O Garfield considera a segunda-feira o pior dos dias. Eu não, pra mim é sempre a quarta-feira.
Na quarta parece que o mundo todo está avesso e virado, me sinto péssima. Adoraria poder me enfiar dentro do armário, em baixo da mesa, dentro de um buraco e sumir. Ficar quieta e escondida até a quinta chegar.
Sei lá por que a quarta é tão horrível assim. Só sei que fico agoniada, inquieta, presa dentro de mim. Me debatendo contra as minhas próprias paredes sem ter nem uma frestinha por onde fugir.
Bah, é sempre neste meio dia da semana que tudo de errado e estranho parece acontecer. E não adianta, é sempre uma tortura toda vez que ela chega. SEMPRE! E eu começo a rezar pra passar logo e eu chegar em casa outra vez.
Tudo fica acumulado pra quarta, tudo fica pendendo na quarta, tudo fica patinando na quarta.
E ainda tem aquela aula "maravilhosaaaaaaaa" que dá uma empolgação danada... Empolgação de sair correndo e se meter em qualquer lugar da faculdade pra fugir daquele "finjo que ensino e tu finge que aprende" que as aulas desta cadeira se transformaram.
Desde o meu 2º grau lembro de ser assim: o dia do horror. Briga feia dentro da turma, atropelamento por motoqueiro policial, arrancarabo com colegas idiotas, perder o ônibus... Tudo no dia da metade da semana!?
Bah, é este é o dia do meu carma... E da pouca "carma".
Se eu conseguisse expressar como é que eu me sinto presa dentro de mim nesse dia... Ganahria um Nobel de Literatura! Mas é uma agonia, sufocante, estressante, irritante, ansiante... É uma coisa chatíssima!
E, dando uma olhadela básica no meu MSN, recordo que - se não me engano - as quartas são também os dias dos xaropes e idiotas aparecerem e desaparecerem... Com desculpas esfarrapadas e papinhos sem pé e nem cabeça.
Desculpa, gatinho amigo, eu ODEIO a quarta-feira!
Beijos,
Marina
Azeda, brava, briguenta, nervosa... Doce, meiga, amiga, amorosa... Todas as eus e nenhuma de nós...
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
A música não é competição
Música não é competição.
Ouvi isso ontem numa conversa. Não tive tempo - ou coragem - de perguntar maiores explicações sobre a sentença, mas assim que bati os olhos na resposta a considerei pra lá de interessante. Não que eu julgue isso, mas me pareceu uma consideração bem feita e que passa despercebida pelos envolvidos nela, ou por qualquer um que se envolva em algum tipo de competição.
Queria eu ter uma pitada a mais de "coragem" para perguntar uma explicação detalha sobre o assunto...
A curiosidade me move, e move mais ainda os pontos de vista das pessoas e seus argumentos, as ideias que têm, e que podem abrir novas fronteiras em meus mundos.
Música não é competição...
O que seria música? O que então significam os festivais e competições de música? Qual sua serventia? Sua valia? O que despertam e o que escondem? O que fazem agir e surgir nos meios que a envolvem...?
Pois é, José, música não é competição.
E agora que "o mundo parou outra vez" consigo recuperar o fôlego aos poucos e respirar um pouco mais livremente, sem o peso de tantas coisas e com alguns pesos extras se misturando nesse período de colocação de miolos no lugar e assentamento de ideias.
Música não, não é competição. Assim como a dança não poderia ser.
Dançar deveria servir para extravasar, para ser, para elevar, para engrandecer, para construir, aproximar e transportar...
A competição pesa e desvirtua.
Saber que música não é competição me fez lembrar que eu me sentiria muito mais leve se a dança não fosse uma questão de vida ou morte, um peso, um fardo. Fosse apenas o que é... A representação da música pelos corpos... A elevação, enfim, da alma.
E a dança seria o que foi e o que é... Um tanto mais leve...
Fazia tempo que dançar não era tão inconsciente como domingo... Um fardo que vai rolando sua ficha depois, durante.
