Este recado é um daqueles "mais do mesmo", mas não um "mais do mesmo" qualquer, e sim "mais do mesmo da Marina", então, já viu... Senta ali queitinho e "guenta", por que é uma vez a cada século...
Não falemos de 2010... Em teoria pelo menos, pois preciso agradecer pela compreensão-não-compreendida por minhas tantas faltas por causa do CTG, por permitirem-sem-permitir a minha distância, os meus tiltes, meus surtos, meus estresses e minhas crises existenciais... Com direito a ataques de riso e muitas crises de choro... Se bem que eu andei tão atarefada, tão preocupada, tão correndo, que nem pra chorar eu tive tempo... Não que vontade não tivesse...
Lembro sempre de cada um.
Tenha certeza que quando eu deito o cabelo no travesseiro, ou quando me pego sozinha bem no meio de um monte de gente, bem no meio da minha invernada, eu quase morro de tanta tristeza por lembrar - e ter bem presente - o quanto cada um me faz falta... E o quanto eu sei que posso fazer falta.
É a minha afilhada, é o meu amigo, é a minha família, é a Mona, é a Luna, é a minha prima, é aquela pessoa que me ensina muito, é aquele ser que nem sabe que eu existo, mas que faz uma tremenda diferença na minha vida... Como dói chegar no fim do ano e se dar conta dessas pequenas dores diárias...
O inexplicável não tem explicação, né...
Bom, em se tratando de eu, se tivesse uma, uminha explicação lógica, já sabemos que seria, bem, sei lá... Qualquer outro ser, menos yo misma!
Não vou prometer nada, por que, sempre digo aos chegados: não acreditos em promessas, acredito em ações. Então, só vou dizer (e me ajude a lembrar e fazer, por favor!) que serei sempre eu mesma, apaixonada pelo Nenhum de Nós, um ser humano sem pino de centro, pronto para fazer as maiores ridiculices do planeta, uma manteiga derretida, chata, rebelde, briguenta, uma monstar de tão ruim e uma pessoa presente.
Com tudo isso, quero dizer que aprendi muito contigo, lembrei muito de ti (sempreeee), e que QUERO (sentiu o poder da palavra???) que o teu ano seja maravilhoso, alegre, divertido, feliz! E que tudo aconteça quando e como tem que acontecer. Nem antes, nem depois.
Que seja leve e sereno e feliz! ; )
Te adoro muito e desejo muito eu na tua vida em 2011, meu amigo!
Beijos,
Marina
Azeda, brava, briguenta, nervosa... Doce, meiga, amiga, amorosa... Todas as eus e nenhuma de nós...
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Mimferrei
Nunca falei que as vezes eu só quero nada?
Pois então... As vezes eu só quero ficar entocada no meu mundinho escondido, fazendo nada de útil e tudo de inútil, como por exemplo: nada.
Amanhã eu já sei que é um dia assim. Linda frase, não? É que agora, eu nem dormi ainda, então amanhã ainda é hoje. Entendeu? ; )
Bom, enfim. Eu queria ficar em casa, com meus tornozelos inchados por casua do baita sol que peguei na segunda. Sem protetor, sem bronzeador, sem nada, além de água e sol. Não tenho paciência pra bronzeado, então eu olho pro sol, ele olha pra mim e pronto! Tenho que ficar "colorida". Neste caso, literalmente, por que eu fiquei nada mais, nada menos do que vermelha. Assim mesmo na cor que mostrei.
Tá.
Queria eu ficar pensando na minha nada mole vida, no que eu pretendo fazer, no que quero pra mim, no que preciso construir, nas coisas que eu tinha que ter ficado quieta, no que é preciso arriscar e no que eu não devo arriscar NUNCA. Bem assim, grande, espalhafatoso, pra "nunca" valer e ser efetivado, visto que a pessoa aqui já arriscou, por que ousar era o melhor, e? E? E? Se frodeu... Bem assim também, com a benção de Frodo, pra não ficar tão feio assim...
Por que quando a gente não quer fazer nada tem mil convites pra aceitar? E quando a gente quer fazer alguma coisa não tem absolutamente nada pra fazer?
