixando um vento bem amargo de confusão.

Não sei o que pensar, não se sei, mas lá no fundo, talvez, bem sei...
Não quero mais voltar, não sei se quero ir.

E todos gritam palavras que também não sei quanto mais preciso e quero ouvir.
Não sei se sei, mas sei que sei... E continuo não sabendo.

É cansativo viver brigando com si mesmo...
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Um beijo,
Nina