Azeda, brava, briguenta, nervosa... Doce, meiga, amiga, amorosa... Todas as eus e nenhuma de nós...
sexta-feira, 29 de maio de 2009
...enLAÇamentO...
Ai que inquietação...
Ser, de certa forma, "sensitiva" é diferente disso. Isso é pior, incomoda, inquieta e pesa... Fica ali, enchendo a paciência, a alma de pedras, preenchendo cada espacinho com toneladas e toneladas de... De... De alguma coisa que pesa e pesa Muito.
Será que vai acontecer algum acidente? Um imprevisto? Ai, vão assaltar a gente... Deus, vai acontecer algo... Acho que meu 6º sentido está me avisando pra não ir... Que ficar é melhor, pois alguma coisa vai acontecer. Lá ou aqui.
Vai nada!?
Dessa vez vai nada!
Ou vai...
E é essa certeza-incerta que pesa mais do que concreto. É essa dúvida, esse medo que estendem suas mãos e a colocam na garganta pra apertar mais...
É um peso, uma sensação de culpa-sem-culpa, uma consciência pesada, um medo, um pavor...
Aí, você se dá conta de que essa geleira E-N-O-R-M-E não é um pressentimento, é na verdade a ameaça silenciosa de quem dança. A punição dos "justos" e "corretos": quem vai, não dança.
São 4 anos e meio de dedicação total e exclusiva à dança. Dedicação total e exclusiva ao CTG, à invernada, ao que eu AMO fazer.
Nesses 4 anos muitas vezes eu me deixei de lado, deixei de lado viagens, encontros, dias de vagabundagem, pra estar ensaiando.
Ensaiar é prioridade na minha vida.
Dançar é algo prioritário.
Tudo fica sim de lado para que isso aconteça... Só que eu preciso cumprir deveres que uma faixa, que um cargo trouxe... Preciso cumprir deveres também com quem apostou em mim e dedicou parceria, entendimento e confiança.
Não que atualmente seja um orgulho representar a minha Região, mas é um orgulho representar todos aqueles que acreditam em sonhos, em parcerias, em deveres e no amor por esta terra.. Que anda tão esfolada, coitadinha...
É um orgulho representar os meus amigos que ficaram "pra trás".
Eu sei o peso de meus deveres e obrigações. Sei que nenhuma punição é mais forte do que aquela que submeto a mim mesma.
Sei o quê e quanto vou perder.
EU SEI.
E esse talvez seja todo o problema...
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Com o coração apertado, vou acompanhar minha Gestão Regional ao Concurso Estadual de Prendas...
Meu coração vai e meu coração fica. Bem enLAÇadO.
Beijos,
A Prenda...
Princesa do Figo Bichado
quinta-feira, 21 de maio de 2009
...???
Se largo tudo e começo de novo.
Se fujo, se abandono, se, ENFIM, desisto...
Ir é abandonar sonhos, projetos e amor. É jogar no lixo uma das partes que mais amo da minha vida.
A desilusão é grande.
A tristeza é enorme.
Teimosa? Mula? Briguenta?
Sim, sou, e muito.
Mas só brigo pelo que amo.
E eu amo muito...
Enfim... Decidindo o que fazer, tentando descobrir o que fazer, e talvez decretar o fim.
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Eu preciso dizer que não sou tão "corajosa" assim?
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Vida nova, aí vou eu!
Eita vidona inexplicável...
É a voz do "acaso"...
Nina
sexta-feira, 15 de maio de 2009
...Anita da China...
Uma prenda de faixa ganha super poderes...
Não tem fome, não sente sede, sono, frio, cansaço. Não sente nada!
Esqueceram de dar a ela o super poder do auto-controle, da matraca fechada, o poder de aprender com os erros e evitar o "tudo igual".
Uma prenda não sente nada!
Não é nada.
Não faz nada.
Uma prenda é um grande nada.
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Uma prenda sempre erra...
Ela afasta.
Ela corre.
Ela foge.
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Anita paraguaia!
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Besos,
Todas as nós...