Já sei, é da mesma ordem da divina lei que garante QUE quando tiver um convite, algo pra se fazer, bem bom, mas bem bom mesmo, tenha certeza que duas ou mais coisas bem boas acontecerão no mesmo momento, e você, queridinho, vai ter que optar por uma só.
Enfim...
Eu queria ficar em casa, cozendo a minha "amarguidão", refogando as minhas coisas chatas, pesquisando no Google quando é que as coisas boas vão acontecer pra mim. Queria que a Wikipedia (eu estou com preguiça de procurar com ose escreve isso certo) me dissesse com certeza absoluta que ali, na próxima página alguma coisa boa vai acontecer... Alguma das coisas que espero.
Entra ano e sai ano e eu tento me convencer que "agora vai", "agora vai", mas nunca dá... Não, não é pessimismo, é constatação. A sorte, o acaso, o acontecimento, está sempre na porta ao lado. Nunca acerta a minha campainha, acredita?!
Se vai pra um lado, sei vai pra outro, se vria, corre, dobra, desdobra, faz igual, faz diferente, tenta, retenta, muda... E nada...? Nunca!?
Não, em outra vida eu devo ter sido uma sei lá o quê, marafona, desgraçada, idiota, vacona... Sei lá. Fui algo muito ruim pra ter escolhido "passar assim" nessa vida, hein... Buscando semrpe algo que está lá... Lá. Não, tá lá. Lá. Opa, desculpe, é lá... Gente... Imagina só. Ou não, me dá até vergonha de imaginar o que é que eu fiz pra decidir voltar sendo assim. o.O
Pois, enfim, vou dormir, que meu papo quando estou com sono é um melodrama... Bom, sono, eu estou com sono, mas quem das eus escreve isso?... ... ... ... ...
MistÉÉÉÉrio.
Aí que está. Eu queria ficar no meu casulo. Pro resto da vida.
Ou não...
É que eu me encho de coragem, e 12 milésimos de segundo depois, perco tudo. hehehe
Pois é... Acho que as eus estão se pegando pelos cabelos...
Então vou cumprir com a ordem do dia pra não decepcionar ninguém. Além de mim.
Beijos
Pois então... As vezes eu só quero ficar entocada no meu mundinho escondido, fazendo nada de útil e tudo de inútil, como por exemplo: nada.
Amanhã eu já sei que é um dia assim. Linda frase, não? É que agora, eu nem dormi ainda, então amanhã ainda é hoje. Entendeu? ; )
Bom, enfim. Eu queria ficar em casa, com meus tornozelos inchados por casua do baita sol que peguei na segunda. Sem protetor, sem bronzeador, sem nada, além de água e sol. Não tenho paciência pra bronzeado, então eu olho pro sol, ele olha pra mim e pronto! Tenho que ficar "colorida". Neste caso, literalmente, por que eu fiquei nada mais, nada menos do que vermelha. Assim mesmo na cor que mostrei.
Tá.
Queria eu ficar pensando na minha nada mole vida, no que eu pretendo fazer, no que quero pra mim, no que preciso construir, nas coisas que eu tinha que ter ficado quieta, no que é preciso arriscar e no que eu não devo arriscar NUNCA. Bem assim, grande, espalhafatoso, pra "nunca" valer e ser efetivado, visto que a pessoa aqui já arriscou, por que ousar era o melhor, e? E? E? Se frodeu... Bem assim também, com a benção de Frodo, pra não ficar tão feio assim...
Por que quando a gente não quer fazer nada tem mil convites pra aceitar? E quando a gente quer fazer alguma coisa não tem absolutamente nada pra fazer?
Já sei, é da mesma ordem da divina lei que garante QUE quando tiver um convite, algo pra se fazer, bem bom, mas bem bom mesmo, tenha certeza que duas ou mais coisas bem boas acontecerão no mesmo momento, e você, queridinho, vai ter que optar por uma só.
Enfim...
