sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Oiiiiiiii


Agora é SÉRIO, nem sério, mas SERÍSSIMO: ou eu paro por vontade própria ou o meu corpo vai me parar pela vontade dele.

Não sou magra por opção, mas por estresse.
Não tenho a imunidade quase zerada de novo por falta de cuidado, mas por falta de descanso, por falta de descanso da mente e do coração.

Já entendi que não sou responsável por todas as coisas que acontecem no mundo e ao meu redor, mas ainda não consigo não me sentir responsável por coisas que não dependem de mim.

Dançar é bom? É. Mas não pode mais ser o motivo da minha falta de desncanso.
CTG é bom? é, mas não pode mais ser o lugar que eu passo 25 horas por dia.

Eu preciso estudar mais, me divertir mais, me distrair mais, passear mais com minhas cachorras, arrumar mais o cabelo das minhas afilhadas, dar mais atenção para as minhas amigas, rever os meus velhos amigos, viajar pro Paraná, sair correndo atrás da velha gente louca que conheci. Inclusive, preciso ir pro Uruguai, Argentina, México ou qualquer lugar de língua espanhola pra finalmente poder cuidar mais da minha vida.

Minha vida...
Pois é.
Se eu não parar de querer ajudar a tudo e a todos, continaurei assim, sozinha. Tão sozinha que até minha imunidade me deixa. E abre as portas para todos os males do mundo.

Vou dar um tempo.
E isso é recomendação médica URGENTE.

Beijos

sábado, 24 de outubro de 2009

Aqui, lá, sempre de volta outra vez


Meus amigos me devolvem o chão, quando menos espero e mais preciso...

- Megssssssssssssss! Tenho que te contar uma coisa...
- O quê?
- Vou contar e tu vai saber tudo de uma vez: estou grávida e é uma menina!

Meus amigos mais antigos aparecem quando eu mais preciso que me devolvam o ar e a vida que "perdi".
Preciso, devo estar e ser mais presente na vida deles, não importa quantos quilômetros nos separem e quantos anos nos distanciem.

E chegará Laura!

Sempre Meg!

Beijos,
Megara

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Chará{da}


"A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a ganhar menos do que precisa. E a pagar mais do que as coisas valem ()... A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma."
Marina Colasanti


sábado, 10 de outubro de 2009

... 34 dias para a final...

Foi um ano de sufocos... Muitos sufocos...
E agora que conseguimos chegar no lugar "mais longe" qual é a atitude perante isso? Respondo - com base no que vi no segundo ensaio depois da "passagem carimbada" pra final -, NENHUMA.

O que vi hoje não condiz com a busca incessante de um grupo que se matou feriados a fio, manhãs, tardes e noites, correndo de um lado a outro pra ensaiar. O que vi condiz com um bando de "sei lá o quê" que não valorizam a oportunidade de mostrar pro estado inteiro que EXISTIMOS. De mostrar que a "dança arte" reside - mais do que na perfeição - na beleza da força que vem de dentro, que consegue balançar o mais duro coração. que estremece a mais insensível alma humana.
...
Eu tentei ao máximo dar o melhor de mim.
Não gosto de ensaiar sozinha, mas eu ri o mais que pude, eu cantei o mais alta que consegui, eu dancei como nunca, por que eu peno, há CINCO ANOS, para merecer dançar!

O meu maior objetivo era dançar no sábado de uma Macro Regional. Atingi isso na minha primeira, em 2007, quando, mais do que isso, passamos para o domingo.
Hoje, 3 anos depois, passamos pra a final em Santa Cruz, local aonde ano passado eu descobri que poderia SIM estar, pois vi seres humanos iguais a mim dançando e fazendo o que EU TAMBÉM SEI FAZER!

Eu não quero fazer feio em Santa Cruz.
EU NÃO VOU FAZER FEIO EM SANTA CRUZ.
Mas o meu nome, a minha cara estão diretamente ligados a maravilha ou catástrofe que o NOSSO grupo fizer.

Eu pisarei naquele palco de cabeça erguida, para poder dizer com toda a DIGNIDADE do mundo que mereci, por mérito próprio, dançar numa final.

Local, que jamais imageinei poder um dia.

Beijos,
Marina

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

É amanhã...

É amanhã...

Há tempo ando congelada, dura, enrijecida... Mas agora me bateu um medinho, uma inquietação por dentro.
Dá vontade de ficar imaginando o que vem pela frente... E não dá. Não quero nem ver a hora de sortear as danças... Que medo... Que pânico!
Um ano inteiro posto à prova em mais ou menos 25 minutos contatos no relógio.
Um ano inteiro resumido a 3 danças. Nem as melhores, nem as piores, mas as 3 que o destino buscou.

Dizem que de certo, certo mesmo, só existe a morte... Ou quase, no nosso caso, existe de certo o "esquadrão da morte"... Aquela gente que está aí todos os anos e que dificilmente, quase impossivelmente, de novo estará.

Sim'bora pra luta!