Meg
Nina
Marina
E quem mais estiver aí e não quiser "sair"
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Mon A vidA
Você pode ir 364, dos 365 dias do ano. Mas sempre será lembrado pelo 01 dia que não foi.
Não importa a causa. Você não foi.
A minha cachorra, Mona, precisa de mim. A minha faculdade e a minha futura profissão precisam de mim. Meus pais e até minha irmã (aaaaaaaaaleluia) precisam de mim. Eu preciso trabalhar (e em dois lugares) para ter dinheiro. Ter dinheiro e ir pra faculdade, pagar o bus pra lá, pagar roupa, remédio, plano de saúde; pagar telefone, médico, pilcha, viagens com o CTG. Meus amigos (VEJA BEM - como diz meu peão -, AMIGOS) precisam de mim - os amigos de interesse também. Minha família precisa de mim. A minha priminha, minha afilhada, meus sobrinhos postiços, meus aluninhos (pouco bom descobrir que um deles disse "não, eu quero a profe grande!"), a minha outra cachorra, a cachorra do meu cunhado, as da minha priminha... Também precisam de mim. A invernada precisa (????) de mim, o CTG precisa (???) mim, o movimento precisa (ah, isso eu acho que sim) de mim, as vezes até o meu peão (!!!!!!) precisa de mim (hihihi somos um par, kit promoção: compre um, leve dois)! Meus trabalhos precisam de mim, o meu terceiro trabalho (CTG) precisa de mim. E, inclusive, as pessoas precisam pensar muitas e muitas coisas de mim!?
Pois é...
A minha vida
também
precisa de
mim
.
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Minha Mona tem quatro patas, um focinho fofo, duas orelhas que se empinam pra me ouvir (pra pedir comida também). Ela tem quase 13 anos, está ficando de sobrancelhas brancas. E ela sim, também, precisa muito de mim.
Quando ela era bebê, logo no inverno frio quando a "peguei", ela dormia na cama comigo. Quando ela achava que era hora de eu acordar e queria ir no "banheiro", descia toda a cama e mordia, com aqueles dentinhos finos, afiados, o meu dedão do pé.
Ela não fala da forma igual a minha, mexendo palato, glote, epiglote, produzindo sílabas consistentes... {Segundo uma grande professora que tive os animais apenas comunicam-se para pedir comida. Eis a única coisa que eu faço questão de borrar da minha aprendizagem com ela} E não precisa. Ela tem olhos que falam mais do que mil palavras.
Onde quero chegar?Pois bem, quando todas as luzes se apagam, e todos os meus amigos de CTG se somem, e todos os meus amigos somem e eu me sinto mais sozinha do que o habitual, ela sempre me espera na porta, na caminha, aonde for... Sempre de orelhas altas, pescoço espichado e uma barrigona gorda e monoteta virada pra cima pra eu carinhar.
Ela vem e me recebe de "patas" abertas, pronta pra me encher de "bejurelha" e fazer "ruguinha" quando eu encher demais o saco dela.
Todos vão e ela vem.
Essa é a minha Mona.
Essa é minha vida também.
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Beijos,
E força pra não "desistir" cedo demais...
Marina
*A Nina*
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Por onde andei?
Por onde eu ando?
É morte, é guerra, é fome, é gente passando necessidade de todo o tipo, sendo assaltada, esfaqueada, esquartejada (não, decididamente com o mundo que temos hoje não estou sendo trágica), queimada, apedrejada. Professor apanhando de aluno, aluno mandando em professor, crianças andando quilômetros a pé, cruzando rio, andando em mato pra chegar à escola e tentar estudar...
AONDE É QUE EU ANDEI????
É tristeza, é sofrimento, é animal pagando o pato, é floresta sendo carbonizada, é bicho sendo maltratado, contrabandeado, machucado, envenenado...
Tem criança morrendo de fome e frio na esquina ao lado!
Aí tem terremoto, maremoto, vulcão cuspindo lava...
Gente do céu... Jesus, me acuda! Aonde é que eu me enfiei durante tudo isso???
Então, você chega para trabalhar e encontra tua amiga - aquela amiga de longa data, que tem há tantos anos, que até a infância parece que passaram juntas - estoa com a cara amassada, olho cheio de água, vermelho, triste, num mundo descolorido...