Eu queria ficar em casa, cozendo a minha "amarguidão", refogando as minhas coisas chatas, pesquisando no Google quando é que as coisas boas vão acontecer pra mim. Queria que a Wikipedia (eu estou com preguiça de procurar com ose escreve isso certo) me dissesse com certeza absoluta que ali, na próxima página alguma coisa boa vai acontecer... Alguma das coisas que espero.
Entra ano e sai ano e eu tento me convencer que "agora vai", "agora vai", mas nunca dá... Não, não é pessimismo, é constatação. A sorte, o acaso, o acontecimento, está sempre na porta ao lado. Nunca acerta a minha campainha, acredita?!
Se vai pra um lado, sei vai pra outro, se vria, corre, dobra, desdobra, faz igual, faz diferente, tenta, retenta, muda... E nada...? Nunca!?
Não, em outra vida eu devo ter sido uma sei lá o quê, marafona, desgraçada, idiota, vacona... Sei lá. Fui algo muito ruim pra ter escolhido "passar assim" nessa vida, hein... Buscando semrpe algo que está lá... Lá. Não, tá lá. Lá. Opa, desculpe, é lá... Gente... Imagina só. Ou não, me dá até vergonha de imaginar o que é que eu fiz pra decidir voltar sendo assim. o.O
Pois, enfim, vou dormir, que meu papo quando estou com sono é um melodrama... Bom, sono, eu estou com sono, mas quem das eus escreve isso?... ... ... ... ...
MistÉÉÉÉrio.
Aí que está. Eu queria ficar no meu casulo. Pro resto da vida.
Ou não...
É que eu me encho de coragem, e 12 milésimos de segundo depois, perco tudo. hehehe
Pois é... Acho que as eus estão se pegando pelos cabelos...
Então vou cumprir com a ordem do dia pra não decepcionar ninguém. Além de mim.
Beijos
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
PA-PO
Andamos tão cansadas...
Mil coisas a fazer, pensar e planejar. Tudo sempre acontecendo ao mesmo tempo, e no fim, nada acontece...
Todas estão cansadas. Cansadas da solidão, da tristeza, do carrossel de altos e baixos, de sobes e desces, de idas e idas.
Algumas alertam que é chegada a hora de cartões e agradecimentos sinceros... Mas nenhuma tem vontade de escrever nada, de dizer nada, nem de mostrar nada. Estão todas cansadas se serem elas mesmas sem serem ninguém. Cansadas de gritar mudamente, de ouvir, de correr, de cansar e descansar.
Nada muda no mundo...
E tudo muda.
A idade chega, mas nada parece mudar. Elas olham para trás e não enxergam caminho nenhum. Nenhuma residência, tampouco alguma coluna, viela, trilho. Nada. Nenhuma construção.
Há sim os pequenos e indeléveis prazeres da vida... Mas daqui há pouco, restará alguma lembrança?
Mudar o quê? O quê mudar? Para onde seguir quando as paisagens nunca mudam?
Premonições... Será que existem ou são apenas reminiscências de uma esperança?
Sei lá... Andamos tão cansadas, que nem esperar mais se sabe... Se crê.
Então, quem sabe, depois de dormir mais de 8 horas, quem sabe, alguma ideia fresca apareça na cabeça...
Mas é tão cansativo andarmos todas tão "sós".
Eus
Mil coisas a fazer, pensar e planejar. Tudo sempre acontecendo ao mesmo tempo, e no fim, nada acontece...
Todas estão cansadas. Cansadas da solidão, da tristeza, do carrossel de altos e baixos, de sobes e desces, de idas e idas.
Algumas alertam que é chegada a hora de cartões e agradecimentos sinceros... Mas nenhuma tem vontade de escrever nada, de dizer nada, nem de mostrar nada. Estão todas cansadas se serem elas mesmas sem serem ninguém. Cansadas de gritar mudamente, de ouvir, de correr, de cansar e descansar.
Nada muda no mundo...
E tudo muda.
A idade chega, mas nada parece mudar. Elas olham para trás e não enxergam caminho nenhum. Nenhuma residência, tampouco alguma coluna, viela, trilho. Nada. Nenhuma construção.
Há sim os pequenos e indeléveis prazeres da vida... Mas daqui há pouco, restará alguma lembrança?