Não, a música não é competição. Dançar, também não.
Beijos,
Eu...
Ouvi isso ontem numa conversa. Não tive tempo - ou coragem - de perguntar maiores explicações sobre a sentença, mas assim que bati os olhos na resposta a considerei pra lá de interessante. Não que eu julgue isso, mas me pareceu uma consideração bem feita e que passa despercebida pelos envolvidos nela, ou por qualquer um que se envolva em algum tipo de competição.
Queria eu ter uma pitada a mais de "coragem" para perguntar uma explicação detalha sobre o assunto...
A curiosidade me move, e move mais ainda os pontos de vista das pessoas e seus argumentos, as ideias que têm, e que podem abrir novas fronteiras em meus mundos.
Música não é competição...
O que seria música? O que então significam os festivais e competições de música? Qual sua serventia? Sua valia? O que despertam e o que escondem? O que fazem agir e surgir nos meios que a envolvem...?
Pois é, José, música não é competição.
E agora que "o mundo parou outra vez" consigo recuperar o fôlego aos poucos e respirar um pouco mais livremente, sem o peso de tantas coisas e com alguns pesos extras se misturando nesse período de colocação de miolos no lugar e assentamento de ideias.
Música não, não é competição. Assim como a dança não poderia ser.
Dançar deveria servir para extravasar, para ser, para elevar, para engrandecer, para construir, aproximar e transportar...
A competição pesa e desvirtua.
Saber que música não é competição me fez lembrar que eu me sentiria muito mais leve se a dança não fosse uma questão de vida ou morte, um peso, um fardo. Fosse apenas o que é... A representação da música pelos corpos... A elevação, enfim, da alma.
E a dança seria o que foi e o que é... Um tanto mais leve...
Fazia tempo que dançar não era tão inconsciente como domingo... Um fardo que vai rolando sua ficha depois, durante.
Não, a música não é competição. Dançar, também não.
Beijos,
Eu...
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Perdas
Foi e não foi legal...
Fomos lá, mas algumas coisas saíram como não era esperado... Ficamos em 10º lugar, 2º suplentes, 4ª ou 5ª melhor nota de harmonia (é isso?), aplaudidos, super-aplaudidos no final...
Mas mesmo assim dói pra caramba... Ou apesar de, dói pra caramba... Por que erramso coisas idiotas... Mas acho que nada de fora do plano da vida... Estou quieta, mas não conformada ainda...
Tem aquele choro contigo, preso na garganta, atravancando o coração...
Uma derrota relembra de outra, e de outra, e de mais outra, mesmo que elas não tenham nada a ver com você, mesmo que a responsabilidade total não fosse sua. Em termos de dança, em termos de vida...
Me sinto responsável pela tristeza dos outros. Impotente por não ter o que fazer ou como efetivamente ajudar... É bem ruinzinho... Mas estou aprendendo que existem cosias que, podem doer, mas não são de minha exclusiva responsabilidade...
E como é ruim perceber que "muitos" tinham razão sobre algumas pessoas...
Posso suportar mil dores, mas ainda não consigo conviver bem com a "traição", ou melhor, depravação, de "amigos"... Não teria coragem de passar por cima de um amigo, de uma pessoa querida, por motivos bestas...
Isso sim, dói... Atormenta, por que foi confiança desperdiçada...
"Bovinum est"...
Incompetência minha... De novo...
Fomos lá, mas algumas coisas saíram como não era esperado... Ficamos em 10º lugar, 2º suplentes, 4ª ou 5ª melhor nota de harmonia (é isso?), aplaudidos, super-aplaudidos no final...
Mas mesmo assim dói pra caramba... Ou apesar de, dói pra caramba... Por que erramso coisas idiotas... Mas acho que nada de fora do plano da vida... Estou quieta, mas não conformada ainda...
Tem aquele choro contigo, preso na garganta, atravancando o coração...