Penso eu, cá com meus botões, que Deus deu as mesmas armas para todos nós. As mesmíssimas armas, nos constituiu da mesma, mesmíssima matéria. Espalhou uns pra cá, outros pra lá, outros "más allá" e "sentou" pra ver. Ele deu a todos o mesmo, mesmíssimo poder do "livre arbítrio", da livre escolha, do livre ir e vir.
...
Passamos um ano enfurnados embaixo de telhados de zinco, fechados em pleno dia de sol, trancafiados em plena balada, martelou nossos "músculos cardíacos" entre estudos e ensaios, sono roubado, manhãs de domingo roubadas, inverno bom pra dormir em cama quentinha, adivinhem... Roubados!
Estapeia aqui, esbofeteia ali, passa um breuzinho "véio" pra não escorregar. Passa gel aqui, busca a maquiagem ali, prega uma tacha na sola da bota lá. Laquê para impermeabilizar!!!!

O cansaço pula pra fora agora... Mas calma lá! Faltam dois dias...
E vamos lá.

Marau... Aí vamos nós.

Ai que inquietação...

Beijos,
Marina

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

~*~ Entre Fadas e Princesas ~*~

Acordei cansada e com sono, muito sono. Era tanto cansaço, que chegava a doer. Trabalha de manhã aqui, de tarde trabalha lá, de noite corre pegar o "busão" pra aula, 2 horas de viagem, aula, mais 1h30min de volta, vai dormir 1 e lá vai bico... Sem contar que no dia anterior, todo o corre-corre incluía reunião, aula com os pequeruchos, ensaio até a 1 e pouco...
Cansaço??? Imagina! O que é isso???

Mas vamos lá, palavra é palavra e logo o CTG seria invadido por dezenas de crianças.
Semana Farroupilha do CTG, abrimos as portas para receber os mini-gaúchos e gaúchas de todas as querências, digo, escolas da cidade.

Eu sempre digo: prenda é um trambolho ambulante.
Metros e mais metros de tecido, metros e mais metros de tule, meias, bombachinha, amarra aqui, abotoa ali, prenda lá... E a pior parte: cabelo...
Seria tão mais prático cortar tudo fora e comprar dezenas (centenas) de perucas, todas diferentes, de coque, trança, "book", franja, liso, enrolado... Mas não! NÃO!
Dia de chuva é um desastre.
Dia de cerração é uma catástrofe. Tudo fica pior, o cabelo não para quieto, todos os fiso nascentes querem mostrar que tem vida e estão ali, marcando presença! Uhu!

Vai pro inferno cabelo de meleca... ... ...

Duas horas depois (hipérbole) e você, enfim, consegue iniciar a maquiagem...
Péssima notícia... Recomeça o martírio...

Quando tudo está quase OK a porcaria do rímel empurra todos os cilios pra cima da pálpebra. Resultado? A sombra que era cor de rosa está "maravilhosamente" pontilhada de preto, num estilo emo-nerd-gótico total... Pra fazer qualquer criancinha nunca mais dormir de tanto medo!
Limpa... Minto. A palavra é CAMUFLA tudo!

E "zô" passar "limpador de maquiagem", por que o estrago foi tão monstruoso que nem soterrar aquilo de sombra esconderia... E aí sim, joga sombra rosa de novo, minha gente!
Ah, esqueci de mencionar: passe pancacke (ou seja lá como se escreve, que só de lembrar, fico nervosa e dá preguiça de procurar no Google) pra camuflar o resto do estrago... Sim, por que prenda de cara lavada... E com olheira...

Tá ótimo agora!
Parece uma monstra recém saída do castelo da Bela Adormecida.

Mais 15, 20 minutos de caminhada-corrida-disparada até o CTG (por que eu não ia pagar táxi - vai você pagar a pilcha nova e cara do grupo - e pedir pro pai... Uma hora ele ainda me mata)... Sim, embaixo da cerração MARAVILHOSA... Não tem cabelo que aguenta...

NÃO, decididamente eu não sou ligada a aparência e ficar se enfeitando, e afrescalhando. NÃO MESMO! O negócio é que uam certa vez, por causa de uma certa criaturinha de menso de meio metro de altura eu prometi pra mim mesma que NUNCA deixaria de me arrumar adequadamente quando vestida de prenda...

E cheguei, e me troquei.

Aqueles olhinhos... Tantas perguntas... Tantas portas se abrindo...

Mais tarde, chega mais um ônibus.
A professora tem que descer aqueles pedaços de gente por que não tem tamanho compatível com a escadaria do microônibus...

Eu só vejo uma mãozinha gorda sendo passada pelo comprimento do meu vestido, acompanhada de dois olhos arregalados e um sorriso estatelado me olhando...
- Tu parece uma princesa...

No final da tarde, ganhei uma abraço do meu amigo como agradecimento por ajudar a contar histórias, explicar pilchas, utensílios e todo o mundaréu de coisas que organizamos...
Como se precisa me agradecer... Nem parece que minha alma gosta daquilo...

Nisso, sinto um apertar de minhas pernas (eu tenho 1,80m...).
Olho pra baixo e vejo a pequenina, agarrada em minha saia...

Não tem como descrever o sorriso daquela criança...
Me abaixei e disse que queria um abraço. Acho que ela nem acreditou. Não que tenha dito meia palavra, mas aqueles dois olhinhos contaram o segredo...

Sempre crianças! Sempre as crianças!

Foi assim que eu me lembrei POR QUE eu ainda sou uma Prenda.


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Semana Farroupilha... Meu ogulho de ser do Rio Grande!

Beijos,
Marina