Mudar o quê? O quê mudar? Para onde seguir quando as paisagens nunca mudam?
Premonições... Será que existem ou são apenas reminiscências de uma esperança?
Sei lá... Andamos tão cansadas, que nem esperar mais se sabe... Se crê.
Então, quem sabe, depois de dormir mais de 8 horas, quem sabe, alguma ideia fresca apareça na cabeça...
Mas é tão cansativo andarmos todas tão "sós".
Eus
domingo, 5 de dezembro de 2010
Fim, fim, fim OU O que não tem início, nem meio ou fim
Correria. Assim poderia ser descrito o ofício daquela noite. Nada mau para fechar um dia de igual expressão: correria.
Era entrega um prato ali, prepara outro aqui, corta mais pepino, estão pedindo queijo, querem copa, rápido com o salame, busca mais galeto, limpa a bandeja de batata. Com licensa, por ali, por aqui, pra lá, rápido! E num repente a paisagem mudou... Aquele querido, o monumento secreto, o sonho dos nossos consumos, a alegria de nossos olhos, o bonitinho de nossos corações adentrou no ambiente, oferecendo seus serviços, sua ajuda, e exaltando secretamente nossa paz de espírito.
Ah se ele me concedesse uma dança, uma mísera dança, uma dancinha se quer...
No meio da correria, repentinamente o mundo para... Como as cenas lentas de Matrix... Daqueles repentes que mal se acredita, mal se sonha, mal se vive... Ele, aquele símobolo dos sonhos inatingíveis interrompe a louca movimentação, naquelas cenas de cinema, e na voz mais doce e suave do Universo "profere":
- Nina... ... ... ... Quando começar o baile...........
Meio milésimo de segundo: não se pdoe acreditar! Não se pode crer, ver, estar! Não acredito! O coração galopeia... Ele vai...
- Podemos tirar os buffets.. ... ...?
- Sim. Quando começar o baile.
E acabou-se mais uma história... Que nunca começou.
Era entrega um prato ali, prepara outro aqui, corta mais pepino, estão pedindo queijo, querem copa, rápido com o salame, busca mais galeto, limpa a bandeja de batata. Com licensa, por ali, por aqui, pra lá, rápido! E num repente a paisagem mudou... Aquele querido, o monumento secreto, o sonho dos nossos consumos, a alegria de nossos olhos, o bonitinho de nossos corações adentrou no ambiente, oferecendo seus serviços, sua ajuda, e exaltando secretamente nossa paz de espírito.
Ah se ele me concedesse uma dança, uma mísera dança, uma dancinha se quer...
No meio da correria, repentinamente o mundo para... Como as cenas lentas de Matrix... Daqueles repentes que mal se acredita, mal se sonha, mal se vive... Ele, aquele símobolo dos sonhos inatingíveis interrompe a louca movimentação, naquelas cenas de cinema, e na voz mais doce e suave do Universo "profere":
- Nina... ... ... ... Quando começar o baile...........
Meio milésimo de segundo: não se pdoe acreditar! Não se pode crer, ver, estar! Não acredito! O coração galopeia... Ele vai...
- Podemos tirar os buffets.. ... ...?
- Sim. Quando começar o baile.
E acabou-se mais uma história... Que nunca começou.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Vem pro Rancho da Saudade...
Vou, não vou.
A preguiça consome um ser humano. Os gastos também. Sem contar o estresse de dividir dois chuveiros com umas 50 pessoas diferentes... Dividir o banheiro também, e descobrir quão porca - desculpem os porcos - mulheres podem ser...
Fui.
AINDA BEM.
O que eu vi em Santa Cruz do Sul, na final do ENART 2010 me faz ter orgulho sei lá do quê, mas faz ser imensamente feliz por ter ido até lá e presenciado uma revolução armada, de voz e sentimento, que sem rosto, pode mostrar sua vontade e gritá-la aos quatro cantos do Rio Grande.