Uma derrota relembra de outra, e de outra, e de mais outra, mesmo que elas não tenham nada a ver com você, mesmo que a responsabilidade total não fosse sua. Em termos de dança, em termos de vida...
Me sinto responsável pela tristeza dos outros. Impotente por não ter o que fazer ou como efetivamente ajudar... É bem ruinzinho... Mas estou aprendendo que existem cosias que, podem doer, mas não são de minha exclusiva responsabilidade...
E como é ruim perceber que "muitos" tinham razão sobre algumas pessoas...
Posso suportar mil dores, mas ainda não consigo conviver bem com a "traição", ou melhor, depravação, de "amigos"... Não teria coragem de passar por cima de um amigo, de uma pessoa querida, por motivos bestas...
Isso sim, dói... Atormenta, por que foi confiança desperdiçada...
"Bovinum est"...
Incompetência minha... De novo...
domingo, 22 de agosto de 2010
A nossa alma não é pequena
Bom... E a ficha caiu...
Ontem, terminei de fazer as 30 malas e maletas que usaremos nas coreografias da invernada. Fui tomar banho e, com a cabeça "mais tranquila", ouvi um pensamento "é hoje".
A estreia do nosso novo trabalho foi ontem.
Pilcha nova, grupo remodelado, coregorafias novas, obstáculos novos, grupo novo, instrumental renovado, mil coisas... Escorrega na saia enormemente comprida do vestido, cai no chão: PENSA RÁPIDO, GURIA! Se vamos cair, "caiamos" com estilo: pose no chão!
Não é legal cair... Mas é melhro ocnseguir raciocinar RÁPIDO, RAPIDÍSSIMO, e tomar a decisão certa no momento exato.
Depois de uam semana pouco dormida, muito ensaiada, muitíssimo trabalhada, o que é que vem? Mais ensaio. e um momento de relaxamento na sede do CTG. Após, cheguei em casa. Vim "dar uam banda na net". Busca resultados da 1ª macro e: dois desclassificados.
E deu um aperto no peito... INDESCRITÍVEL.
Chega a parecer que o meu coração vai saltar pela boca. Nem isso! Parece que ele está tremelicando de um lado, e corpo de outro, e treme de novo, e tudo se descompassa. É muito ruim. Dá vontade de apertar "aquele botãozinho" do controle remoto e já chegar no resultado final, melhor, chegar no domingo que vem, a esta hora, quando já teremos sabido - há horas, quiçá - o resultado de um ano inteiro de confinamento, de ausências, de perdas e ganhos, de faculdade de lado, de família às traças, de amigos abandonados, de cachorros negligenciados, de noites mal dormidas, de brigas, de machudados, de joelhso ferrados, de pés ralados... Teremos o resultado de 6 anos de entrega TOTAL ao CTG.
Onde o narrador tentará fazer com que sua voz soe mais alta do que o alarido da multidão, do que as vibrações dos campeões, do que o burburinho da geral. E lá estarei eu contando nso dedos, tentando manter a razão e a ordem lógica das invernadas, somando, ressomando e recontando se o nome da "nossa casa" já terá sido dito ou... Esquecido...??? Não. Não há esquecimentos, há futuras novas tentativas...
Dói deixar o filme correr na cabeça. Dá uma dor EXTREMA tentar pensar na não-possibilidade.
Há que ser realista.
Tudo pende para os dois lados: 50% sim e 50% não. E acredito firme e fortemente que tudo tem sua razão de ser, mas dói pra burro pensar nas brigas que se comprou, nos desafios que foram lançados, em tudo que se deixou pra trás e em tudo que se investiu... Investiu concreta e financeiramente e, pior, psicológicamente...
Dá um medo...
E é horrível esse medo, essa impressão de que as pessoas não se deram conta que o que não foi acertado e arrumado em um (ou mais) ano, tem apenas "algumas horas" para ser "corrigido". Que não há uma segunda chance...
Me dói.