A casa está caíndo, os rumos são incertos, as dores são enormes, a incerteza é companhia, o medo ergue sua voz para a chamada...
AONDE É QUE EU ANDEI??????????
Uma palavra, duas palavras... A cara, a expressão resume o best seller...
- Nós VAMOS conversar. Pode ser sexta?
- Aham.
- Beleza!
Beleza, o fim de semana é meu, é teu, é de vida.
AONDE eu passei tanto tempo escondida?
Num ensaio do CTG...
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Corra atrás dos seus enquanto eles ainda estão aqui!
Beijos e troque seu chocolate, por entregar um chocolate a alguém que precisa mais do que você, aí sim será uma Feliz Páscoa,
Nina Marina
terça-feira, 31 de março de 2009
Aqui, ali e lá
Eu sinto cada vez mais saudade de dançar em um grupo que simplesmente gosta de dançar. Que não tem aquela sede de "sangue" (sangue traduzido como vitória pra ter o caráter forte que eu gostaria que você entendesse), aquele negócio de TENHO QUE ganhar curte o que custar, TENHO QUE GANHAR.
Bah, eu não vi nossas últimas planilhas - ainda -, e não gostei nem um pouco da porcaria da minha saia de armação ter grudado na sola da sapatilha e ter trancado meu pé, fazendo com que eu não conseguisse dar o passo que deveria dar no tempo certo da música.
Claro que ganhar é bom, mas eu estou AMANDO testar dançar "novas", danças que ficam presas aos ensaios, aos ensaios e aos ensaios e estresses gerados por todos estes ensaios.
É bom saber da nossa reação frente a uma dança nova, a um novo desafio.
MAS eu adorei saber que quem ficou em primeiro foi um grupo de gente nova, que tem garra e busca melhorar.
Gente que, creio eu, tem gana de melhorar para crescer e não simplesmente de ganahr para pisar em cima dos outros e assim fazer uma ascenção mais rápida, e cá entre nós, muito mais dolorosa, por que é FALSA. Todo aquele que para subir precisar usar de meios ilícitos, ou que fizer de outros suas alavancas, ou que precisar agredir, ferir e mentir para conseguir algo nunca sentirá o sabor de uma vitória justa e MERECIDA.
Nós, dançamos para conseguir algo.
Nós dançamos para chegar lá.
Nós estamos nos empenhando em merecer chegar lá.
Lá, no sábado da Macro de Marau.
Lá, no domingo da Macro de Marau.
Lá, no sábado de Santa Cruz do Sul.
Lá, no domingo de Santa Cruz do Sul.
Mas que saudade de só dançar...
Beijos,
Nina
quinta-feira, 12 de março de 2009
D(esc)anç(s)ar
Será que eu sei dançar?
Tenho medo de pisar no palco e parar de vez.
Dizem que ninguém deve permanecer ali simplesmente para "não largar o osso"... Mas quem é que o está segurando? Como se distingue o mito da realidade, o sonho da verdade, ou o medo da mobilidade?
Não sei se minha teimosia deve permanecer. Se a busca pelo ideal deve continuar.
Se tudo é ilusão, se tudo somente faz parte de um mundo que construí apenas para mostrar ao mundo que um manco pode andar, um cego pode enxergar, um mudo pode falar, uma anta pode dançar...
Persistência...
Insistência...
Amor...
Paixão...
Uma dança pinta de verde, amarelo e vermelho. Alardeada pelo medo, presa pelo pavor.
O espírito esta inquieto, o coração mudo, bate pesado, sem fazer nenhum som.
E o medo sobe, me aperta a garganta, amarra minhas pernas e leva e tráz toda a dor.
Eu gosto de dançar.
Eu quero dançar.
Mas será que dá pra continuar?
Não sei bem se nasci pra esse mundo. Pra mim, dança é mais espírito do que corpo, é mais expressão do que técnica, é mais esperança do que medo, é mais liberdade do que prisão.
A dança ultimamente me aperta o coração.
Ai que saudade de só dançar...
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Tchaaau,
Alguém...