Uma vontade, um sentimento que explodiram e retumbaram num ginásio lotado clamando pelo que o espírito escolheu, pelo que tocou a alma e fez aflorar o sentimento mais profundo do ser... Ser gaúcho? Ser humano? Ser tradicionalista? Ou apenas ser cansado do mesmo de sempre de novo...
Sinto-me orgulhosa por ter presenciado cena (ou cenas) tão forte e comovente, da aclamação de um grupo de danças que não conquistou o almejado 1º lugar em notas, nem o trofeu que carrega, mas que ganhou um trofeu muito mais difícil de ser verdadeiramente conquistado: o carinho, o respeito do público.
Não sei como se reage a algo assim... Como o meu coração reagiria, visto que trabalha-se durante mais de um ano, mais de 24 horas por dia, trancafia-se dentro de um salão e ensaia-se exaustivamente com chuva, sol, temporal, granizo...
Eu vi o agradecimento de verdadeiros campeões.
Não se consola o inconsolável, mas como negar e esquecer, deixar passar batida a vitória do coração sobre a "precisão" dos 0,002 diferenciais entre o 1º e o 2º?
Sinto o maior orgulho do mundo por ter estado lá e também ter gritado, aplaudido, chorado, vaiado e sentido a energia que eu senti.
Tudo anda tão para trás, os valores não são mais os mesmos, a tirania dominda e impera no palco, nas regras que o moldam. A ditadura é enorme. Os sem-face puderam dar voz ao coração e por para fora toda a carga negativa acumulada por tanta opressão... Por tantos erros esdrúxulos... Sim, senhor! Abaixar a cabeça, dizer "sim", seguir regras que não poderiam e nunca deveriam ser seguidas. Punições eternas pela discordância, mesmo que correta.
E o povo chamou, e o povo gritou e o povo consagrou o que a pele e o espírito sentiram...
Tenho orgulho de me manter ativa no palco, no CTG, especialemnte pro que agora eu sei que há muitos que zelam pelo mesmo que eu, que prezam a verdade, que sentem e fazem sentir.
Eu, só posso terminar esse desabafo torto, mas feliz da maneira que o ginásio inteiro de Santa Cruz fez, não ouvir, mas sentir: RAAAAAAAAAAAAAAAAAAANCHHHHHHHHHHHOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!
Beijos,
A preguiça consome um ser humano. Os gastos também. Sem contar o estresse de dividir dois chuveiros com umas 50 pessoas diferentes... Dividir o banheiro também, e descobrir quão porca - desculpem os porcos - mulheres podem ser...
Fui.
AINDA BEM.
O que eu vi em Santa Cruz do Sul, na final do ENART 2010 me faz ter orgulho sei lá do quê, mas faz ser imensamente feliz por ter ido até lá e presenciado uma revolução armada, de voz e sentimento, que sem rosto, pode mostrar sua vontade e gritá-la aos quatro cantos do Rio Grande.
Uma vontade, um sentimento que explodiram e retumbaram num ginásio lotado clamando pelo que o espírito escolheu, pelo que tocou a alma e fez aflorar o sentimento mais profundo do ser... Ser gaúcho? Ser humano? Ser tradicionalista? Ou apenas ser cansado do mesmo de sempre de novo...
Sinto-me orgulhosa por ter presenciado cena (ou cenas) tão forte e comovente, da aclamação de um grupo de danças que não conquistou o almejado 1º lugar em notas, nem o trofeu que carrega, mas que ganhou um trofeu muito mais difícil de ser verdadeiramente conquistado: o carinho, o respeito do público.
Não sei como se reage a algo assim... Como o meu coração reagiria, visto que trabalha-se durante mais de um ano, mais de 24 horas por dia, trancafia-se dentro de um salão e ensaia-se exaustivamente com chuva, sol, temporal, granizo...
Eu vi o agradecimento de verdadeiros campeões.
Não se consola o inconsolável, mas como negar e esquecer, deixar passar batida a vitória do coração sobre a "precisão" dos 0,002 diferenciais entre o 1º e o 2º?
Sinto o maior orgulho do mundo por ter estado lá e também ter gritado, aplaudido, chorado, vaiado e sentido a energia que eu senti.