Dói por mim, dói pelos meus pais (até pela minha irmã que odeia o CTG), dói pelas minahs cachorras, dói pelas minahs afilhadas, pelas minhas amigas e amigos, dói pela minha facudlade (e dói o bolso junto), pelo meu emprego, dói pela minah vida, pela minha sanidade, pela minha guerra particular.
Dói pelo que ouvi, pelo que falaram da minha invernada, dói pelo que falaram dos meus amigos, dói pelo que falaram dos meus companheiros, dói pel oque fizeram com as pessoas que conheço, dói pelas ameaças, pelas intrigas, pelas injustiças (e até pelas justiças). Dói pelas horas de sono perdido, pelos dias de sol dentro de um galpão, pelos convites recusados, pelos amigso abandonados.
Dói pelo carinho das pessoas, pela fé, pela crença, pela dedicação, pela parceria, pela amizade, pelo companheirismo, pelo frio, pela fome, pelo cansaço, pela doença, pela saúde, pelo empenho, pela força, pela união e pela desunião. Dói pelo apoio, pela entrega, pela busca, pelo caminho, por todas as noites e todos os dias, e pelos atrasos, e pelas brigas e pelas desavenças e pelas festas e pelas piadas e pelas risadas...
Dói por quem acredita, por quem está junto de nós.
Dói muito, dói muitíssimo por todos que estão no coração da gente e que se agarraram nas almas...
Dói. Dói muito.
E dá muito medo de tudo isso ter sido em vão...
Fernando Pessoa resume tudo que penso, e creio fortemente, apesar de todo medo:
"TUDO VALE A PENA
SE A ALMA NÃO É PEQUENA".
Beijos e orem por nós,
Marina Nina
Ontem, terminei de fazer as 30 malas e maletas que usaremos nas coreografias da invernada. Fui tomar banho e, com a cabeça "mais tranquila", ouvi um pensamento "é hoje".
A estreia do nosso novo trabalho foi ontem.
Pilcha nova, grupo remodelado, coregorafias novas, obstáculos novos, grupo novo, instrumental renovado, mil coisas... Escorrega na saia enormemente comprida do vestido, cai no chão: PENSA RÁPIDO, GURIA! Se vamos cair, "caiamos" com estilo: pose no chão!
Não é legal cair... Mas é melhro ocnseguir raciocinar RÁPIDO, RAPIDÍSSIMO, e tomar a decisão certa no momento exato.
Depois de uam semana pouco dormida, muito ensaiada, muitíssimo trabalhada, o que é que vem? Mais ensaio. e um momento de relaxamento na sede do CTG. Após, cheguei em casa. Vim "dar uam banda na net". Busca resultados da 1ª macro e: dois desclassificados.
E deu um aperto no peito... INDESCRITÍVEL.
Chega a parecer que o meu coração vai saltar pela boca. Nem isso! Parece que ele está tremelicando de um lado, e corpo de outro, e treme de novo, e tudo se descompassa. É muito ruim. Dá vontade de apertar "aquele botãozinho" do controle remoto e já chegar no resultado final, melhor, chegar no domingo que vem, a esta hora, quando já teremos sabido - há horas, quiçá - o resultado de um ano inteiro de confinamento, de ausências, de perdas e ganhos, de faculdade de lado, de família às traças, de amigos abandonados, de cachorros negligenciados, de noites mal dormidas, de brigas, de machudados, de joelhso ferrados, de pés ralados... Teremos o resultado de 6 anos de entrega TOTAL ao CTG.
Onde o narrador tentará fazer com que sua voz soe mais alta do que o alarido da multidão, do que as vibrações dos campeões, do que o burburinho da geral. E lá estarei eu contando nso dedos, tentando manter a razão e a ordem lógica das invernadas, somando, ressomando e recontando se o nome da "nossa casa" já terá sido dito ou... Esquecido...??? Não. Não há esquecimentos, há futuras novas tentativas...
Dói deixar o filme correr na cabeça. Dá uma dor EXTREMA tentar pensar na não-possibilidade.
Há que ser realista.
