quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Amizade

Olha, amizade é algo que tem mil definições ao mesmo tempo que não tem uma que a defina, nem um conjunto, um conglomerado... Amizade é algo que se oferece, se conquista, não se compra, nem se vende, nem se empresta.
Amigo é alguém que pode ser meio tonto, meio perdido, todo certinho, engomadinho ou desleixado, que dá pitaco, que oferece ajuda, que oferece parceria e carinho. Um sem número de coisas, de encontros e desencontros.

As vezes o silêncio faz parte da amizade, mas não é um silêncio mudo, omisso, mentiroso.
Quando o silêncio é assim, não é amizade.

Talvez fosse interesse ou necessidade ou sabe-se lá o quê. Mas não é amizade.
Quando a gente escolhe deixar o "amigo" em fogo cruzado, quando a gente se omite e quando a gente não enxerga que tem um cara legal APESAR do cara ruim, não pode ser amizade. Amizade é algo que se sente, um clique de estrela, um desinteressamento interessado, um tabefe nas costas, um palavrão bem dito, um xingamento, um chororô. É aceitar as pessoas, como são, apesar do que são, com o que são. Aceitar a pessoa com seus erros e acertos, qualidades e defeitos, imperfeições. Não é concordar com tudo, mas é sobretudo estar junto, independente da situação. Apontando erros, acertos, melhorias, reconstruções...

É estar junto mesmo com discordâncias. Não é se omitir, mentir, fingir e enfiar a faca pelas costas. Isso não é amizade.

Que os poucos e bons estejam sempre por perto. Por que eu não sou perfeita, mas não sou só erros. Que estes poucos e bons mais uma vez estejam comigo neste ano, o mais importante pra mim, e continuem sendo meus amigos, só pelo prazer de falarmos besteira e ouvirem minhas loucas histórias.
Os poucos e bons ficam, é da ordem natural da vida. O resto passa enquanto eu passarinho.

Beijos!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Então


As vezes é tanta tristeza, tanta lágrima acumulada... Tanta lágrima aprisionada...

Um dia a gente sufoca de tanta água contida...



 

domingo, 18 de novembro de 2012

(d)ançAR

Eu não danço mais.
Sou uma dançarina aposentada.
E o que mais incomoda é a incerteza, é não saber se esta condição é definitiva ou temporária, se temporária, até quando?

Dançar foi um processo, foi algo muito doloroso. Se transformou em algo lindo, em dança mesmo, pura, linda, transbordante, mas é inegável a dor que causou e todos os problemas que trouxe.
Transcender tudo isso foi um processo maravilhoso e ainda o é, mas é doloroso...

Dói não dançar, não estar no palco, não tocar as pessoas.
Dói não fazer mais algo que gosto, que amo, que respeito e admiro.

Mas doeu mais ainda tanta coisa que precisei descobrir, a forma como saí, como decidi parar.
Bah, é algo que espero que passe um dia... Acho tão bonito as pessoas saírem, pararem e nutrirem um amor tão lindo pelo que foi e pelo que ficou... Não consigo, tenho ainda muita tristeza, raiva, muito nojo do que foi feito... Posso usar mil palavras, mas ainda não sei descrever e expressar adequadamente.
Injustiça é algo dolorido e triste...

Não sinto falta de pessoas ou entidade. Sinto de dançar. A dança era verdade, o resto...

Mas agradeço a Deus por não terem tirado o meu amor a dança, por não terem matado o meu amor pelo que faço, pelo que acredito, pelo Rio Grande. Isso, gente mesquinha e que um dia ficará em definitivo para trás, não matou e nem vai matar.

E agora, distante, vejo com clareza muitas outras coisas, e descubro conceitos verdadeiros e não nublados e deturpados por egos medonhos. Tem muito mais coisas a frente...


"Se o que você os dá não é o que eles querem, não tenha medo de ir embora'. A primeira coisa que você tem para confiar é seu instinto, a sua coragem, esse é realmente o jeito que acredito que eu pude estar por aí num tempo tão longo, somente fazendo o que é correto para mim. O que é correto para outra pessoa não é correto para mim, sabe, então eu apenas confio no meu instinto". Jhonny Depp

Mas o que dói é não saber se um dia voltarei a fazer o que eu gosto, ou quando será. O certo é que por enquanto não dá.
A gente precisa sarar, cicatrizar pra poder talvez voltar ao mundo da magia...

Um beijo,

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Professores

EU ACHO QUE não somos nós que escolhemos nossa profissão, é ela quem nos escolhe. Ser professora não era o que estava no meu plano... Massssssssss era o que tinha que ser...

Meus pais sempre me ensinaram a respeitar as pessoas. Quando entrei na escola láaaaaaaaa em 1990, não foi diferente, as instruções deram conta de que eu deveria respeitar e obedecer o que a professora mandasse. Dito e feito.