Tudo anda tão para trás, os valores não são mais os mesmos, a tirania dominda e impera no palco, nas regras que o moldam. A ditadura é enorme. Os sem-face puderam dar voz ao coração e por para fora toda a carga negativa acumulada por tanta opressão... Por tantos erros esdrúxulos... Sim, senhor! Abaixar a cabeça, dizer "sim", seguir regras que não poderiam e nunca deveriam ser seguidas. Punições eternas pela discordância, mesmo que correta.
E o povo chamou, e o povo gritou e o povo consagrou o que a pele e o espírito sentiram...
Tenho orgulho de me manter ativa no palco, no CTG, especialemnte pro que agora eu sei que há muitos que zelam pelo mesmo que eu, que prezam a verdade, que sentem e fazem sentir.
Eu, só posso terminar esse desabafo torto, mas feliz da maneira que o ginásio inteiro de Santa Cruz fez, não ouvir, mas sentir: RAAAAAAAAAAAAAAAAAAANCHHHHHHHHHHHOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!
Grandes Provincianos!
Um dia eu chego lá! Beijos,
Nina
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Eu não estou aqui
Vamos combinar algumas coisinhas... EU não preciso ser educada sempre, né? Nem querida e simpática, né? Também não preciso explodir, extravasar diretamente pea cima das pessoas, né? (pelo menos por enquanto, né?) Não preciso ficar engolindo idiotinhas e falsos deuses do "interesse e da boa vontade", não?
Tá...
E na faculdade "ensinam" a gente que os poetas, os escritores, escrevem e se "escondem" atrás de personagens, não, quero dizer, ensinam que NUNCA o que eesta´escrito é o que o autor pensa ou é...
Então, tá legal! Super bom!
Por que quando eu começar a escreverr, vou fecahr os olhos e imagianr que estou dizendo as verdades que eu quero para uns idiotas aí, mas como EU-escrevente não sou o eu-lírico do texto... Não terei peso na cuca, por que eu escrevi tudo sem escrever nada!?
Protno.
Fácil assim!
Se tu tem tempo e pode ir. QUE BOM! Por que sinceramente, neste momento, tem gente que não pdoe tirar as raízes do chão.
Se tu resolveu que agora pode, e se acha no direito de mandar mensagenzinahs subliminares para mostrar tua superioridade. Que legal! É prova de que finalmente começou a trabalhar e fazer algo de produtivo pela tua própria sociedade e pelo terreno que por tanto e tanto tempo cercaram e recobriram teus pés (cansados, preguiçosos, vagos...).
Se tu acha que o teu esforço é maior, o mais justo, o mais venerável, o mais incrível. Fico feliz que tenha pensamentos "alegres" e otimistas para com a tua própria pessoa.
Se tu acha que ninguém ao teu lado está doando quantia suficiente de sangue e suor, e que todos deveriam arder na mármore do inferno, ouvindo Restart e um funkzão bem brasileiro... Fico bem animada, pois é sinal de que você abriu os olhos e saiu da idiotice cotidiana em que estava instalada, e agora entende por que algams pessoas se irritam a valer e soltam o verbo...
É tão bom ver que tu saiu do teu pedestal de superioridade e arregaçou as manguinhas pra trabalhar. Vai sujar as maõzinhas, querida bonequinha!
E agora, cala a tua boca estúpida e faz alguma coisa sem COBRAR. E veja se enxerga quem doa o seu tempo de vida pra que tu possa manter o teu pedestal bem lindinho, enquanto tu nada faz.
ODEIO gente idiota.
Nã ofalei, nada com nada, e, inclusive, estou "por aqui", aidna com palavras entaladas na garganta...
Mas deixa estar jacaré... A tua lagoa também háde secar...
Uia, gentinha!
Thcau pa tu!
Tá...
E na faculdade "ensinam" a gente que os poetas, os escritores, escrevem e se "escondem" atrás de personagens, não, quero dizer, ensinam que NUNCA o que eesta´escrito é o que o autor pensa ou é...
Então, tá legal! Super bom!