Tudo pende para os dois lados: 50% sim e 50% não. E acredito firme e fortemente que tudo tem sua razão de ser, mas dói pra burro pensar nas brigas que se comprou, nos desafios que foram lançados, em tudo que se deixou pra trás e em tudo que se investiu... Investiu concreta e financeiramente e, pior, psicológicamente...
Dá um medo...
E é horrível esse medo, essa impressão de que as pessoas não se deram conta que o que não foi acertado e arrumado em um (ou mais) ano, tem apenas "algumas horas" para ser "corrigido". Que não há uma segunda chance...
Me dói.
Dói por mim, dói pelos meus pais (até pela minha irmã que odeia o CTG), dói pelas minahs cachorras, dói pelas minahs afilhadas, pelas minhas amigas e amigos, dói pela minha facudlade (e dói o bolso junto), pelo meu emprego, dói pela minah vida, pela minha sanidade, pela minha guerra particular.
Dói pelo que ouvi, pelo que falaram da minha invernada, dói pelo que falaram dos meus amigos, dói pelo que falaram dos meus companheiros, dói pel oque fizeram com as pessoas que conheço, dói pelas ameaças, pelas intrigas, pelas injustiças (e até pelas justiças). Dói pelas horas de sono perdido, pelos dias de sol dentro de um galpão, pelos convites recusados, pelos amigso abandonados.
Dói pelo carinho das pessoas, pela fé, pela crença, pela dedicação, pela parceria, pela amizade, pelo companheirismo, pelo frio, pela fome, pelo cansaço, pela doença, pela saúde, pelo empenho, pela força, pela união e pela desunião. Dói pelo apoio, pela entrega, pela busca, pelo caminho, por todas as noites e todos os dias, e pelos atrasos, e pelas brigas e pelas desavenças e pelas festas e pelas piadas e pelas risadas...
Dói por quem acredita, por quem está junto de nós.
Dói muito, dói muitíssimo por todos que estão no coração da gente e que se agarraram nas almas...
Dói. Dói muito.
E dá muito medo de tudo isso ter sido em vão...
Fernando Pessoa resume tudo que penso, e creio fortemente, apesar de todo medo:
"TUDO VALE A PENA
SE A ALMA NÃO É PEQUENA".
Beijos e orem por nós,
Marina Nina
sábado, 7 de agosto de 2010
Lá
Olha a hora!
Como se eu não tivesse outra coisa - e mais importante - pra fazer... Cá estou, perdida no meio de imagens, curso de Português para Surdos, poesias, Florbela, Mário, Vinicius, Augusto, Nenhum... Mil coisas e nenhuma delas.
Tenho praticamente um mês para escreevr um conto e AONDE está a inspiração?
Ideias, possíveis temas, é o que não faltam. É que minah cabeça resolveu "dar uma banda" e se perder por aí... Um "aí" que eu não faço ideia de onde é, mas que não é aqui... Falei que não sei aonde é, não que não sei com quem é...
Ah se eu tivesse 10, 11 anos menos, poderia me orgulhar e estufar o peito achando bonito perder minha cabeça "por aí". Mas eu não tenho mais toda esta idade pra m permitir perder a cabeça em mundo da lua que nem existe, que "por enquanto eu invento".
Ei, falando nisso... Como é bom poder ficar "só olhando", no escurinho, escondidinha, só ouvindo e olhando... Sem ninguém pra fazer uma piadinha besta ou vir com algum comentário desnecessário no momento inapropriado.
"Nem me viu"... Mas eu vi, e fiquei olhando, só olhando, admirando. Vendo. Fiquei só vendo.
E não precisar falar nada é tão bom as vezes... Por que não estraga nada, não espera nada e nem pensa nada. Só vê. E aí se pode sorrir sem medo, com tranquilidade, sem maldade. Um daqueles sorrisos que são engraçados, inesperados e vindos lá do fundinho de algum lugar que a genet pensava que esqueceu. Ou que trancou, cimentou e jogou fora a chave para não ter mais contato nenhum com a civilização.