Nunca fui uma má aluna. Sempre tive boas notas, sempre obedeci e colaborei, fiz meus temas, respeitei os colegas. Agora na universidade, as vezes a vida prega peças, e nem tudo sai como deveria... Mas...

Quando entro na sala de aula o coração bate forte, nunca se sabe o que se vai encontrar, ou que nova resposta vai aparecer... Ninguém nos prepara para enfrentar tudo, nem na sala de aula, nem na vida. Ninguém nos diz quando realemnte estamos prontos, e a cada dia parece que sabemos menos... Parecemos tão pequeninos frente a um universo de possibilidade e coisas-importantes-que-todo-aluno-deve-saber.

Tem gente que pensa que o fim da faculdade chega com uma caixinha contendo tudo. Sim, TUDO. Tudo e pronto e deu, sem mais novidades. Tem gente que pensa que um diploma é tudo (sabe aquela gente que tanto falei que pensa que uma faixa de prenda é tudo? Então...)... Se um pedaço de papel resolvesse todos os problemas............
Um diploma não é tudo, se fosse, pais deveriam ter um também, e aprenderem que professores não são escravos e muito menos saco de pancadas que devem ser socados por todos os alunos que acham que estão sempre certos. Pais precisariam de diploma para aprenderem a diferenaç entre ensino, educação, aprendizagem... Quem sabe assim daria o devido valor ao esforço que muitos professores fazem para que os filhos de alguém se tornem Alguém.

Um diploma não é tudo e educação vem de casa.
Se meu diploma "ainda não está pronto", não quer dizer que eu saiba nada, nem que saiba tudo. É algo que depende do meu dinheiro, do meu tempo, da disponibilidade da universidade, da vida... Não devo ser desqualificada por não ter um pedaço de papel. Falo isso, por que já fui, por que já ouvi que escrever certo não tem serventia nenhuma, que não é necessário escrever um convite corretamente, que não faz diferença...

Essa gente já me fez sentir inferior, despreparada, ignorante, burra, uma "passageira do curso"... Desacreditar de si mesmo é algo terrível, doloroso...

Mas quando um pai, um vô, chega e te agradece, com o mais sincero sentimento... Não tem preço... Não tem palavra, não tem como explicar... É um sentimento tão incrível...

E aí, vem o Dudu, que quando começa a juntar as letrinhas e metralhar palavrinhas... Mesmo sem ainda conseguir entender o sentido do que lê... Meu Deus... Isso eu não tenho como descrever mesmo. E nem tenho como agradecer esse presente, essa coisa linda e maravilhosa que a vida, que Deus me trouxe...

Que todos um dia saibam o valor de algo tão singelo... E saibam o valor de alguém que dedica a sua vida a fazer com que você se torne um nome em meio a multidão.

Beijos!



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O que não me comove - mais -

Então...

Semana Farroupilha não me comove. Carinha de anjo, celebração de juventude, frases "fortes", lágrimas "cristalinas", suor lavado, nada mais me comove.
Não comovem gritos de guerra, hino estufado, proposta "colorida", amizade fingida, palavras... Decretos, leis, imposições, histórias, contos e lendas, nada disto comove um nada do meu corpo. Muito menos da alma.
A falsidade, os joguetes, os fingimentos, as apropriações, as maldades veladas, línguas traiçoeiras, a mentira, o fingimento, a história por trás da história... Tanta e tanta coisa ficou para trás. O joio foi se separando do trigo, o melhor foi ficando e quem era amigo não necessariamente abriu a boca quando deveria... Mas pelo menos não atraiçoou.

Semana Farroupilha não me comove.
Fazer os outros felizes não é mais a prioridade. Tenho vida própria e é a ela que devo felicidade.
Não me comovem mais mentiras, inimizades veladas, ajudas fingidas, muito menos teatros de bonecos. Cortei as cordas da marionete.
Não me comovo com a falsidade dos sorrisos, das frases e palavras de pseudo-apoio, das mãos estendidas que seguem de outra sustentando uma faca. Convites, cumprimentos, beijinhos. Nada que tenha embutido veneno peçonhento me comove.

Aos amigos, as portas estão sempre abertas. Assim como os armários, acessórios, roupa, chinelo, o que for. Aos outros, e sem desculpas, não me comovem mais...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Vida e Morte Elvis

Estou ouvindo Elvis.
Fazem 35 anos que ele "partiu antes"... Do que eu, do que tu (talvez), antes do que deveria certamente.

Eu cresci ouvindo Elvis. É uma voz que me cativa, que parece que segura meu coração na mão, que amansa meus ouvidos. Não sei explicar como é que mexe comigo um cara que eu nunca vi e só ouvi em LP. Agora em CD e Youtube.

Elvis é Elvis... Uma grande voz, um cara cativante, lindo, divoso, estiloso... E que faz falta.

Como vi por aí, "Rock In Peace".

Elvis vive.