Por que quando eu começar a escreverr, vou fecahr os olhos e imagianr que estou dizendo as verdades que eu quero para uns idiotas aí, mas como EU-escrevente não sou o eu-lírico do texto... Não terei peso na cuca, por que eu escrevi tudo sem escrever nada!?
Protno.
Fácil assim!
Se tu tem tempo e pode ir. QUE BOM! Por que sinceramente, neste momento, tem gente que não pdoe tirar as raízes do chão.
Se tu resolveu que agora pode, e se acha no direito de mandar mensagenzinahs subliminares para mostrar tua superioridade. Que legal! É prova de que finalmente começou a trabalhar e fazer algo de produtivo pela tua própria sociedade e pelo terreno que por tanto e tanto tempo cercaram e recobriram teus pés (cansados, preguiçosos, vagos...).
Se tu acha que o teu esforço é maior, o mais justo, o mais venerável, o mais incrível. Fico feliz que tenha pensamentos "alegres" e otimistas para com a tua própria pessoa.
Se tu acha que ninguém ao teu lado está doando quantia suficiente de sangue e suor, e que todos deveriam arder na mármore do inferno, ouvindo Restart e um funkzão bem brasileiro... Fico bem animada, pois é sinal de que você abriu os olhos e saiu da idiotice cotidiana em que estava instalada, e agora entende por que algams pessoas se irritam a valer e soltam o verbo...
É tão bom ver que tu saiu do teu pedestal de superioridade e arregaçou as manguinhas pra trabalhar. Vai sujar as maõzinhas, querida bonequinha!
E agora, cala a tua boca estúpida e faz alguma coisa sem COBRAR. E veja se enxerga quem doa o seu tempo de vida pra que tu possa manter o teu pedestal bem lindinho, enquanto tu nada faz.
ODEIO gente idiota.
Nã ofalei, nada com nada, e, inclusive, estou "por aqui", aidna com palavras entaladas na garganta...
Mas deixa estar jacaré... A tua lagoa também háde secar...
Uia, gentinha!
Thcau pa tu!
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Saudade
Eu preciso contar...
Resolvi que hoje ia sim, deixar a rebeldia de lado, e levaria as térmicas de café e chá na cozinha pra D. Dilma encher.
Ninguém me disse que a cozinha do café mudou de lugar. Minha rebeldia voltou.
Sem paciência para perguntar a direção, eu ia voltar com as térmicas, e "se" tivesse vontade, voltava pro Núcleo (onde trabalho) e me ia de volta "em busca da cozinha perdida".
No meio do caminho, encontro uma professora desfilando com térmicas na mão, que gentil comenta sobre o passeio para buscar café. Então, a rebeldia passa e pergunto aonde fica, e logo me vou, buscar café "lá perto da lavanderia".
Entrei.
Há anos, há anos não entrava lá.
Foi só passar a cerquinha que o ar mudou. Sério, é verdade, parece que o ar mudou, como se o ar estivesse parado, como se há muito tudo tivesse parado.
Entrei na nova cozinha com um sorriso de orelha a orelha e falei pra D. Dilma que há muitos anos eu não entrava ali, local em que tínhamso nossas auals de Agroindústria. Que emprestou seus fogões, geladeiras e mesas para nossos experimentos de compotas, iogurtes, salames. E melhor, lugar pra onde fugíamos no recreio em disparada, pra pedir pro "paderro" um pãozinho quente pra comer.
A D. Dilma não deu a mínima para o que eu falei. Mas não consegui deixar de enxergar os meus amigos debruçados nas bancadas, nas mesas, a professora tentando explicar a fórmula do salitre, a porcentagem de condimentos. Enxerguei o nosso primeiro queijo... UM HORROR! Coagulante de menos, "potcheca" de mais.
Deu até pra sentir o gosto do iogurte que fizemos, e rever as colheradas de sabor aplicadas e misturadas pra dar um gostinho diferente.
Meu Deus, que saudade...
Larguei as térmicas e voltei. Passei pela porta com sorriso de orelha a orelha e lembrei da primeira vez que lá fomos.
Enxerguei o Bonês num canto, meio quieto, cabisbaixo, escondendo o choro... Confessando que aquele era seu primeiro aniversário sem a família...