É bom estar perdido.
Mas eu odeio estar perdida. Não poder controlar as coisas é uma droga. Me dá uma ansiedade profunda...
Não quero pressa, mas tenho que aprender a não ser ansiosa.
Aí, nestas horas, puxo do fundo da cabecinha de porongo que tenho, aquela imagem... Que me traz uma tranquilidade, uma calma... Que eu não sei, eu não aprendi a ter...
"Matrix", bem isso. Tudo para e fica ali quietinho, e finalmente eu consigo respirar.
Fui-me!
Beijos-tchau!
Eu!
Como se eu não tivesse outra coisa - e mais importante - pra fazer... Cá estou, perdida no meio de imagens, curso de Português para Surdos, poesias, Florbela, Mário, Vinicius, Augusto, Nenhum... Mil coisas e nenhuma delas.
Tenho praticamente um mês para escreevr um conto e AONDE está a inspiração?
Ideias, possíveis temas, é o que não faltam. É que minah cabeça resolveu "dar uma banda" e se perder por aí... Um "aí" que eu não faço ideia de onde é, mas que não é aqui... Falei que não sei aonde é, não que não sei com quem é...
Ah se eu tivesse 10, 11 anos menos, poderia me orgulhar e estufar o peito achando bonito perder minha cabeça "por aí". Mas eu não tenho mais toda esta idade pra m permitir perder a cabeça em mundo da lua que nem existe, que "por enquanto eu invento".
Ei, falando nisso... Como é bom poder ficar "só olhando", no escurinho, escondidinha, só ouvindo e olhando... Sem ninguém pra fazer uma piadinha besta ou vir com algum comentário desnecessário no momento inapropriado.
"Nem me viu"... Mas eu vi, e fiquei olhando, só olhando, admirando. Vendo. Fiquei só vendo.
E não precisar falar nada é tão bom as vezes... Por que não estraga nada, não espera nada e nem pensa nada. Só vê. E aí se pode sorrir sem medo, com tranquilidade, sem maldade. Um daqueles sorrisos que são engraçados, inesperados e vindos lá do fundinho de algum lugar que a genet pensava que esqueceu. Ou que trancou, cimentou e jogou fora a chave para não ter mais contato nenhum com a civilização.
É bom estar perdido.
Mas eu odeio estar perdida. Não poder controlar as coisas é uma droga. Me dá uma ansiedade profunda...
Não quero pressa, mas tenho que aprender a não ser ansiosa.
Aí, nestas horas, puxo do fundo da cabecinha de porongo que tenho, aquela imagem... Que me traz uma tranquilidade, uma calma... Que eu não sei, eu não aprendi a ter...
"Matrix", bem isso. Tudo para e fica ali quietinho, e finalmente eu consigo respirar.
Fui-me!
Beijos-tchau!
Eu!
sábado, 31 de julho de 2010
Olhar tráz
Como é bom ver algumas pessoas...
Só de enxergar a gente já sente um ar mais fresco, vê o dia mais claro, o céu fica mais limpo.
Este é um daqueles momentos em que se abre mão de qualquer entendimento, e fica-se só apreciando... Apreciando... Apreciando e sentindo o momento. Ou nem sentindo, por que talvez nem dê tempo para isso, vai que nosso rosto fale e acabe por entregar o que os olhos caçam incessantemente? Vai que os olhos se acendam e virem um luminoso faiscante e chamativo e entreguem a direção do olhar? Ou que tuas bochechas corem e entreguem o que não precisava estragar...
Dá uma paz...
São alguns segunditos de uma certa calmaria... Segunditos de tranquilidade, de silêncio no barulho, de paz na guerra, de correspondência na inexistência.
Alguns segundos apenas em que se pode esquecer tudo... Qualquer coisa... Não se ouve nem barulho de grilo, se ouve um nada, mas um nada tão nada que chega a ser absoluto, absurdo, avassalador, grandioso... Nossa, um silêncio que parece dizer tanto.
Mas dizer exatemente o quê eu não sei e ach oque nem preciso saber.
Eu gosto mesmo são desses "segunditos" de luxo, do luxo de não pensar em nada, não sentir nada, mas sentir tudo. Como se, num olhar, num "nanosegundo", o querer, o não-poder, os quereres e os nãos nada fossem, e aquele olhar saísse do pensamento, e dos sonhos os "desejos não-desejados" saíssem, e que viesse dos pensamentos e virasse a realidade de um átimo.
Então, está bom ter um átimo de olhar.
Fui-me,
A eu, qualquer eu
Só de enxergar a gente já sente um ar mais fresco, vê o dia mais claro, o céu fica mais limpo.
Este é um daqueles momentos em que se abre mão de qualquer entendimento, e fica-se só apreciando... Apreciando... Apreciando e sentindo o momento. Ou nem sentindo, por que talvez nem dê tempo para isso, vai que nosso rosto fale e acabe por entregar o que os olhos caçam incessantemente? Vai que os olhos se acendam e virem um luminoso faiscante e chamativo e entreguem a direção do olhar? Ou que tuas bochechas corem e entreguem o que não precisava estragar...
Dá uma paz...
São alguns segunditos de uma certa calmaria... Segunditos de tranquilidade, de silêncio no barulho, de paz na guerra, de correspondência na inexistência.
Alguns segundos apenas em que se pode esquecer tudo... Qualquer coisa... Não se ouve nem barulho de grilo, se ouve um nada, mas um nada tão nada que chega a ser absoluto, absurdo, avassalador, grandioso... Nossa, um silêncio que parece dizer tanto.
Mas dizer exatemente o quê eu não sei e ach oque nem preciso saber.
Eu gosto mesmo são desses "segunditos" de luxo, do luxo de não pensar em nada, não sentir nada, mas sentir tudo. Como se, num olhar, num "nanosegundo", o querer, o não-poder, os quereres e os nãos nada fossem, e aquele olhar saísse do pensamento, e dos sonhos os "desejos não-desejados" saíssem, e que viesse dos pensamentos e virasse a realidade de um átimo.
Então, está bom ter um átimo de olhar.
Fui-me,
A eu, qualquer eu
sábado, 26 de junho de 2010
A parte que me cabe neste latifúndio
Tive que ouvir "patavinas" por um desabafo.
Me disseram que não concordam que ensaioS com o instrutor Emerson não farão diferença para uma pessoa só que não pode estar neles. Este cara só é um dos maiores e melhores instrutores do estado, com invernadas premiadas e bastante aclamadas por aí... O Rancho, que eu admiro, é dele. O EG, que teve espetaculares entrada e saída, contando a história do rei Luiz XV, o "Rei Sol", e suas valsas, também...
Por que um pangaré não pode almejar ser majestade?
Disseram-me que não faz diferença eu não estar nestes ensaios (explico: não posso deixar de lado a mtrícula em cadeiras específicas de meu curso da faculdade, o que resultaria em postergação do curso em mais un "bons pares de anos"), por que o que ele ensina só se pode aprender na prática.
AHAM.
Ah, tá...
E então isso quer dizer que eu terei que confiar no que vejo nos ensaios mortos que fazemos, terei que "concluir" o que devo fazer com base nas caras nada interpretativas de mais da metade da invernada, e ficar esperando que as pessoas lembrem as alterações que foram passadas, pois quando pergunto, semrpe respondem "ah, não te preocupa que nada mudou". e lá vamso nós testar o "nada mudou" e me deparou com "tudo mudou". No fim das contas terei que me tornar adivinha, e adivinhar o que o instrutor quer que façamos.
Estou com o pescoço à mostra na faculdade, trancando as minhas cadeiras, fazendo um escarcéu com a coordenadora para que tentemos me deixar não ter aulas nas quartas, por que EU SEI POR QUE É IMPORTANTE ENSAIAR E AONDE O ENSAIO PODE NOS LEVAR.