Foi como se o mundo parasse a minha volta enquanto eu caminhava e enxergava todo mundo de novo.
Saí de lá sorrindo, mas com os olhos cheios de água salgada... Que até agora quer cair...
Me deu uma saudade... Mas uma saudade... De algo que eu nem sei o que é ou por que é, só sei que deu... E bateu tão forte, mas tão forte, que chega a doer no coração...
Acho que foi a melhor coisa que me aconteceu hoje. Nem sei se algo melhor acontecerá, mas que presente eu ganhei...
Deu saudade sim, e vontade de chorar... Mas foi uma sensação... Sei lá... Acho que eu não estou tão sozinha quanto penso.
Eu sinto muita saudade dos meus amigos. E acho que eu tinha me esquecido disso.
Gurizada, agricolinos... Eu amo muito vocês.
E acho que, sei lá... Eu adoro ir buscar o café. Falando nisso, já vou lá buscar minhas três térmicas!
Beijos,
Marina
Resolvi que hoje ia sim, deixar a rebeldia de lado, e levaria as térmicas de café e chá na cozinha pra D. Dilma encher.
Ninguém me disse que a cozinha do café mudou de lugar. Minha rebeldia voltou.
Sem paciência para perguntar a direção, eu ia voltar com as térmicas, e "se" tivesse vontade, voltava pro Núcleo (onde trabalho) e me ia de volta "em busca da cozinha perdida".
No meio do caminho, encontro uma professora desfilando com térmicas na mão, que gentil comenta sobre o passeio para buscar café. Então, a rebeldia passa e pergunto aonde fica, e logo me vou, buscar café "lá perto da lavanderia".
Entrei.
Há anos, há anos não entrava lá.
Foi só passar a cerquinha que o ar mudou. Sério, é verdade, parece que o ar mudou, como se o ar estivesse parado, como se há muito tudo tivesse parado.
Entrei na nova cozinha com um sorriso de orelha a orelha e falei pra D. Dilma que há muitos anos eu não entrava ali, local em que tínhamso nossas auals de Agroindústria. Que emprestou seus fogões, geladeiras e mesas para nossos experimentos de compotas, iogurtes, salames. E melhor, lugar pra onde fugíamos no recreio em disparada, pra pedir pro "paderro" um pãozinho quente pra comer.
A D. Dilma não deu a mínima para o que eu falei. Mas não consegui deixar de enxergar os meus amigos debruçados nas bancadas, nas mesas, a professora tentando explicar a fórmula do salitre, a porcentagem de condimentos. Enxerguei o nosso primeiro queijo... UM HORROR! Coagulante de menos, "potcheca" de mais.
Deu até pra sentir o gosto do iogurte que fizemos, e rever as colheradas de sabor aplicadas e misturadas pra dar um gostinho diferente.
Meu Deus, que saudade...
Larguei as térmicas e voltei. Passei pela porta com sorriso de orelha a orelha e lembrei da primeira vez que lá fomos.
Enxerguei o Bonês num canto, meio quieto, cabisbaixo, escondendo o choro... Confessando que aquele era seu primeiro aniversário sem a família...
Foi como se o mundo parasse a minha volta enquanto eu caminhava e enxergava todo mundo de novo.
Saí de lá sorrindo, mas com os olhos cheios de água salgada... Que até agora quer cair...
Me deu uma saudade... Mas uma saudade... De algo que eu nem sei o que é ou por que é, só sei que deu... E bateu tão forte, mas tão forte, que chega a doer no coração...
Acho que foi a melhor coisa que me aconteceu hoje. Nem sei se algo melhor acontecerá, mas que presente eu ganhei...
Deu saudade sim, e vontade de chorar... Mas foi uma sensação... Sei lá... Acho que eu não estou tão sozinha quanto penso.
Eu sinto muita saudade dos meus amigos. E acho que eu tinha me esquecido disso.
Gurizada, agricolinos... Eu amo muito vocês.
E acho que, sei lá... Eu adoro ir buscar o café. Falando nisso, já vou lá buscar minhas três térmicas!
Beijos,
Marina
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