Minha cabeça foi posta à prêmio por eu arriscar minhas ideias e defender um grupo que provavelmente não mereça (e no final não vá merecer) meio "arriscamento" de nada, por que não faz nada para merecer. Só sabe ganhar tudo e reclamar, sem ajudar, sem contribuir e sem se importar com o bem estar geral da nação...
Aí, tenho que ouvir mil impropérios dizendo que estes ensaios não me farão falta e que sempre alguém me passará as informações necessárias...
Aham.
E o Papai Noel existe e está lá na fábrica dele, no Polo Norte, começando a produzir brinquedos, juntamente com seus duendes e suas renas mágicas. Ah, tá...
Se as pessoas não se dignam a informar que um ensaio foi cancelado, imagina se se prestarão a repassar conhecimentos que fazem a diferença total para o grupo. E para a soma de notas, e para toda e singela diferença que se faz necessária para encantar jurados e plateia...
Sou radical? Ah, sou. Mas eu sei qual é "a parte que me cabe neste latifúndio", e sei mais ainda, que se um não fizer, "a nota de todos" não faz...
Querem guerra então? Guerra terão.
Beijos,
Marina
Me disseram que não concordam que ensaioS com o instrutor Emerson não farão diferença para uma pessoa só que não pode estar neles. Este cara só é um dos maiores e melhores instrutores do estado, com invernadas premiadas e bastante aclamadas por aí... O Rancho, que eu admiro, é dele. O EG, que teve espetaculares entrada e saída, contando a história do rei Luiz XV, o "Rei Sol", e suas valsas, também...
Por que um pangaré não pode almejar ser majestade?
Disseram-me que não faz diferença eu não estar nestes ensaios (explico: não posso deixar de lado a mtrícula em cadeiras específicas de meu curso da faculdade, o que resultaria em postergação do curso em mais un "bons pares de anos"), por que o que ele ensina só se pode aprender na prática.
AHAM.
Ah, tá...
E então isso quer dizer que eu terei que confiar no que vejo nos ensaios mortos que fazemos, terei que "concluir" o que devo fazer com base nas caras nada interpretativas de mais da metade da invernada, e ficar esperando que as pessoas lembrem as alterações que foram passadas, pois quando pergunto, semrpe respondem "ah, não te preocupa que nada mudou". e lá vamso nós testar o "nada mudou" e me deparou com "tudo mudou". No fim das contas terei que me tornar adivinha, e adivinhar o que o instrutor quer que façamos.
Estou com o pescoço à mostra na faculdade, trancando as minhas cadeiras, fazendo um escarcéu com a coordenadora para que tentemos me deixar não ter aulas nas quartas, por que EU SEI POR QUE É IMPORTANTE ENSAIAR E AONDE O ENSAIO PODE NOS LEVAR.
Minha cabeça foi posta à prêmio por eu arriscar minhas ideias e defender um grupo que provavelmente não mereça (e no final não vá merecer) meio "arriscamento" de nada, por que não faz nada para merecer. Só sabe ganhar tudo e reclamar, sem ajudar, sem contribuir e sem se importar com o bem estar geral da nação...
Aí, tenho que ouvir mil impropérios dizendo que estes ensaios não me farão falta e que sempre alguém me passará as informações necessárias...
Aham.
E o Papai Noel existe e está lá na fábrica dele, no Polo Norte, começando a produzir brinquedos, juntamente com seus duendes e suas renas mágicas. Ah, tá...
Se as pessoas não se dignam a informar que um ensaio foi cancelado, imagina se se prestarão a repassar conhecimentos que fazem a diferença total para o grupo. E para a soma de notas, e para toda e singela diferença que se faz necessária para encantar jurados e plateia...
Sou radical? Ah, sou. Mas eu sei qual é "a parte que me cabe neste latifúndio", e sei mais ainda, que se um não fizer, "a nota de todos" não faz...
Querem guerra então? Guerra terão.
Beijos,
Marina
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